Saudades de mim


Sinto saudades do tempo em que conhecia meus sentimentos;
Do tempo em que sabia o motivo pelo qual eu chorava ou sorria;
Dos momentos em que eu vivia plenamente minha vida;
Sinto saudades de tudo o que vi e vivi, porque sei que minha alma estava tranqüila nesses momentos;
Hoje quando tento me encontrar te vejo em tudo. A mesma dor, as lembranças das promessas vazias, tão vazias que nem mesmo você acreditava, das juras de amor que me faziam sonhar e que com o tempo foram me dominando.
Por mais que eu tente não consigo entender como pude me entregar a um amor tão esnobe, um amor incapaz de amar, de fazer feliz, de se permitir ser feliz.
Hoje vejo todos os defeitos que antes me pareciam preciosidades. Hoje sinto um vazio que ainda não sei explicar o que é e que talvez um dia o tempo me permita entender.
Hoje sei que de todas as coisas ruins que você me fez sentir a pior ainda esta comigo: a lembrança de saber que alguém como você ainda existe.
Sinto tanta falta de mim que só vou me reencontrar quando conseguir dizer com toda serenidade que não me lembro quem você foi, é ou será.
Infelizmente um amor nem sempre vem como amor.

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O tempo chegou... trazendo marcas de lembranças. Revivi a vida. Reencontrando em mim momentos de você. Sufoquei minha voz na dor de lembrar lembranças absorto. Senti o vento me aproximar da saudade. Meus passos voltaram... Para
desfilar por lugares vividos e acariciar sorrisos delirantes que um dia
ornamentaram cenas de amor... Desfilaram em minha mente e o sopro de saudade procurou meu corpo pra se aconchegar. Me aproximei mais pra ouvir o grito de saudade trazendo pra mim momentos pra reviver. Despertei dentro de mim cenas adormecidas. Da primavera... do quarto... Com corpos em desalinho ocupando espaços com amor. Vozes felizes... E sorrisos ocupando bocas acariciantes. O vento me empurrou para a ultima saudade... Traguei. Meus ultimos sussuros
...Me agarrando ao silencio, E meus pensamentos se perdeu na ultima moldura de você.

Se um dia precisar
De ajuda para se levantar
Lembre-se que eu existo
E estou aqui para te amparar

E se um dia precisar
De uma companheira de risada
Lembre-se que eu existo
E também adoro uma gargalhada

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

(Padre Fábio de Melo)

Num desses dias de desespero, eu olhei para o céu e fiz uma prece secreta. Neste momento, pela primeira vez na vida, eu senti que Deus olhou para mim, e tive a certeza que Ele escutou as minhas palavras.

Neste momento, eu senti a fé nascer em mim, eu percebi que precisava provar para o mundo como o amor de Deus é poderoso, como o amor de Deus é belo. O meu coração me pedia para cantar, a lua me pedia para cantar, e as lágrimas que saiam dos meus olhos eram de alegria.

Eu senti a fé ficar mais forte. Agora, eu acredito em mim e acredito em Deus. Eu vejo as pesadas nuvens se moverem com o vento, levando para longe de mim os maus pensamentos. Agora, eu sei o que é deixar o amor de Deus me erguer, eu sei deixar-me levar pelo caminho de Deus, e deixar a sua luz guiar-me em meio à escuridão.

Eu aprendi a amar, e aprendi a lutar, e aprendi a ser bom. Eu vejo a luz dentro de mim, eu sinto o calor dentro de mim. A escuridão e o frio da minha vida se acabaram quando a fé nasceu em mim.

Muitas vezes na vida eu cheguei a pensar que não conseguiria seguir adiante. Por muitas vezes eu pensei que a vida era má comigo, e que o mundo não me queria aqui. Eu pensava que ninguém me amava e que apenas canções tristes podiam tocar para mim.

Mas um dia, eu resolvi acreditar que eu podia mudar tudo. Eu senti os meus braços fortes, eu senti que podia voar, e que podia tocar o céu. Agora, todas as noites quando me deito para dormir, eu penso que posso voar e que quero tocar o céu.

E quando me sinto fraco novamente, eu fecho os olhos, abro os braços e deixo o vento me atravessar. Eu imagino que estou voando e que estou perto do céu. Eu lembro de como eu era fraco, e penso que agora, se eu quiser, eu posso ir longe. Eu sinto o milagre da força e da fé no meu coração.

Eu tenho fé, eu acredito em mim, eu confio em mim. Eu quero, eu posso, eu chego lá. Se eu acreditar eu posso voar alto, eu posso tocar o céu.