Dor da Saudade


Estou com tanta saudades...
Saudades de você...
De sua voz...
De seus olhos...
De sua boca...
Seu toque, seu afago...
Estou com saudades,
De seu cheiro, seu abraço!
Estou com tanta saudades...
Saudades que dói
Saudades que agonia meu coração...
Saudades que não tem fim
Estou com saudades de você
Saudades amor...
Saudades de seu amor
De seu carinho...
Saudades, que sei, é só minha
Saudades de um amor
Que só eu senti
Só eu sonhei
Só eu amei...
Estou com saudades
Mesmo lembrando que foi tudo uma mentira...
Estou com saudades de você
Se o tempo voltasse
Seria tudo igual...
Mesmo sabendo que não foi real
Mesmo sabendo que foi uma doce mentira...
Mesmo sabendo que suas juras de amor
Nada foi real, tudo mentira.
Nada foi verdade sua, mesmo assim...
Se o tempo voltasse amor
Viveria tudo de novo com você!
Estou com saudades, ela está doendo.
Está apertando meu coração...
Estou em prantos a pensar em você
Estou sofrendo demais
Essa saudades dói...
Queria só por um minuto
Escutar tua voz, como no início.
Tão terna, tão linda.
Tão doce...
Minha alma se elevava
Meu coração vivia, tinha você!
Hoje minha alma vaga
A te procurar, e não encontrar...
Meu coração sangra de dor
Estou com saudades amor...
Saudades de ser amada
Mesmo enganada...
Estou com saudades amor
Estou com tantas saudades de você!

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Existem várias dores... Machucar.... Bater... Morrer... Mas a saudade - é a dor maior! E, mais dolorida ainda, é a saudade de quem se ama! Da pele. Do cheiro. Do beijo. Da presença. Da ausência.

Quando o amor acaba, pra quem fica amando, sobra a saudade! Saudade de não saber. De não saber o que ocorre com quem se ama...

Saudade de não saber. Não saber o que se fazer com os dias longos que sobram!...

É enterrar o pensamento em coisas vãs... Saudade é chorar ou sorrir numa música... Saudade é o silêncio da ausência.

É não saber... É querer saber... Saudade... é o sempre doer!

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.

Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

(Clarice Lispector )

Quando alguém que amamos morre, é como se uma parte nós também morresse. Um vazio instala-se no peito. A dor se mistura com a revolta de já não ter o ente amado ao nosso lado, de já não podermos lhe tocar a mão, abraçar-lhe e dizer palavras doces.

A morte de um ente amado é uma dor inigualável, que fere a alma e deixa sempre uma cicatriz. Mas uma dia, o sofrimento agudo há de ir se transformando, aos poucos, em uma saudade doída que está quase sempre a latejar, até tornar-se saudade e bem querer que, já não martela os sentimentos todos o dia.

Com o tempo, a dor e ausência causada pela morte vira apenas uma forte saudade que aparece por causa de uma antiga fotografia, um velho baú de recordações, uma história relembrada, ou um cheiro que surge do nada. A saudade é memória das coisas boas que ficam guardadas no fundo do peito. Às vezes aperta, mas não dói mais.

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer às suas vidas um brilho de luz. A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.

Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.

Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos. Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada meus pêsames parece pesar.

Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: te amo, preciso de você, estou sempre aqui, me preocupo; e como se não bastasse vem a frase mais forte a culpa foi minha.

Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância. E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza: Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.

E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém. Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros. Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:

Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.

Tuas palavras seduzem-me num breve instante de silencio,
teus olhos fascinam-me na escuridão,
teu silencio diz-me tudo que preciso ouvir,
Sonho inconstantemente com tua presença
Tua presença cria-me um mundo de sonhos!!!
Sofro de um mal
um mal sem cura
minha dor é meu remédio
também minha loucura
AMOR

Quando o amor aparece em nossa vida, tudo se transforma. Os dias se tornam mais leves, mais coloridos, mais animados. As expectativas nos dão ânimo e força. Sonhamos com o momento de encontrar o nosso amor e estar ao seu lado por alguns instantes.

O amor faz bater mais forte o peito, faz o corpo todo se sentir mais vivo e mais feliz. Mas quando o amor acaba, quando não há mais nenhuma saída para o amor além da separação. Essa agitação do coração torna-se uma dor imensa. Em vez de bater, o coração parece parar. O corpo quer se mexer, mas o coração não deixa. O coração é que parece comandar o corpo, em vez do cérebro.

Quando um grande amor se vai, tudo na vida perde o sentido. Tudo fica sépia e sem sabor. A dor incomoda, faz o sono nos abandonar, faz a respiração pesar. É um período de luto, um amor morreu, um projeto de vida em comum acabou, um desejo de felicidade ficou parado no ar. Mas a dor passa, a ferida vai sarar, ainda que as cicatrizes fiquem para sempre. O importante é pensar nas cicatrizes como histórias para contar e não marcas de dor.