Mensagens Amor Saudades

Encontradas mais de 278 Mensagens Amor Saudades:

A Dor da Saudade

Existem várias dores... Machucar.... Bater... Morrer... Mas a saudade - é a dor maior! E, mais dolorida ainda, é a saudade de quem se ama! Da pele. Do cheiro. Do beijo. Da presença. Da ausência.

Quando o amor acaba, pra quem fica amando, sobra a saudade! Saudade de não saber. De não saber o que ocorre com quem se ama...

Saudade de não saber. Não saber o que se fazer com os dias longos que sobram!...

É enterrar o pensamento em coisas vãs... Saudade é chorar ou sorrir numa música... Saudade é o silêncio da ausência.

É não saber... É querer saber... Saudade... é o sempre doer!

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.

Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

(Clarice Lispector )

Postar no Facebook
Um dia você aprende que...

Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que
companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno amanhã é incerto demais para os
planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando
e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destrui-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram
escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo
e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com
palavras amorosas,
pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes
tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve
comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo, mas se você não
sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos
ou eles o controlarão, e que ser
flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada
e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas
que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes
a pessoa que você espera que o chute,
quando você cai é uma das poucas
que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiências que se
teve, e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você
do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer
a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes,
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva
tem o direito de estar com raiva, mas isso
não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do
jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não sabe amar,
contudo, o ama como pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar
ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos
pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa
voltar para trás, portanto, plante seu jardim
e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras
e nos fazem perder o bem que poderíamos
conquistar, se não fosse o medo de tentar.

(Willian Shakespeare)

Postar no Facebook
Simplicidade do Sentimento

Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu....

....Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....

....sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.

Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.

(Tati Bernardi)
(Pensador)

Postar no Facebook
Não Ameis À Distância

Em uma cidade há um milhão e meio de pessoas, em outra há outros milhões; e as cidades são tão longe uma da outra que nesta é Verão quando naquela é Inverno. Em cada uma dessas cidades há uma pessoa, e essas pessoas tão distantes acaso pensareis que podem cultivar em segredo, como plantinha de estufa, um amor a distância?
Andam em ruas tão diferentes e passam o dia falando línguas diversas; cada uma tem em torno de si uma presença constante e inumerável de olhos, vozes, notícias. Não se telefonam mais; é tão caro e demorado e tão ruim e além disso, que se diriam? Escrevem-se. Mas uma carta leva dias para chegar; ainda que venha vibrando, cálida, cheia de sentimento, quem sabe se no momento em que é lida já não poderia ter sido escrita? A carta não diz o que a outra pessoa está sentindo, diz o que sentiu a semana passada... e as semanas passam de maneira assustadora os domingos se precipitam mal começam as noites de sábado, as segundas retornam com veemência gritando - "outra semana!" e as quartas já tem um gosto de sexta, e o abril de de-já-hoje é mudado em agosto...
Sim, há uma frase na carta cheia de calor, cheia de luz; mas a vida presente é traiçoeira e os astrônomos não dizem que muitas vez ficamos como patetas a ver uma linda estrela jurando pela sua existência - e no entanto há séculos ela se apagou na escuridão do caos, sua luz é que custou a fazer a viagem? Direis que não importa a estrela em si mesma, e sim a luz que ela nos manda; e eu vos direi: amai para entendê-las!
Ao que ama o que lhe importa não é a luz nem o som, é a própria pessoa amada mesma, o seu vero cabelo, e o vero pêlo, o osso de seu joelho, sua terna e úmida presença carnal, o imediato calor; é o de hoje, o agora, o aqui - e isso não há.
Então a outra pessoa vira retratinho no bolso, borboleta perdida no ar, brisa que a testa recebe na esquina, tudo o que for eco, sombra, imagem, um pequeno fantasma, e nada mais. E a vida de todo dia vai gastando insensivelmente a outra pessoa, hoje lhe tira um modesto fio de cabelo, amanhã apenas passa a unha de leve fazendo um traço branco na sua coxa queimada pelo sol, de súbito a outra pessoa entra em fading um sábado inteiro, está-se gastando, perdendo seu poder emissor a distância.
Cuidai amar uma pessoa, e ao fim vosso amor é um maço de cartas e fotografias no fundo de uma gaveta que se abre cada vez menos...
Não ameis a distância, não ameis, não ameis!

(Rubem Braga)
(Pensador)

Postar no Facebook
Não Estamos Juntos

Não mais estamos juntos, não mais desfruto do seu amor, da sua companhia, apenas amo você como antigamente.

Nossa, sinto saudades de tudo que juntos vivemos e que se tornou intenso, deu frutos, mas hoje apenas eu cultivo um grande e solitário amor, mas com prazer de ter vivido uma grande história de amor com você.

Amar é bom quando somos amados, quando sabemos que a troca existe, e infelizmente isso não mais acontece comigo, mas me agarro às lembranças do que fomos um dia e independente de ser ou não ser amada continuo a amar você, a lhe desejar e não tenho porque cobrar uma reação sua.

Eu te amo e continuarei a te amar até quem sabe.
Grande saudade de um amor que ainda não acabou.

Ainda Te Amo!!!

(Mensagens e Poemas)

Postar no Facebook
A Dor Que Dói Mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

(Martha Medeiros)

Postar no Facebook
Girassóis

O que houve com sua cabeça? Fernanda nem se lembrava mais. Doía, latejava, como se mil tambores estivessem lá dentro, tocando, tocando. Como se o surdo da fanfarra, num desfile de Sete de Setembro, tivesse se instalado no seu cérebro, sem a menor cerimônia...
Recordou as manhãs coloridas de sol quente, dos desfiles de Sete de Setembro.
Ela tocava na fanfarra, enluvada, orgulhosa... Velhas e doces lembranças do Colégio da São José, com o famoso sagú da Irmã Benigna nas manhãs de gincanas.
De repente, lembrou-se: hoje é Sábado! Jorginho, ao seu lado, dormia profundamente, a boca aberta... uma saliva grossa corria lentamente do canto de sua boca.
Levantou-se, devagar, sentindo tontura. Foi até a cozinha preparar um café. Por toda a parte, vestígios da festa da noite anterior: garrafas vazias de vodka no chão da sala, papéis imundos no banheiro, resíduos de preparativos das drogas que todos, exceto ela, tinham usado e abusado...
Fernanda sorriu. Sessenta e dois dias limpa.... só por hoje. As únicas coisas das quais gostava, em todo esse apartamento repulsivo, estavam penduradas no teto, nas janelas, no armário do banheiro... por todo canto, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando elato, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando ela mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizess mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizesse. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe e. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe que avisasse a mãe de sua decisão, ela ainda não tinha coragem de olhar para seus olhos cansados...
Na manhã clara de sol e Sábado, ninguém entendia por que aquela moça ria, mochila nas costas e um girassol nas mãos.
A caminho da Rodoviária. Ou melhor, no caminho de volta à vida.

Postar no Facebook
Lembranças dos Velhos Tempos

Abro os olhos para te tocar
Sentir o teu rosto perto do meu
Sentir o doce meu da tua boca
E saber que tudo é real!
Andar ao seu lado
Seguir os teus passos
Ouvindo dizer que me amas
E saber que tudo é real!
Ao menos percebo e já estás longe
Não posso mais beijá-la,
Nem ouvi-la, nem tocá-la
E saber que tudo é real!
Percebendo que tudo se foi
Fecho os olhos para vê-la
E sabendo que o seu amor já não existe
Durmo. Pois sei que estas...
Estás em meus sonhos
E que agora tudo é fantasia
Uma "fantasia real"
Porém sei que amar é necessário
E que apesar da distancia,
Existe uma realidade
Aquela que um dia me amou
E que sempre irá estar aqui
Dentro de mim.
Então irei gritar o seu nome
Porque sei que apesar da distância
O teu sorriso será sempre um oásis
Que anima o meu corpo
E conforta a minha alma
Então digo..... TE AMO

Postar no Facebook
Mais uma vez

E.... mais uma vez nos amamos !
Mais uma vez trocamos juras de amor!
Mais uma vez sentimos nossos suores se misturarem...
Nossos corpos se entrelaçarem...
Nossos gemidos invadirem o silencio .
Mais uma vez senti os teus lábios percorrendo o meu corpo
Tua voz cálida sussurrando-me palavras de amor...
Teus olhos invadindo minhas intimidades
Tuas mãos me acariciando e roubando-me suspiros de tesão!
Mais uma vez rimos de tudo e de coisa alguma...
Falamos de nossos anseios...
Juramos amor eterno
e...

Mais uma vez tivemos de nos despedir
De misturar nossas lagrimas
De sentir a dor da ausência.
E de nos amarmos à distancia
Mais uma vez , longe um do outro
Ansiosos... angustiados... mas sobretudo esperançosos
De estarmos mais uma vez Juntos... para começar tudo de novo
Mais uma vez!!!!

Postar no Facebook
Amo-te hoje mais que ontem

Hoje, amo-te ainda mais que ontem,
Você está em tudo que vivo
Sua lembrança permanece viva em minha memória
O tempo não consegue apagá-la, nem ao menos deiá-la distorcida.
Você vive em mim, a cada momento sinto como se
você tivesse acabado de partir.
Mas a saudade que sinto de ti e essa distância que nos separa
não me faz amar-te menos
Ao contrário, amo-te hoje mais que ontem
e agora mais que a pouco tempo atrás.
Tudo que vivi com você passa como um filme em minha memória
Sinto ainda teu cheiro suave, verdadeiro prêmio da natureza,
sinto teus carinhos, teus beijos.

E hoje amo-te mais que ontem.

Postar no Facebook
Você...

Você é o sol que ilumina todo dia;
Você é a beleza de Deus estampada em cada sorriso meu e seu;
Você é a música mais linda feita com amor e cantada com todo carinho;
Você é a brisa leve que passa e deixa rastros;
Você é o amor divino, amor de amigo, amor de pessoa, amor de viver, amor de amar;
Você é sensível, você é compaixão, delicadeza, você é você;
Você é diferente, você é igual a mim, você é meu sonho;
Você é choro,é alegria, é ânimo, é sopro de vida;
Você é medo, é incerteza, insegurança, mas você é REAL;
Você é cada onda que se quebra no mar, mas você está lá numa concha, você é uma pérola;
Você é o exemplo, a superação, determinação;
Você, aiai! Você é meu suspiro, minha inspiração;
Você é minha respiração acelerada, você tira meu fôlego, você abastece meu coração;
Você é o céu, você é a chuva, você é vida;
Você é livre, independente, mas você não é sozinho;
Você é pensamento, é meu sono é meu amanhecer;
Você é minha serenata, você é a canção perfeita;
Você é cedo, é tarde, é a noite, você está no meu dia;
Você é a melhor companhia, é a melhor falta, é a melhor saudade;
Você pode ser a melhor mágoa, a melhor tristeza, mas você é a melhor verdade a melhor espera a melhor coisa que arrisquei;
Você é o melhor presente, melhor dádiva, você pode ser a melhor perda mas não tem problema, você vai ser feliz;
Você é fase, você é instante é presente é futuro você é eterno;
Você é o sorriso de criança, é a revolta do adolescente, você é a maturidade do adulto e a sabedoria do mais velho;
Você, é todo cuidado que alguém pode ter, de você irei cuidar;
Você é a pureza, é o especial, é intenso, você é cristalino como a água;
Você para mim é o arroz e eu sou o feijão e a vida é o café com o leite;
Você é um sentimento, é a frequência cardíaca, é a pulsação, você é o coração gigantesco;
Você é o Oi, é o tchau, é o adeus, mas você é VOCÊ!!!
Você é a cama quentinha, o leite na caneca, o edredom mais gostoso;
Você é o casulo, é a lagarta, a borboleta;
Você é adorável, você é carinhoso, você é importante, você é AMOR;
Você, Você, você........

(Aline Savieto)
(Pensador)

Postar no Facebook
Sonho e Amor

Sonho, a gente só se dá conta dele depois que
acorda, depois que ele acabou...
E fica aquela vontade na gente de sonhar
mais um pouquinho.

existem pessoas que são um sonho ...
Um sonho pelo qual a gente dormiria
a vida inteira.
Mas o destino vem e nos acorda
violentamente...
E nos leva aquele sonho tão bom ...

Existem pessoas que são estrelas.
Doces, luzes que enfeitam e iluminam as
noites escuras de nossas vidas.
Mas vem o amanhecer e nos rouba com toda a
sua claridade aquela estrela tão linda.

Existem pessoas que são flores.
Belezas discretas que alegram o nosso
caminho.
Mas com o tempo, as flores murcham, e nos
enchem de saudade de sua cor e de seu perfume.

Existem, finalmente, as pessoas que
são simplesmente amor.
Um amor doce como o mel de uma flor...
que desbrochou numa estrela e que veio até
nós num lindo sonho !
E ainda bem que são amor, porque flores,
estrelas ou sonhos, mais cedo ou mais tarde,
terminam ...mas o amor...
O amor não termina nunca ....

Postar no Facebook
A Menina e o Pássaro Encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...

Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.

"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".

E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.

"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes."

E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.

Mas chegava sempre uma hora de tristeza.

"- Tenho que ir", ele dizia.

"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....".

"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar."

Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".

Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.

Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.

Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.

Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.

"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias... Sem a saudade, o amor irá embora..."

A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.

Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.

E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.

"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...".

"- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...".

E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.

"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".

E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos...

"- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje..."

Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.

Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...

E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento:
"- Quem sabe ele voltará amanhã..."

E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

Postar no Facebook
Mais Uma Noite...

As vezes a noite me assusta, pois estou só e sinto sua falta...

Procuro e não o encontro, chamo-o e não responde

E na imensidão dos meus pensamentos

Só procuro encontrar você

Porque sei que neles, estarás a me esperar.

O frio aquece minhas lembranças

E me transporta para bem distante

Onde agora, gostaria de estar...

Lado a lado, corpo colado

E todos os meus desejos e saudades

Junto a você saciar. É triste ficar sem você...

Ficar sem seu carinho

E não ter seus braços, para me enroscar.

A noite se torna cada vez mais sombria.

Pois sem você, tudo fica vazio

E nem sua voz, sussurrando baixinho,

Te quero, te desejo, posso ouvir.

Também não tenho suas mãos para me aquecer

Estas mesmas mãos que me acariciam

Para que eu possa adormecer...

Onde está você, nesta noite fria e solitária...

Onde busco o seu aconchego

E não o sinto...

Só me restando este triste vazio?

Será que esta mesma noite

Que a mim acompanha

Também não deixa em você

Esta saudade. E esta vontade tamanha?

Vou fechar meu olhos...

E tentar deixar o sono se aproximar

Pois na magia dos meus sonhos

Sei que todos os meus e os seus desejos

Vamos juntos, realizar.

E amanhã, quando o sol pela janela entrar

Toda esta tristeza já terá ido embora

Pois ao acordar terei a certeza

Que vivi mais uma linda noite de amor...

Onde pude com você encontrar.

E longe de tudo e de todos

Nos entregamos, nos amamos, e

Onde mais uma vez, unidos pelo amor

E pela força do pensamento

Nos tornamos apenas um só.

Boa Noite Meu Amor...

Já estou indo te encontrar!

Postar no Facebook
A dor da perda

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.
Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.
Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:
Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:
Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.

Postar no Facebook