Mensagens Amor Saudades

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Amanhã pode ser tarde

Ontem?...Isso faz tempo!...
Amanhã?...Não nos cabe saber...
Amanhã pode ser muito tarde, para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo...
Amanhã pode ser muito tarde.
Para você pedir perdão,...
Para você dizer: Desculpe-me, o erro foi meu!...
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços;
Porque amanhã pode ser muito... Muito tarde!
Não deixe pra amanhã para dizer: Eu te amo!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me! Desculpe-me!
Esta flor é pra você!
Você está tão bem!
Não deixe para amanhã o seu sorriso, o seu abraço, o seu carinho,o seu trabalho,o seu sonho,a sua ajuda...
Não deixe pra amanhã para perguntar: Por que você está triste?
O que há com você?
Hei...Venha cá, vamos conversar.
Cadê o seu sorriso? Ainda.

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Meu Melhor Amigo

Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal. E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala: “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo: “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase dez anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa. São dez anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados "alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor" e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra". E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.

(Tati Bernardi)

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A Vida é Muito para Ser Insignificante

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e......tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo) Mas sobrevivi!

E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar. Viva!

Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
e A VIDA É MUITO para ser insignificante.

(Charles Chaplin)

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Maior e Melhor Sentimento

A distância não separa um amor. O que separa o amor é a falta de sentimento
E assim procuramos uma maneira de nos consolarmos por não termos sentimentos
Mas não encontramos consolo para um coração fechado dentro de nós
E o desespero nos toma a frente deixando nossa alma morta para não conquistar tudo que queremos sentir
É assim que testamos nossas forças sem percebermos
E nossa vida se transforma numa batalha contra esse mau que nos atinge
Mas o amor é tão forte e maravilhoso que quebra qualquer tipo de rocha
Ele é dado a nós por um ser maravilhoso e verdadeiro
Deus deixou o amor para que amassem uns aos outros
E quando percebemos que este sentimento nos deixa felizes o sorriso volta a brilhar em nossos rostos
Dando forças para não deixar de sentir
E a alma volta a viver um sentimento que um dia foi perdido
E devemos lembrar-nos do que já passou para que esse sentimento se torne maior ainda
Não se esquecendo que foi uma conquista sua voltar a sentir essa grandiosidade que é o amor
Isso tudo é só para lembrar que o amor é o maior e melhor sentimento que existe
Então nunca deixe de amar mesmo que esse seja por um amigo
Porque o amor nos faz viver de todas as formas boas que se possa imaginar
Amando e vivendo uma louca paixão e assim consolando seu coração
Que estava fechado e amargurado pelo que você passou a um bom tempo
Descansando sua vida na mais pura e verdadeira emoção que é amar.

(Márcio Ferreira)
(By Poesia)

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Não Mereço Seu Perdão

É, tudo o que você disse é verdade. Vou sofrer todos os dias por ter feito o que eu fiz. Pode não parecer, mas eu também tenho um coração. Eu era apenas muito idiota quando fiz aquilo. E você sabe, você conseguiu me mudar.

Todos os dias vou chorar, todos os dias vou te amar, todos os dias vou lembrar seu nome. Todos os dias vou sofrer por tudo o que eu te fiz. Vou te amar pra sempre, mesmo não te tendo mais.

Você é sim muito mais do que eu mereço. Eu sempre soube disso, eu não te mereço. Mas eu consegui mudar por você. Aprendi a ser carinhoso, aprendi a ser romântico, aprendi a dar atenção. Essa é a ultima aula que você me deu. Me ensinou a ser sincero. Com isso, pode ter certeza, agora sou uma pessoa um pouco melhor. Eu não fui o suficiente pra você.

Eu faria de tudo para ter o teu perdão, mesmo sabendo que você não iria me perdoar. Eu te amo. De verdade. Eu estou sofrendo muito. Lembro todos os minutos que te perdi por erros que cometi.

Espero que isso não seja um adeus. Espero que você sinta pelo menos um pouco de afeto por mim ainda. Se você sentir algo por mim ainda, por favor, pelo menos seja meu amigo. Qualquer sentimento, afeto, amizade, pena.

Eu te amo muito, e sempre vou te amar, pra sempre. Uma vez te prometi que te amaria pra sempre, mas isso não é uma escolha minha. Eu te amo, não escolhi isso, mas é o que eu quero. Mesmo que eu tenha que sofrer e chorar todos os dias e noites lembrando que você não é mais minha, vou te amar.

O que mais quero, de verdade, é pagar pelo que eu te fiz, pedir perdão não é suficiente. Quero sofrer por você. Espero de verdade que algum dia você me olhe e diga, “estamos quites”. Então até lá, todos os dias, vou chorar e te esperar. Até eu te ouvir dizendo que eu paguei pelo que fiz. Caso isso aconteça, quero que você saiba. Eu realmente te amo de verdade.

Eu fui infantil? Fui! Errei? Errei! Mas eu não sou mais aquele garoto errante que você conhecia. Eu mudei, com meus erros eu aprendi a fazer o certo. E agora, você me ensinou o que é sinceridade. Deixei de ser aquele menino que eu era, que achava que não precisava de ninguém. Mas pelo contrário, eu preciso de você. E vou ser seu pra sempre, mesmo após você desistir de mim. Eu sou seu, meu coração é seu, e será eternamente.

Agora, não tem como eu te ligar, não tem como te mandar mensagens. E essa saudade aumenta cada vez mais a minha dor. Não te mereço, não mereço seu perdão, não mereço seu amor. Mas agora eu mudei, porém o problema é que agora é tarde demais. Eu te amo, eternamente.

(Pedro Emanuel)
(Garoto Indignado)

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A Dor da Saudade

Existem várias dores... Machucar.... Bater... Morrer... Mas a saudade - é a dor maior! E, mais dolorida ainda, é a saudade de quem se ama! Da pele. Do cheiro. Do beijo. Da presença. Da ausência.

Quando o amor acaba, pra quem fica amando, sobra a saudade! Saudade de não saber. De não saber o que ocorre com quem se ama...

Saudade de não saber. Não saber o que se fazer com os dias longos que sobram!...

É enterrar o pensamento em coisas vãs... Saudade é chorar ou sorrir numa música... Saudade é o silêncio da ausência.

É não saber... É querer saber... Saudade... é o sempre doer!

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.

Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

(Clarice Lispector )

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A Menina e o Pássaro Encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...

Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.

"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".

E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.

"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes."

E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.

Mas chegava sempre uma hora de tristeza.

"- Tenho que ir", ele dizia.

"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....".

"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar."

Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".

Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.

Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.

Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.

Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.

"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias... Sem a saudade, o amor irá embora..."

A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.

Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.

E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.

"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...".

"- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...".

E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.

"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".

E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos...

"- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje..."

Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.

Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...

E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento:
"- Quem sabe ele voltará amanhã..."

E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

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A Folha e a Árvore

Um dia parei para olhar as folhas da árvore caindo. Elas saiam do galho e
flutuavam no ar até chegar ao chão. Aquilo me incomodava, não era o fato da
folha ter deixado a árvore, mas a distância que agora separava as duas.
Eu não culpo a folha por ter deixado a árvore. Pois era Outono e elas não
caem porque querem e sim porque é chegada a hora de partir. Com a partida da
folha, a árvore vai sentir falta de sua companheira.
Agora quem vai fazer a fotossíntese? Com certeza, a árvore não vai conseguir
viver sem a folha. A árvore vai ficando cada vez mais fraca. Pois a folha
ajuda na fabricação de seu alimento.
Mas se a árvore tivesse mãos? Ela iria tentar pegar a folha no chão. Mas
não iria conseguir, se a folha permanecesse imóvel. O vento tem que bater na
folha, para ela flutuar e poder chegar nas mãos da árvore. O destino as
vezes pode ser cruel com a árvore e a folha. Mas se houvesse amor, um
sentimento que só nós podemos sentir, a folha iria permanecer na árvore,
mesmo estando no chão.
Camila, mesmo com a distância que poderá nos separar. Você sempre
continuará no meu coração. E sempre estaremos juntos, se nosso amor
continuar como hoje.
EU TE AMO e nunca vou deixar que uma pequena distância acabe com nossos
sonhos. Neste dia em que comemoramos o 4ª mês de namoro, percebo que a
distância só vai trazer a saudade e nunca o esquecimento.

De seu eterno apaixonado...

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O seu Sorriso

Todos os dias eu só penso em uma coisa...
Em seu sorriso.
Do seu rosto poucas lembranças eu tenho.
Mas o seu sorriso maroto, infantil não sai dos meus pensamentos.
Se estou triste lembro-me de você a sorrir...
Transporto-me para os momentos tão felizes que vivemos..
Foram tão poucos, que pena!
Mas tão intensos que não consigo deixar de pensar um só momento...

Se, estou na praia, vejo você correndo para mim.
Sinto seus beijos ardentes tocar os meus lábios
E as lágrimas nascem em meus olhos
Procuro dentro de mim a imagem do seu sorriso
Pois é isso que me conforta...

Se, estou na praça, ouço os passarinhos
Penso em você...
Vejo em cada flor você...
A brisa que sopra no entardecer traz o seu perfume
o seu perfume me entorpece
A saudade me invade, a dor da distância toma conta de mim.
E nem a lembrança do seu sorriso me faz me sentir melhor.

Hoje, dia dos namorados você tão distante
Não posso sequer tocar você...
Busco em cada objeto que partilhamos juntos
A sua presença, cheiro o lenço que tem o seu perfume...
Mas saudades ainda!!.
Meu amor à coisa que eu mais gostaria nesse momento
Era poder estar com você...
Te beijar, te amar...
E ficarmos bem juntinhos como da última vez...
Gostaria de poder sentir o seu perfume...
Beijar sua boca, e o seu corpo inteiro.
E assim esperar que o tempo parasse nesse momento
Para que pudéssemos nos amar sem pressa, sem tempo.
Só te amar.

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O Amor de Família

Dentre todas as formas de amar, a que sentimos pela nossa família certamente é a mais difícil de explicar. Estão conosco nos melhores e nos piores momentos, e mesmo com todos os desentendimentos, o amor sempre fala mais alto sobre qualquer argumento.

É um amor que supera todas as diferenças, aceitando cada um com sua respectiva peculiaridade e quando existe alguma distância, logo chega a saudade. É um sentimento tão forte que nos leva a cometer os mesmos erros, apenas para não ver a tristeza tocar em nenhum deles.

Junto com este amor está acoplada a amizade, uma do tipo muito sincera que preza sempre pela lealdade. É um casamento eterno, que apesar de todas as dificuldades que a vida nos impõe, nada nos tira a vontade de permanecer lado a lado.

Recebemos este amor ainda no berço, e aprendemos logo cedo qual a sensação de um abraço. Um amor que levamos dentro do peito e está sempre pronto para ser compartilhado. Feliz daqueles que podem viver este amor completamente, pois para vivê-lo na intensidade máxima, não dinheiro neste mundo que pague.

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Ontem e hoje

Ontem ?...Isso faz tempo!...
Amanhã ?... Não nos cabe saber...

Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo...
Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!...
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já Não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais
necessário; O seu abraço, amanhã, pode já não
encontrar outros braços...
Porque amanhã pode ser muito...muito tarde!

Não deixe para amanhã para dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!...

Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda...

Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei!...Venha cá, vamos conversar...
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?...
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você. Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos? Onde está a sua garra?...

Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde...muito tarde!
Procure. Vá atrás! Insista! Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde...

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Amanhã

Amanhã pode ser tarde
Ontem, isso já faz tempo,
Amanhã não nos cabe saber

Amanhã poder ser muito tarde
Para você dizer que ama.
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo.

Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer desculpe-me,
O erro foi meu,
O seu amor amanhã, pode já ser inútil,
O seu perdão amanhã, pode já não ser preciso,
A sua volta amanhã, pode já não ser esperada,
A sua carta amanhã, pode já não ser lida,
O seu caminho amanhã, pode já não ser mais necessário,
O seu abraço amanhã, pode já não encontrar outros abraços
Porque amanhã sim
Amanhã pode ser muito tarde.

Não deixe para amanhã
Para dizer eu amo você,
Estou com saudades de você
Perdoe-me
Desculpe-me
Essa flor é para você.

Você está tão bem,
Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu sonho,
A sua ajuda,
Não, não deixe para amanhã
Para perguntar
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei vem cá,
Vamos conversar.
Cadê seu sorriso?
Ainda tenho chance?
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você,
Sabe que pode contar comigo
Cadê seus sonhos,
Onde está sua garra?
Lembre-se
Amanhã pode ser tarde
Muito tarde.

Procure,
Vá atrás, insista
Tente mais uma vez
Só hoje é definitivo
Amanhã pode ser tarde...

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Girassóis

O que houve com sua cabeça? Fernanda nem se lembrava mais. Doía, latejava, como se mil tambores estivessem lá dentro, tocando, tocando. Como se o surdo da fanfarra, num desfile de Sete de Setembro, tivesse se instalado no seu cérebro, sem a menor cerimônia...
Recordou as manhãs coloridas de sol quente, dos desfiles de Sete de Setembro.
Ela tocava na fanfarra, enluvada, orgulhosa... Velhas e doces lembranças do Colégio da São José, com o famoso sagú da Irmã Benigna nas manhãs de gincanas.
De repente, lembrou-se: hoje é Sábado! Jorginho, ao seu lado, dormia profundamente, a boca aberta... uma saliva grossa corria lentamente do canto de sua boca.
Levantou-se, devagar, sentindo tontura. Foi até a cozinha preparar um café. Por toda a parte, vestígios da festa da noite anterior: garrafas vazias de vodka no chão da sala, papéis imundos no banheiro, resíduos de preparativos das drogas que todos, exceto ela, tinham usado e abusado...
Fernanda sorriu. Sessenta e dois dias limpa.... só por hoje. As únicas coisas das quais gostava, em todo esse apartamento repulsivo, estavam penduradas no teto, nas janelas, no armário do banheiro... por todo canto, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando elato, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando ela mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizess mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizesse. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe e. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe que avisasse a mãe de sua decisão, ela ainda não tinha coragem de olhar para seus olhos cansados...
Na manhã clara de sol e Sábado, ninguém entendia por que aquela moça ria, mochila nas costas e um girassol nas mãos.
A caminho da Rodoviária. Ou melhor, no caminho de volta à vida.

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Depois de algum tempo

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la... e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam... Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa... por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo... mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão... e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens...Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém...
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

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No fim só é saudade...

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.
Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.
Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:
Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:
Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.

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