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Girassóis

O que houve com sua cabeça? Fernanda nem se lembrava mais. Doía, latejava, como se mil tambores estivessem lá dentro, tocando, tocando. Como se o surdo da fanfarra, num desfile de Sete de Setembro, tivesse se instalado no seu cérebro, sem a menor cerimônia...
Recordou as manhãs coloridas de sol quente, dos desfiles de Sete de Setembro.
Ela tocava na fanfarra, enluvada, orgulhosa... Velhas e doces lembranças do Colégio da São José, com o famoso sagú da Irmã Benigna nas manhãs de gincanas.
De repente, lembrou-se: hoje é Sábado! Jorginho, ao seu lado, dormia profundamente, a boca aberta... uma saliva grossa corria lentamente do canto de sua boca.
Levantou-se, devagar, sentindo tontura. Foi até a cozinha preparar um café. Por toda a parte, vestígios da festa da noite anterior: garrafas vazias de vodka no chão da sala, papéis imundos no banheiro, resíduos de preparativos das drogas que todos, exceto ela, tinham usado e abusado...
Fernanda sorriu. Sessenta e dois dias limpa.... só por hoje. As únicas coisas das quais gostava, em todo esse apartamento repulsivo, estavam penduradas no teto, nas janelas, no armário do banheiro... por todo canto, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando elato, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando ela mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizess mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizesse. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe e. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe que avisasse a mãe de sua decisão, ela ainda não tinha coragem de olhar para seus olhos cansados...
Na manhã clara de sol e Sábado, ninguém entendia por que aquela moça ria, mochila nas costas e um girassol nas mãos.
A caminho da Rodoviária. Ou melhor, no caminho de volta à vida.

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A Dor Que Dói Mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

(Martha Medeiros)

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Amanhã pode ser tarde

Ontem?...Isso faz tempo!...
Amanhã?...Não nos cabe saber...
Amanhã pode ser muito tarde, para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo...
Amanhã pode ser muito tarde.
Para você pedir perdão,...
Para você dizer: Desculpe-me, o erro foi meu!...
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços;
Porque amanhã pode ser muito... Muito tarde!
Não deixe pra amanhã para dizer: Eu te amo!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me! Desculpe-me!
Esta flor é pra você!
Você está tão bem!
Não deixe para amanhã o seu sorriso, o seu abraço, o seu carinho,o seu trabalho,o seu sonho,a sua ajuda...
Não deixe pra amanhã para perguntar: Por que você está triste?
O que há com você?
Hei...Venha cá, vamos conversar.
Cadê o seu sorriso? Ainda.

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Amo-te hoje mais que ontem

Hoje, amo-te ainda mais que ontem,
Você está em tudo que vivo
Sua lembrança permanece viva em minha memória
O tempo não consegue apagá-la, nem ao menos deiá-la distorcida.
Você vive em mim, a cada momento sinto como se
você tivesse acabado de partir.
Mas a saudade que sinto de ti e essa distância que nos separa
não me faz amar-te menos
Ao contrário, amo-te hoje mais que ontem
e agora mais que a pouco tempo atrás.
Tudo que vivi com você passa como um filme em minha memória
Sinto ainda teu cheiro suave, verdadeiro prêmio da natureza,
sinto teus carinhos, teus beijos.

E hoje amo-te mais que ontem.

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Não Estamos Juntos

Não mais estamos juntos, não mais desfruto do seu amor, da sua companhia, apenas amo você como antigamente.

Nossa, sinto saudades de tudo que juntos vivemos e que se tornou intenso, deu frutos, mas hoje apenas eu cultivo um grande e solitário amor, mas com prazer de ter vivido uma grande história de amor com você.

Amar é bom quando somos amados, quando sabemos que a troca existe, e infelizmente isso não mais acontece comigo, mas me agarro às lembranças do que fomos um dia e independente de ser ou não ser amada continuo a amar você, a lhe desejar e não tenho porque cobrar uma reação sua.

Eu te amo e continuarei a te amar até quem sabe.
Grande saudade de um amor que ainda não acabou.

Ainda Te Amo!!!

(Mensagens e Poemas)

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Você...

Você é o sol que ilumina todo dia;
Você é a beleza de Deus estampada em cada sorriso meu e seu;
Você é a música mais linda feita com amor e cantada com todo carinho;
Você é a brisa leve que passa e deixa rastros;
Você é o amor divino, amor de amigo, amor de pessoa, amor de viver, amor de amar;
Você é sensível, você é compaixão, delicadeza, você é você;
Você é diferente, você é igual a mim, você é meu sonho;
Você é choro,é alegria, é ânimo, é sopro de vida;
Você é medo, é incerteza, insegurança, mas você é REAL;
Você é cada onda que se quebra no mar, mas você está lá numa concha, você é uma pérola;
Você é o exemplo, a superação, determinação;
Você, aiai! Você é meu suspiro, minha inspiração;
Você é minha respiração acelerada, você tira meu fôlego, você abastece meu coração;
Você é o céu, você é a chuva, você é vida;
Você é livre, independente, mas você não é sozinho;
Você é pensamento, é meu sono é meu amanhecer;
Você é minha serenata, você é a canção perfeita;
Você é cedo, é tarde, é a noite, você está no meu dia;
Você é a melhor companhia, é a melhor falta, é a melhor saudade;
Você pode ser a melhor mágoa, a melhor tristeza, mas você é a melhor verdade a melhor espera a melhor coisa que arrisquei;
Você é o melhor presente, melhor dádiva, você pode ser a melhor perda mas não tem problema, você vai ser feliz;
Você é fase, você é instante é presente é futuro você é eterno;
Você é o sorriso de criança, é a revolta do adolescente, você é a maturidade do adulto e a sabedoria do mais velho;
Você, é todo cuidado que alguém pode ter, de você irei cuidar;
Você é a pureza, é o especial, é intenso, você é cristalino como a água;
Você para mim é o arroz e eu sou o feijão e a vida é o café com o leite;
Você é um sentimento, é a frequência cardíaca, é a pulsação, você é o coração gigantesco;
Você é o Oi, é o tchau, é o adeus, mas você é VOCÊ!!!
Você é a cama quentinha, o leite na caneca, o edredom mais gostoso;
Você é o casulo, é a lagarta, a borboleta;
Você é adorável, você é carinhoso, você é importante, você é AMOR;
Você, Você, você........

(Aline Savieto)
(Pensador)

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A dor da perda

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.
Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.
Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza:
Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza:
Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.

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Lembranças dos Velhos Tempos

Abro os olhos para te tocar
Sentir o teu rosto perto do meu
Sentir o doce meu da tua boca
E saber que tudo é real!
Andar ao seu lado
Seguir os teus passos
Ouvindo dizer que me amas
E saber que tudo é real!
Ao menos percebo e já estás longe
Não posso mais beijá-la,
Nem ouvi-la, nem tocá-la
E saber que tudo é real!
Percebendo que tudo se foi
Fecho os olhos para vê-la
E sabendo que o seu amor já não existe
Durmo. Pois sei que estas...
Estás em meus sonhos
E que agora tudo é fantasia
Uma "fantasia real"
Porém sei que amar é necessário
E que apesar da distancia,
Existe uma realidade
Aquela que um dia me amou
E que sempre irá estar aqui
Dentro de mim.
Então irei gritar o seu nome
Porque sei que apesar da distância
O teu sorriso será sempre um oásis
Que anima o meu corpo
E conforta a minha alma
Então digo..... TE AMO

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Não Aguento a Distância

Eu não aguento mais essa distância que nos separa, amor…

Que me separa dos seus carinhos, dos nossos mimos e dos nossos beijos apaixonados. Que me separa de olhar nos seus olhos, de trocar olhares cheios de afeto, te abraçar bem forte e ouvir seu coração batendo. Que me separa de observar você dormindo, de te dizer bem baixinho nos seu ouvido o quanto eu te amo e preciso de você para sempre. Que me separa de ver o seu sorriso todos os dias e ficar deitada ao seu lado apenas conversando por horas. Que me separa de ter a pessoa que eu mais amo ao meu lado… Me diz o que fazer? Tá meio difícil de lidar com isso… A saudade aperta, a tristeza chega e as lágrimas inundam o meu rosto e meu coração chora. Sempre prometi que eu vou esperar o tempo que for por você e essa é a mais pura verdade que eu guardo dentro de mim. Mas, meu amor, não é justo nós ficarmos tão longe sendo que tudo que eu mais quero e desejo é ter você por perto, ter você grudadinha a mim e eu coladinha a você... Todos os dias eu peço a Deus que a gente possa viver nossa vida juntas logo porque aí sim eu vou poder ser completamente feliz. Distância, você me machuca mas nunca chegará nem perto de atingir o meu amor pela menina mais linda desse mundo que eu tive a imensa sorte de ser minha, só minha. Nosso amor é para essa e para outras vidas, minha pequena. Nada irá nos separar a não ser Deus. Eu te amo tanto, minha bebêzinha.

(Regiane Garcia)

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A Menina e o Pássaro Encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...

Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.

"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...".

E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.

"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes."

E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.

Mas chegava sempre uma hora de tristeza.

"- Tenho que ir", ele dizia.

"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....".

"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar."

Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".

Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.

Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.

Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.

Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.

"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias... Sem a saudade, o amor irá embora..."

A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.

Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.

E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.

"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...".

"- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...".

E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.

"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".

E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos...

"- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje..."

Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.

Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...

E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento:
"- Quem sabe ele voltará amanhã..."

E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

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Amo-te Assim

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És a um tempo, esplendor e sepultura:
ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela.

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

(Olavo Bilac)

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Lindos Versos

Há pessoas que passam na nossa vida e levam um pouco de nos e há pessoa que passa em nossa vida e deixam um pouco de si. MAS HÁ PESSOAS QUE NAUM PASSAM...FICAM !!!!!

Nunca diga que esqueceu de um grande amor, apenas que consegue falar nele sem derramar uma lagrima de saudades !!

Não é arte conquistar um mundo, quando c pode conquistar um coração !!!

Talvez algum dia serei para você algo que passou em sua vida. mas para mim vc será sempre um sonho que lembrei com muito saudades !!!

Há pessoas que entram em nossas vidas por acaso...mas naum é por acaso que elas tem o privilegio de permanecer !!!!!

Muitas pessoas dizem q amam...Poucas pessoas sabem amar....Amar é uma palavra curta..mas um sentimento eterno!!!!!Amor esta dentro do nosso coração ..naum da nossa cabeça...por isso nunca digas q ama..sem sentir AMOR

"Se o meu silêncio não te diz nada, serão inúteis minhas palavras.

Mas mesmo assim quero lembrar-te que ainda Te Amo muito!!!!!!!!!!!"

O amor é o maior sentimento que pode existir entre dois seres humanos, então nunca diga que ama sem realmente ter certeza que você senti isso. Pois, o amor é eterno e você pode estar apenas apaixonado.

Amar alguém é mais que um sentimento forte. É uma decisão, um julgamento, uma promesa. Amar significa entregar-se sem garantias. Na esperança de que nosso amor faça feliz a pessoa amada...

O grande mistério da vida é tirar da cabeça quem, naum sai do coração !!!

As estrelas são lagrimas de anjos que choram por não saberem e nem terem corpo p/ amar !!!

Nem palavras duras e olhares severos devem afugentar quem ama ; as rosas têm espinhos e no entanto ; colhem-se (Shakespeare)

O AMOR É QUANDO A GENTE MORA UM NO OUTRO(Mário Quintana)

Agora entendo que quando se ama, não se pode ter medo de tentar. Pois a dúvida nos faz perder coisas que , se não fosse a insegurança , poderíamos conseguir.

Não existe amor à primeira vista , o que existe sim é a pessoa certa no momento certo.

Entre as ruínas sempre poderá nascer uma flor. A felicidade cresce e frutifica quando se acredita no amor.

O amor pequeno se mostra grandioso nas catástrofes , o amor grande se prova todos os dias , nas pequenas coisas.

O cosmo pode ser infinitamente maior do que o homem , mas um único ato de amor vale mais do que toda a massa do unê senti isso. Pois, o amor é eterno e você pode estar apenas apaixonado.

Amar alguém é mais que um sentimento forte. É uma decisão, um julgamento, uma promesa. Amar significa entregar-se sem garantias. Na esperança de que nosso amor faça feliz a pessoa amada...

O grande mistério da vida é tirar da cabeça quem, naum sai do coração !!!

As estrelas são lagrimas de anjos que choram por não saberem e nem terem corpo p/ amar !!!

Nem palavras duras e olhares severos devem afugentar quem ama ; as rosas têm espinhos e no entanto ; colhem-se (Shakespeare)

O AMOR É QUANDO A GENTE MORA UM NO OUTRO(Mário Quintana)

Agora entendo que quando se ama, não se pode ter medo de tentar. Pois a dúvida nos faz perder coisas que , se não fosse a insegurança , poderíamos conseguir.

Não existe amor à primeira vista , o que existe sim é a pessoa certa no momento certo.

Entre as ruínas sempre poderá nascer uma flor. A felicidade cresce e frutifica quando se acredita no amor.

O amor pequeno se mostra grandioso nas catástrofes , o amor grande se prova todos os dias , nas pequenas coisas.

O cosmo pode ser infinitamente maior do que o homem , mas um único ato de amor vale mais do que toda a massa do universo(Pascal)

Te amo, para mais tarde fazer uma lagrima rolar dizendo esqueça-me!

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Lua cheia

Cada segundo,
Cada passo,
É uma lágrima a mais em meus olhos.
Uma noite em claro
Com os pensamentos em você...
Cada estrela,
É mais um desejo;
Desejo de ter você aqui...
A linda lua
Reforça a saudade
E me faz chorar...
Lua Cheia,
Cheia de magia
Madrinha dos apaixonados...
Leve até meu amor
Minha saudade,
E traga até mim a felicidade
Que aqueles olhos levaram.
Lua Cheia
Que em todos os destinos está
Banha com sua luz
O meu coração,
Alimente a minha alma
Na ausência do meu amor.
Seja a minha razão
Comande meus pensamentos
E navegue em minhas lágrimas.
Linda Lua Cheia
Proteja o Meu Amor.

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Mais uma vez

E.... mais uma vez nos amamos !
Mais uma vez trocamos juras de amor!
Mais uma vez sentimos nossos suores se misturarem...
Nossos corpos se entrelaçarem...
Nossos gemidos invadirem o silencio .
Mais uma vez senti os teus lábios percorrendo o meu corpo
Tua voz cálida sussurrando-me palavras de amor...
Teus olhos invadindo minhas intimidades
Tuas mãos me acariciando e roubando-me suspiros de tesão!
Mais uma vez rimos de tudo e de coisa alguma...
Falamos de nossos anseios...
Juramos amor eterno
e...

Mais uma vez tivemos de nos despedir
De misturar nossas lagrimas
De sentir a dor da ausência.
E de nos amarmos à distancia
Mais uma vez , longe um do outro
Ansiosos... angustiados... mas sobretudo esperançosos
De estarmos mais uma vez Juntos... para começar tudo de novo
Mais uma vez!!!!

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Nunca Desiste

Como é bom sonhar sonhos lindos, nas horas de boas lembranças,
no tempo de ser feliz, em momentos de alegria, quando nem
mesmo a saudade pode indicar separação!
Como é bom te ver, como é bom te amar e sentir que a
distancia não existe!
Bom é o amor que nos faz tão próximos, que nos faz tão juntos,
e te faz tão meu (minha)!
Como é grato o amor que põe minha vida na tua em dimensão
de encanto!
Boa é a ternura, a sensação de carinho de dois seres
vivamente enamorados!
Para um grande amor, não há fronteiras, não há limites no ontem,
no hoje, no agora de toda a eternidade!

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