Mensagens de Ex-amor


À minha volta o mundo parece estar definhando. As plantas murcham, as nuvens não desaparecem nunca, e toda a natureza parece emitir um terrível lamento em uníssono. Mas não é verdade, e tudo isto não é senão a ilusão do meu olhar distorcido e dolorido de saudades suas, meu namorado!

Temo não conseguir suportar mais estas saudades, esta ânsia por te ver, te tocar, te sentir perto de mim... Temo ser eu quem lentamente definha...

Ainda recordo seu sorriso! Ainda lembro de você pegar minha mão e falar que a vida é linda e merece ser vivida com alegria no coração. Por vezes, ainda sinto seu beijo de boa noite em meu rosto.

Não quero acreditar que você se foi, querida mãe! Sinto saudade – um vazio! Uma mulher encantadora e maravilhosa como você deveria continuar aqui, neste mundo, emanando bem por todo lado. Quero que você se orgulhe de quem sou e é por isso que vou dar uma chance para a felicidade. Te amo, mãe!

Muitos amaram antes de nós, muitos foram felizes antes de nós, muitos sofreram antes de nós, muitos disseram adeus antes de nós. Mas por que para nós parece ser tão difícil?

Eu ainda sinto o calor da sua boca na minha, ainda vejo o seu rosto no travesseiro ao lado do meu, ainda escuto os seus passos no corredor da sala, e a sua gargalhada ainda enche o ar da casa de graça. Não quero me lembrar dos seus olhos tristes, não quero ouvir o seu choro. Não quero ver as minhas lágrimas diante do espelho.

Ainda ontem nós nos amávamos, ainda ontem estávamos um nos braços do outro fazendo juras de amor eterno. Mas há coisas que não podemos evitar. Então por que é tão difícil dizer adeus? Então por que dói tanto dizer adeus?

Nessa horrível noite monótona e fervente

Encontro-me aqui...

Na mente apenas a lembrança do seu rosto,

Dos seus olhos...

Com o ardente desejo de seus lábios

Passo os tristes dias a sua espera...

Meu coração em desalinho,

Completamente perdido

Começa a se derrocar perante sua constante presença nos meus pensamentos.

Meu coração já bate a seu favor,

Já palpita veloz ao te sentir perto...

Há tempos sonhava com você,

Sem saber quem realmente tu és,

Quando chegarias.

E agora,

Entrego-te meu coração

Para não mais chegar a beira do abismo

Perguntando-se o verdadeiro significado do amor,

Se ele existe ou se é apenas mais uma invenção da mente fértil do homem...

A sensação de vazio eterno

Faz parte de um passado mórbido,

Tenebroso...

A dor da solidão consumia meus sonhos,

Meus desejos,

As lágrimas que caiam da minha alma

Faziam brotar um sentimento sombrio,

Capaz de me transformar em apenas mais um ser,

Sem sentimentos,

Mas você chegou,

E hoje...

A saudades já é devastadora...

Não nego que sinto falta de sua voz,

Da sua presença,

Mas você fez nascer dentro de mim

Um sentimento puro,

Incomparável...

E a ele me apego nessas noites insanas

Para suprir a dor da sua ausência.

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.


(Martha Medeiros)

Palavra que na alma cala...
Quando a ausência de quem se ama
mais alto, dentro de nós, fala!
É sentimento dorido,
pois não tem aquele que já não o tenha sofrido...
Pela dor de um amor já findo.
Adeus é despedida sem volta
é sentimento profundo doído.
Uma saudades que nunca acaba
Que a gente nunca esquece...
O tempo apenas esmorece.
Mas na alma fica reservado
No coração resguardado...
Num cantinho do ser, escondido!
A vida passa e com ela a dor
dilacera todo o sofrimento contido...
E quem dera a vida sem ela...
Seria tão mais linda! Mais bela!
Se esta palavra fosse de nós abolida!
E com ela o sentimento tão triste,
que nesta cinco letras, se revela...

Palavra que na alma cala...
Quando a ausência de quem se ama
mais alto, dentro de nós, fala!
É sentimento dorido,
pois não tem aquele que já não o tenha sofrido...
Pela dor de um amor já findo.
Adeus é despedida sem volta
é sentimento profundo doído.
Uma saudades que nunca acaba
Que a gente nunca esquece...
O tempo apenas esmorece.
Mas na alma fica reservado
No coração resguardado...
Num cantinho do ser, escondido!
A vida passa e com ela a dor
dilacera todo o sofrimento contido...
E quem dera a vida sem ela...
Seria tão mais linda! Mais bela!
Se esta palavra fosse de nós abolida!
E com ela o sentimento tão triste,
que nesta cinco letras, se revela...

É tão difícil compreender as emoções quando se rompe uma relação. Às vezes, temos certeza que tudo passou e de repente tudo volta. Como definir se o que sentimos é amor ou não é? Se é saudade ou solidão? Tristeza ou decepção? Posse ou desejo? Perda. Quando se perde um grande amor, muitas dúvidas emergem sob o fundo do sofrimento. Para alguns é um momento de intenso crescimento. Muito se pode aprender, uma aprendizagem que nos faz humildes diante da própria fragilidade.

Deparamo-nos com o que é a dor, a impotência diante dos sentimentos, a paciência necessária para esperar passar, pois a dor de amor não passa na velocidade da net, do gigas, dos chips, e o tempo que isso leva é indeterminado, é pessoal e singular.

Aceitar os altos e baixos, os enganos, os tropeços, as dúvidas, a falta de controle. Aceitar a não certeza, o não acesso ao que o outro sente e pensa, a incoerência do humano, a fraqueza, o medo, a culpa, o erro que não tem concerto, a marca da mentira e o que fazer com tudo isso?

O tempo não volta e as coisas não se apagam, por amor que tentamos, mas nada vai permanecer do jeito que está. A incerteza do futuro corrói, o medo do que virá, a ansiedade pelo novo e desconhecido, a prisão do passado, do familiar, que falta faz, será abstinência? Temos sim abstinência do outro a quem amamos e perdemos, somos forçados a esquecer quando ainda, ainda não estávamos preparados.

O choro que insiste em voltar, a vida que segue, e o tempo que insiste em passar, a confusão que não consegue chegar ao fim, tempos distintos, tempos diversos, tempo de cada um. Amor perdido, amor doído, amor esquecido, quando? Quando você está preparado para correr o risco de passar por tudo isso de novo e lembrar da abundância de felicidade num coração que ama, e é também amado...

(Priscila Lima e Melissa Coutinho)
(Terapiólogas)

E que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos nem a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é o silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade ...
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor
apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que eu ouço, a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo, se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais ...
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer ...
Porque metade de mim é a platéia
E a outra metade é a canção
E que minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
Mas a outra metade também !

Se a cada tristeza lembro-me do teu sorriso?
Se a cada solidão sinto a tua presença?
Se a cada lágrima lembro-me do seu silêncio?
Se a cada palavra lembro-me de você?
Você está a cada ausência.
Você está a cada gesto.
Em cada amanhecer da vida.
No silêncio do meu pensamento.
Lembro-me que foi bom te conhecer.
E sentir que sou o bastante...
Para te encontrar em cada alvorecer.
Te gosto com qualidades e defeitos.
Quero somente que você me aceite apenas como sou.
Pense em alguém no silêncio da noite.
Alguém que não precisa nem do silêncio da noite para pensar em você.
Algum dia serei algo que passou na sua vida.
Mas, para mim você sempre será alguém que lembrarei com muito amor...

Te amo e sempre hei de amar...

Mais um ano se passou e você não está aqui. Mais um aniversário, mais um natal, mais um ano novo, mais um dia dos pais. Todos os dias lembro-me de você. Quase sempre, a sua imagem é a primeira coisa que vem à minha mente quando acordo e, não sei se você ouve, mas eu lhe desejo "bom dia".

A sua ausência ainda é muito difícil. Apesar da dor aguda ter se transformado aos poucos em numa tristeza mais calma, e em saudade, ainda sinto muito a sua falta, principalmente em datas especiais, quando a sua presença era tão importante e trazia tanta alegria.

A sua partida, tão prematura, mudou a nossa vida. Mas ainda assim, você deixou muito em nós. Eu vejo em mim o seu sorriso, e vejo nos meu atos muito do que aprendi com você. Eu sou o que sou, graças a você, meu pai. Meu eterno pai. Eu sinto a sua presença e o seu amor perto de mim. Você estará sempre orientando a minha vida.

Quando o amor aparece em nossa vida, tudo se transforma. Os dias se tornam mais leves, mais coloridos, mais animados. As expectativas nos dão ânimo e força. Sonhamos com o momento de encontrar o nosso amor e estar ao seu lado por alguns instantes.

O amor faz bater mais forte o peito, faz o corpo todo se sentir mais vivo e mais feliz. Mas quando o amor acaba, quando não há mais nenhuma saída para o amor além da separação. Essa agitação do coração torna-se uma dor imensa. Em vez de bater, o coração parece parar. O corpo quer se mexer, mas o coração não deixa. O coração é que parece comandar o corpo, em vez do cérebro.

Quando um grande amor se vai, tudo na vida perde o sentido. Tudo fica sépia e sem sabor. A dor incomoda, faz o sono nos abandonar, faz a respiração pesar. É um período de luto, um amor morreu, um projeto de vida em comum acabou, um desejo de felicidade ficou parado no ar. Mas a dor passa, a ferida vai sarar, ainda que as cicatrizes fiquem para sempre. O importante é pensar nas cicatrizes como histórias para contar e não marcas de dor.

E aí, amiga?
Tudo bem com você?
Estas palavras vão parecer um pouco caretas, mas são de coração. Aqui vai:

A amizade é o tipo de relação que nos engrandece o ego, ela faz com que a gente se sinta abraçada pela vida em todos os momentos – os tristes e os de alegria. Nossa amizade é ainda muito recente, mas alguma coisa me diz que será longa e verdadeira.

Desde nossas conversas, até ao seu jeito, francamente, eu sei que não me vou enganar em relação à sua amizade. Você me parece, acima de tudo, honesta, e o que a gente pretende das pessoas? Não é isso mesmo? A verdade? Então, eu encontro isso em você. Este mundo já é tão cruel e enganador que viver uma amizade como a que a gente está vivendo é ouro, aliás, é mais que ouro – é tudo que existe de bom.

Conte comigo para tudo, sempre.
Mega beijo, amiga.

A gratidão é o maior princípio do reconhecimento. Quando a gente recebe algo, faz todo sentido mostrar gratidão. Quando não se nasce grato, tem de se fazer por ser. Com o tempo você acaba sendo naturalmente.

A gratidão não é moeda de troca, é gentileza. É sentir necessidade de dizer “obrigado”, é beijar no rosto carinhosamente, é pagar qualquer gesto, qualquer atitude, com um sentido abraço.

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

(Vinícius de Moraes)
(Pensador)