Mensagens de Nascimento

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Oração pelo nascimento de um filho

Chegou,
e a casa encheu-se de fragrância.
Parece primavera.
Em ti, Pai Santo, manancial de toda paternidade,
em ti estão todas as nossas fontes.
Mandaste-nos um presente desejado e sonhado:
uma criança chegou para o banquete da festa.
Seja bem-vinda!
Como é que vamos te agradecer,
Senhor da vida, com quê palavras?
Obrigado por seus olhos e por suas mãos,
Obrigado por seus pés e por sua pele,
Obrigado por seu corpo e por sua alma,
Em Tuas mãos de ternura nós o depositamos
para que cuides dele , e lhe faças carinhos
e o enchas de doçura.
Pai Santo e querido, põe um anjo ao seu lado
para que impeça a passagem da doença e
de todo o mal,
e o guie pelassendas da saúde e bem estar.
O bem, a paz e a Bênção
acompanhem-no todos os dias de sua vida
Amém

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Que seu bebê traga muita felicidade!

Há nove meses começamos uma contagem regressiva para a chegada da sua filhinha, a cada semana a expectativa era ampliada, mas conseguimos passar por tudo isso e não vemos a hora ver pessoalmente sua linda bebezinha.

Que ela esteja sempre com muita saúde e leve muita alegria para toda família. A chegada de uma nova criança mudará completamente sua maneira de enxergar a vida, mas com certeza a partir de agora ganhará uma enorme bagagem de aprendizado.

Que nunca lhe falta amor e paciência, que consiga superar todas as dificuldades que encontrar pela frente e assim consiga criar sua filha da melhor forma possível, se transformando em um ótimo pai, assim como é um ótimo amigo.

Apesar de ter chegado há tão pouco tempo, meu amor por ela já é imenso! Não vejo a hora de vê-la pessoalmente, para poder abraçar e beijar bastante sua bebezinha! Receba toda minha felicidade pelo nascimento da sua filhinha!

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Parabéns pelo Nascimento do Bebê!

Um bebê nasce com a necessidade de ser querido. E nunca perde esta necessidade. Eu estarei entre os muitos que farão que teu novo bebê se encontre entre os seres mais queridos do nosso planeta.
Os bebês nascem com olhos dispostos a ver todo o precioso, abraçar todo o alegre e querer sem condições com todo seu coração.
O milagre de um nascimento é um tesouro único para uma mulher. Felicidades e que o desfrute.
Um bebê recém nascido enche um oco que sua mãe nunca sabia que existia em seu coração.

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O Poder das Mães

A mãe tem um poder marcante na vida de cada ser humano. Nos nove meses em que ficou em gestação dentro do ventre materno, recebeu dela muitos estímulos pelo líquido uterino, morno e aconchegante, ouvia as setenta e duas batidas por minuto do seu coração, sentia as vibrações, pressão e movimentos do seu corpo, durante o andar ou o seu falar.

Sentia até quando a mãe acariciava a barriga como se estivesse acariciando o bebê, estímulos físicos que a acalmavam e também ao feto. Ao sair do ambiente aconchegante do útero materno, no qual sentia-se bem, protegido e em segurança, o bebê obviamente continua a receber de sua mãe os estímulos físicos e psicológicos, além dos cuidados que o fazem, nesse período sentir-se bem e feliz: é amamentado, cuidado, abraçado, beijado, acariciado, embalado, lavado, carregado, etc. Quando o bebê vai crescendo, desenvolvendo a sua independência como ser humano, ele recebe ainda grande influência de sua mãe, além de outros adultos que com ele convivem.

O poder de uma mãe na vida de cada ser humano é tão forte que poderá formar uma personalidade sadia ou desequilibrada na criança, dependendo de como a mãe a trata e estimula. Se cada mãe fizer bem o seu trabalho, na sua importante missão como educadora e incentivadora de uma vida saudável na criança, certamente os resultados serão muito positivos. Uma mãe incentivadora dará estímulos positivos ao filho como, por exemplo: "Amo você, como fico feliz de você ter nascido, meu filho/a", "Parabéns, está muito bom isso que fez", "Você é inteligente e uma boa criança", "Sei que você é capaz de fazer, tente de novo".

Feliz da criança que tiver uma mãe que lhe dá estímulos positivos como esses, estímulos de amor, de aceitação e de confiança, que sabe valorizar os seus acertos e que sabe agir quando a criança erra, orientando-a para aprender a fazer o certo. Esse é o agir de uma mãe com atitudes de firmeza mas com um coração enorme, formando um filho saudável, uma pessoa com qualidades humanas. Uma mãe que faz a criança aprender as regras de um conviver sadio, aprendendo a ser disciplinada nas coisas da vida, e a aprender os limites que existem, evitando que a criança desenvolva a atitude de que "pode tudo" sendo uma "pequena tirana", dominando os pais com suas birras e vontades, e em casos extremos, ache normal realizar atos de vandalismo, a ser agressiva e violenta.

É preciso que haja, cada vez mais, mães educadoras e estimuladoras, mães atentas e interessadas no desenvolvimento dos seus filhos. Agindo assim, essas mães estarão influenciando positivamente na formação da personalidade da criança, formando nelas uma auto-imagem positiva. Essa formação saudável influenciará toda a vida daquela criança levando-a, quando adulta, a ser equilibrada e feliz, contribuindo para que a sociedade humana seja melhor, com pessoas de qualidade.

Ao contrário disso, se uma mãe der à criança mensagens negativas, depreciativas ou agressivas, certamente estará formando uma personalidade problemática. Mensagens negativas como, por exemplo: "Você não deveria ter nascido, detesto você!", "Espera só seu pai chegar para ver a surra que vai levar!", "Não adianta tentar, você não é capaz de fazer", "Desça já daí! Você não tem capacidade para subir aí!", "Como você é burra!", "Como você é lerda para aprender!", "Burrice igual à sua eu nunca vi!", "Você é surda, sua idiota?!" Estímulos negativos como esses certamente irão contribuir para formar uma criança insegura, medrosa ou agressiva, com problemas de relacionamento e até uma criança violenta, que terá problemas de aceitação de si mesma e dos outros. Quando a mãe é educadora negativa está, na realidade realizando um grande desperdício de oportunidades para formar um filho saudável e equilibrado.

Na adolescência ou na vida adulta desse filho, é que a mãe (e a sociedade) colherá "a tempestade" dos desequilíbrios que ela própria, como mãe, plantou na educação do filho.

A sociedade atual necessita urgente de mães que realizem ações para que seus filhos evoluam com personalidades saudáveis e equilibradas, contribuindo assim, para que a sociedade seja formada por crianças, jovens e adultos melhores. Ainda é tempo, ainda é possível realizar mudanças para uma sociedade melhor. Você que é mãe, faça bem a sua parte!

(Antônio de Andrade)

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Oração única

É necessário a união de uma célula masculina com um célula feminina para a formação do feto. À chegada de um ser aqui na Terra, com sua vestimenta corpórea, a mãe natureza abre-lhe os braços. Na confiança do bem, na confiança do amor, essa mãe natureza oferece tudo que ao seu alcance está. Não trata o homem como a única criação de Deus, mas oferece-lhe todos os recursos para que ele se encontre. Quando a mãe natureza abre seus braços, ela diz, através da pedra, do sol, da chuva, que tudo é necessário para a compreensão interior. Mas quando o homem acredita apenas que ele possa amar a criatura vinda da participação ativa da sua célula, quando acredita a mulher poder amar unicamente a criatura vinda por ela, com a participação direta da sua célula, estão esse homem e essa mulher virando as costas para os braços da mãe natureza.
Se a sua célula não foi suficiente para trazer um ser que, acredita você, poderia chamar de filho, olhe e enxergue aquela outra criatura que não tem ao seu lado nem o homem e nem a mulher que participaram com as suas células para a sua chegada. O amor não pode apenas estar numa célula. O amor está no ser. Não importa quem você é, não importa como você é, o que importa é aonde está e como está na confiança deste amor. A mãe natureza nos convida para que aprendamos a amar. Amar aquele que estiver ao nosso lado sim, mas, principalmente, aquele que não tenha nascido de nós. Pois nascemos e morremos de várias maneiras, de muitas pessoas, e em diversas ocasiões, mas somos todos pertencentes a uma única criação. Confiar é acreditar, é trabalhar, é repartir, é contribuir, é doar, é viver e, acima de tudo, permitir que o outro fique ao nosso lado.
Que a confiança, que cada um recebeu quando aqui chegou, nos braços da mãe natureza, possa ajudá-los a continuar na estrada que precisam seguir.
Que Deus abençoe a todos.

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Shiva e Parvati

Sati nasceu como Parvati, a filha do rei da cadeia do Himalaia. Sendo uma menina, ela não tinha interesse em brincar com as outras crianças. Ela estava inclinada em adorar Shiva, e tinha o desejo de casar-se com Ele. Depois de ter a permissão dos seus pais, ela foi até o local sagrado do Gangavatara, o qual ficou mais tarde conhecido como Pico Gauri. A penitência que fez para casar-se com o Senhor Shiva foi severa. Ela ficou sobre uma perna, com as mãos erguidas, tendo sobre Sua cabeça a neve das montanhas, meses e meses, sem comer ou beber nada. O Senhor Shiva ficou muito contente com as preces d´Ela, mas quis fazer um teste. Ele foi até Ela como um velho devoto do Senhor Shiva. Parvati ofereceu Seus respeitos ao velho devoto, bem como ao Senhor Shiva. Então, o velho devoto tentou convencê-la que deveria passar a Sua junventude em meditação, mas que também deveria desfrutar a vida casando-se com ele. Assim sugerindo, disse que era melhor casar com ele, em vez de ficar dançando em cemitérios e vestindo crânios e ossos. Parvati, incapaz de reconhecer que o velho homem era o Senhor Shiva em pessoa, ficou muito irada em escutar os insultos, mas mostrou a ele os devidos respeitos porque ele era semelhante a um devoto, mas Ela não queria mais escutar qualquer coisa contra o Senhor Shiva.
Ela pediu para que o velho devoto deixasse o local imediatamente. O Senhor, estando grato com a determinação de devoção de Parvati, então revelou quem era, concedendo o desejo de Ela poder casar com Ele. Parvati e Shiva casaram-se e iniciaram uma vida feliz no monte Kailash.

Eles tiveram dois filhos, Kartikeya e Ganesha. Ganesha nasceu quando Parvati desejou ser mãe de Krishna.

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O Pássaro Mavioso

Era uma vez um rei muito rico e poderoso que tinha um filho muito acanhado. O rapaz ficava envergonhado por qualquer motivo e, por isso, todo mundo o julgava um grande tolo. Resolveu, então, seu pai mandá-lo visitar outros países, na esperança de torná-lo mais desembaraçado. Deu-lhe bastante dinheiro e ordenou que fizesse uma longa viagem.

Depois de percorrer vários países, o príncipe chegou a uma cidade, onde se realizava o leilão de um pássaro. Havia muita gente interessada em comprá-lo e, por isso, as quantias oferecidas já eram muito grandes. O rapaz ficou curioso para saber o motivo pelo qual todo mundo desejava adquirir o pássaro. Foi, então, informado de que o mesmo tinha um canto tão belo e mavioso que fazia dormir a todos que o ouvissem. O príncipe ofereceu uma grande quantia e conseguiu comprar o maravilhoso pássaro.

Continuou sua viagem e, mais adiante, encontrou outra cidade, onde estava sendo vendido, também em leilão, um pequeno besouro. Ficou admirado ao verificar que muita gente queria adquirir o animalzinho. Soube que o besouro era mágico e capaz de fazer tudo o que lhe fosse ordenado, sem ser visto. Podia até arrombar uma porta. Como tivesse ainda muito dinheiro, não foi difícil ao príncipe comprar o besouro.

Prosseguiu o rapaz na sua viagem e, pouco tempo depois, qual não foi sua surpresa ao deparar, em outra cidade, com o leilão de um rato. Havia uma multidão querendo adquirir o animal. O príncipe foi informado de que esse rato era capaz de fazer tudo o que lhe fosse ordenado. Tinha dentes mágicos, de modo que podia roer um castelo inteiro em poucas horas. Diante disso, o rapaz comprou o rato e continuou sua jornada.

Depois de visitar muitos países, chegou o príncipe a uma cidade onde presenciou um estranho espetáculo. Diante de um palácio, em cuja porta se achava uma linda moça, uma enorme multidão fazia toda sorte de caretas. Procurou saber a razão daquela cena esquisita, e foi informado de que a moça era a filha única do rei daquele país. A princesa, desde que nascera, jamais havia sorrido. Por isso, seu pai oferecera sua mão em casamento àquele que a fizesse dar, pelo menos, um sorriso. Eis porque toda aquela gente estava diante do palácio fazendo caretas, na esperança de provocar riso na princesa.

Ouvindo isso, o rapaz, sem se importar com a multidão, aproximou-se do palácio, desceu do cavalo e dependurou a gaiola numa árvore que ali havia. Depois, sentou-se calmamente para descansar e ordenou: — Mestre rato, vá buscar água para o cavalo e mestre besouro vá buscar capim. Os dois bichinhos saíram logo para cumprir as ordens do seu dono. Quando a princesa viu o rato carregando água e o besouro trazendo capim, achou tanta graça que soltou uma gostosa gargalhada. Os que estavam diante do palácio ficaram muito alegres, cada qual pensando ter sido o autor do riso da princesa. O rei, cheio de satisfação, perguntou à filha quem lhe havia feito soltar aquela gargalhada. A princesa apontou com o dedo o rapaz que descansava à sombra da árvore. Imediatamente, o rei mandou chamar o moço à sua presença e comunicou-lhe que devia casar com a princesa.

O rapaz, que era muito acanhado e que não esperava pelo acontecimento, quase desmaiou de susto. Mas, como palavra de rei não volta atrás, teve de se casar com a princesa. Na noite do casamento, mostrou-se, porém, tão embaraçado que a princesa julgou que ele não gostasse dela. No dia seguinte, disse ao pai que se havia enganado, pois havia sido outro o autor da sua gargalhada. O casamento foi então anulado, realizando-se o enlace da princesa com o filho do rei de um país vizinho.

O rapaz ficou muito triste, mas resolveu lutar para reaver a princesa. Ao cair da noite, foi para debaixo da árvore e, na hora de os noivos se recolherem aos seus aposentos, ordenou ao pássaro: — Canta, mavioso! O pássaro começou a cantar e todo mundo, princesa, noivo, rei, guardas do palácio, convidados, caíram em sono profundo.

O jovem príncipe disse então: — Agora, besouro, vá ao quarto dos noivos e desarrume tudo o que lá encontrar. O besouro cumpriu a ordem e os aposentos dos noivos ficaram como se tivessem sofrido um terremoto. Os móveis foram quebrados, as roupas rasgadas, o teto e o assoalho do quarto despedaçados. Quando a princesa acordou e viu a desordem, ficou desesperada. O rei ficou muito aborrecido com o caso e prometeu à filha mandar pôr tudo nos seus lugares.

Na noite seguinte, o pássaro cantou novamente e todos adormeceram. O rato foi então enviado para desarrumar o quarto dos noivos. Se o besouro fez bem, o rato ainda fez melhor. Um furacão não teria feito maior estrago nos aposentos da princesa. Quando esta acordou, não teve mais dúvidas. Admirou o poder do seu primeiro noivo e viu que estava apaixonada por ele. Mandou o segundo noivo embora e contou tudo ao pai. O rapaz foi então chamado às pressas e realizou-se, novamente, o seu casamento com a princesa. Daí por diante, ele perdeu o acanhamento e viveu feliz e contente ao lado da sua bela esposa.

(Theobaldo Miranda Santos)

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Pertencer

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!

(Clarice Lispector)

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A Vida e a Viagem de Trem

A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza... mas me agarro na esperança que em algum momento
estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

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Encontrando a Fé

Sempre me questionei o que é a fé, devido à profunda abstração deste substantivo – fé. Então, procurei saber o que é a fé na bíblia: Hb: 11:1 “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que se não veem”. Mas, precioso conceito bíblico não repercutiu profundamente em minha alma imediatamente.

Então, continuei a procura deste conceito tão abstrato, do que seria fé, pois sem ela é impossível agrada a Deus. Compreendi a fé natural: que amanhã vai chover (no verão sempre costuma chover à tarde, é a famosa chuva de verão, intensa e passageira). Mas, isso não era a fé de hebreus 11:1.

Então numa pequena digressão pensei que a vida muitas vezes se assemelha a uma peça de teatro. Nascemos como atores/figurantes, seria a infância, temos pouca participação naquilo que desejamos. Não escolhemos a roupa que vestimos, a escola que estudamos, os amigos, enfim tudo nos é alheio. Nesta época da vida quem toma as nossas decisões são os nossos pais e diga de passagem: são diretores em experiência da sua própria peça. Mais crescidos, começas a ensaiar a peça da nossa vida com uma fala individual aqui e ali. Não somos ainda o ator principal, mas também não somos os meros figurantes, talvez seja a adolescência da nossa vida. Após isso conseguimos o papel na vida de ator coadjuvante e na sequencia finalmente de ator principal e diretor da nossa própria existência, enfim a vida adulta plena.

Mas, ocorre que no palco da nossa existência, algumas vezes o roteiro sai da nossa direção quando acontece algo: uma doença terminal, um acidente automotivo grave, uma tragédia, uma passagem de quase morte. Percebemos então que o roteiro da nossa vida, naquela oportunidade, não está em nossas mãos, mas nas mãos do único roteirista de todo ser que é vivo - Deus. Do Deus que feito homem (Jesus, o Cristo) muito nos amou. Sendo que Ele sabe a história da nossa vida, ontem, hoje e no futuro. Adquirimos a plena consciência que no universo (físico e espiritual) tem um Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) que tudo sabe tudo ouve, tudo vê, enfim tudo conduz com muito amor.

Quando temos essa percepção e entendemos novamente que somos atores da nossa vida, mas que o roteirista e diretor é Deus. Então, o grande Deus nos dá um sentimento, uma “certeza das coisas que se esperam (futuro) e a convicção dos fatos que se não veem” (você sabe o que vai acontecer no plano de Deus e no plano da sua vida), então encontramos a nossa fé. E dizemos profetizando: eu não vou morrer desta doença maldita, eu não vou ser privado da minha família, eu não vou falir... Aqui, encontramos a fé, a pura e genuína fé.

Na minha vida eu encontrei a fé nos meus piores momentos, Deus na sua infinita misericórdia, me revelou a fé como verdadeiro lenitivo para minha alma aflita. Então, você meu irmão é filho de Deus, o Deus que te ama muito. Tenha fé que Deus deseja o melhor para você. Tenha fé!

(Wesley Melo)
(Ora que Transforma)

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Já fomos crianças

O tempo vai passando e, com a exceção da Vera Fischer, todos nós estamos envelhecendo.
E podemos descobrir isso de uma forma bem banal.
Veja se você se lembra...

Brinquedos

Atari é algo que não existiu para as criancas de hoje. Nunca jogaram Pac-Man, River Raid ou Enduro; Caloi 10, BMX Pantera, Cecizinha e Monareta são peças de museu do seu irmão mais velho; Nunca tiveram o prazer de colecionar mini-garrafinhas de refrigerante com o logotipo escrito em árabe, russo e japonês; Não montaram as naves espaciais que vinham atraz das caixas de cereal. E o primeiro computador que tiveram não foi Pense Bem. Nunca foram a uma banca de jornal domingo de manhã para comprar gibis como Super venturas do Capitão Marvel, revista do Pelézinho, Almanaque do Escoteiro Mirim, Pateta nas olimpíadas,Tio Patinhas, além das figurinhas do He-Man, Amar é..., Pica-pau, Amor-Perfeito, ou de novelas (Que rei sou eu, Roque Santeiro); Nunca tiveram um Ferrorama, Autorama, Lu-Patinadora (lá-lé- lí-ló Lú patinadora!), Meu bebê , bonecas da Moranguinho, Agarradinho, Meu pequeno Pôney , Cubo Mágico, Comandos em Ação, Castelo de Greyskull, Playmobil, Pirocóptero, Pião de madeira, Super-Massa ,...

Objetos

A expressão isso soa como um disco quebrado não tem nenhum significado, uma vez que eles sequer conheceram os discos de vinil e muito menos sabem que os mesmos ainda existem; Já nasceram com um Discman nos ouvidos e sempre comeram pipoca de microondas. A maioria nunca viu uma TV só com 13 canais e provavelmente nunca estiveram frente a frente com um televisor preto e branco, muito menos da marca Telefunken; Gol GTS 1.8 ou GTI 2.0 nem o Escort XR3 nunca foram sonhos de consumo deles na adolescência. Nunca experimentaram calçar um Bamba, Kichute , Conga , All Star (cano longo e cano curto) ou Montreal (aquele que o Silvio Santos sorteava no domingo no Parque). Régua tabuada, caneta 10 cores, Lápis borracha, Relógio Champion com varias pulseiras, relógio Cassio com joguinho da pirâmide, discos coloridos com historias infantis tipo O Grilo Feliz (?Eu sou o Grilo Feliz e levo alegria pra todo lugar ...?) , sandália Melissinha, Chaveiro de borracha da K&K em forma de pé-de-pato, Redley preto, ...

Pessoas

Luciana Vendramini já tem trinta anos e a Simony já é mamãe; Xuxa não arranha mais as crianças, Lula do PT se veste social, Michael Jackson para eles, sempre foi branco.
E o Fofão quem...?

Músicas
O grupo RPM e a música Olhar 43 são da década de 80 e não passariam de meros estranhos se não fosse o acustico.
Não ouviram Menudos e New Kids on the Block no rádio. Nunca ouviram Patotinhas, Trem da Alegria nem foram fãs do J
uninho Bill . Nunca viram Dominó e Polegar no Viva a Noite ( viva a noite!viva!viva!viva!). Não sabem quem são o Kiss e nunca ouviram Ursinho Blau-Blau, a Pulga e o Percevejo, Fuscão Preto, Comer-Comer ...

Esportes
Nunca viram o Zico jogar e o Sócrates é apenas o irmão mais velho do Raí. Não choraram quando a Itália tirou o Brasil da Copa de 1982 com os gols do Paulo Rossi. Nunca assistiram aos domingos no Fantástico o resultado da Loteria Esportiva apresentado pela Zebrinha (Deu Zeeebra!!! Oh eu aqui de novo!!!). Corrida de Formula 1 domingo de manhã com o Senna na lótus preta ou amarela e o Piquet na Williams.

Cinema
Não assistiram ET original no cinema e nunca tiveram medo do Poltergeist. Não sonharam ser como o Rambo. John Travolta é o ator de "A Outra Face" e não de "Os Embalos de Sábado a Noite ou Grease". E Lassie eles não sabem nem que bicho era.

Desenhos
Nunca viram Ursinhos Gummy , Smurfs, She-ra, Corrida Maluca, Caverna do Dragão, Capitãããooo Caveernaaa!!!, Família Barbapapa, Ursuate, Zilion, Patrulha Estelar, Speed Racer, Judoca, Chimu a foca fofa, Popeye, A princesa e o cavaleiro, Miu e Mau, A arca do Zé Colmeia.

Séries
Nunca assistiram Perdidos no Espaço, Sitio do Pica-Pau Amarelo original, Ilha da Fantasia, O Elo Perdido (lembra do Tchaca?), Armação Ilimitada (Juba e Lula, Howw!), Sessão Aventura, Panteras, Hulk, Casal 20, A Gata e o Rato, Manimal, McGivver, Kate Mahoney a Dama de Ouro, Duro na Queda e sua super picape, Magnum, Supermaquina, Moto Laser, Águia de Fogo, Trovão Azul, CarroComando, Robô Gigante, Ultraman, Ultra Seven, SpectreMan, Agente 86.

TV
Nunca foram na casa da vó no domingo à tarde pra ver Os Trapalhões antes do Fantástico e a semana do presidente
antes do Show de Calouros; Suas férias nunca foram recheadas com "Sessão da Tarde Especial", com filmes dos Trapal
hões. Não se importam com quem matou Odete Roittman... Nunca viram o programa do palhaço Bozo (c/ certeza o progra
ma preferido de tds vcs!) e o Papai Papudo?? Que horas são?? 5 e 60!!!com a brincadeira da corrida de cavalos, onde o cavalo malhado sempre ganhava , nem sabem quem era a Vovó Mafalda. Não tem a menor idéia de quem seja Praga e Dengue nem nu
nca cantaram Doce, doce , doce , a vida é um doce, vida é mel ...? (Isso foi bom eles nunca terem ouvido mesmo!) N
unca viram Daniel Azulay , Balão Mágico, Patati-Patatá ou Disneylândia da Globo; Jamais puderam brincar,
nos domingos de manhã, com o Silvio Santos apresentando o quadro de sentar na cabine e responder SIIIIIIIIIIIIM ou
NAAAAAAOOO,

Outras esquisitices
Nem imaginam como se dança lambada. Nunca guardaram notas ficais p/ trocar por figurinhas do palhaco Zequinha, ou brinquedos, material escolar ou p/ concorrer a carros; O albúm de figurinhas fajuto para formar a figura do objeto e trocar pelo objeto real, Rifa de ovo de Pascoa,

Comerciais
E pra terminar, nunca ouviram: "Depois de um sono bom a gente levanta, toma aquele banho, escova os dentinhos...
e na hora de tomar café,e café Seleto, que a mamãe prepara com todo carinho, café Seleto tem sabor delicioso, cafezinho gostoso...café Seleto, café Seleto....", O comercial do Varinguinho, do Abre a Booooca é Royal, Bond Boca, Bardal B12 e a gang que destruia seu carro., e o primeiro sutiã alguém lembra?

Vocês se lembram de tudo isso?! Se lembrou de pelo menos metade ou algo mais tenha faltado, a casa caiu pro seu lado !!! Você tá dobrando o cabo da boa esperança em breve!!! ÉÉÉÉÉ ... o tempo passa... o tempo voa ... e a poupança Bamerindus........ nem existe mais !!!

Um grande abraço para meus "velhos" amigos!!!!!

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O Pensamento Tem Poder Infinito

Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade. Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória. Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.

Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade. Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho direto de DEUS. Positivo atrai positivo.

Alegria chama alegria. Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas. Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.

É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo. Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações. Sem esforço não existe vitória.

Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.

(Pablo Neruda)

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A Parentela Corporal e a Espiritual

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (Capitulo IV, no.13).

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

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Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

(Augusto Cury)

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Jovem...

Ser jovem é não perder o encanto e o susto de qualquer espera. É, sobretudo,
não ficar fixado nos padrões da própria formação.

Ser jovem é ter abertura para o novo na mesma medida do respeito ao
imutável. É acreditar um pouco na imortalidade da vida, é querer a festa, o
jogo, a brincadeira, o impossível, o distante. Ser jovem é ser bêbado de
infinitos que terminam logo ali. É só pensar na morte de vez em quando. É
não saber de nada e poder tudo.

Ser jovem é ainda acordar, pelo menos de vez em quando, assobiando uma
canção, antes mesmo de escovar os dentes. Ser jovem é não dar bola para o
síndico mas reconhecer que ele está na sua. É achar graça do riso, ter pena
dos tristes e ficar ao lado das crianças.

Ser jovem é estar sempre aprendendo inglês, é gostar de cor, xarope,
gengibirra e pastel de padaria. Ser jovem é não ter azia , é gostar de dormir e
crer na mudança; é meter o dedo no bolo e lamber o glacê. É cantar fora do
tom, mastigar depressa e engolir devagar a fala do avô. É gostar de barca da
Cantareira, carro velho e roupa sem amargura. É bater papo com a baiana,
curtir o ônibus e detestar meia marrom.

Ser jovem é beber curvas, ter estranhas, súbitas e inexplicáveis atrações. É
temer o testemunho, detestar os solenes, duvidar das palavras. Ser jovem é não
acreditar no que está pensando exceto se o pensamento permanecer depois. É
saber sorrir e alimentar secreta simpatia pelos crentes que cantam na praça
em semicírculo, Bíblia na mão, sonho no coração. É gostar de ler e tentar
silêncios quase impossíveis. É acreditar no dia novo como obra de Deus. É
ser metafísica sem ter metafísica. É curtir trem, alface fresquinha, cheiro de
hortelã. É gostar até de talco.

Ser jovem é ter ódio de cachimbo, de bala jujuba, de manipulação, de ser
usado. Ser jovem é ser capaz de compreender a tia, de entender o reclamo da
empregada e apoiar seu atraso. Ser jovem é continuar gostando de deitar na
grama. É gostar de beijo, de pele, de olho. Ser jovem é não perder o hábito de
se encabular. É ir para ser apresentado( já conhece fulano ) morrendo de
medo. Ser jovem é permanecer descobrindo. É querer ir a lua ou conhecer as
Finlândias, Escócias e praias advinhadas. É sentir cheiro de férias, cheiro de
mãe chegando em casa em dia de chuva, cheiro de fecom a baiana,
curtir o ônibus e detestar meia marrom.

Ser jovem é beber curvas, ter estranhas, súbitas e inexplicáveis atrações. É
temer o testemunho, detestar os solenes, duvidar das palavras. Ser jovem é não
acreditar no que está pensando exceto se o pensamento permanecer depois. É
saber sorrir e alimentar secreta simpatia pelos crentes que cantam na praça
em semicírculo, Bíblia na mão, sonho no coração. É gostar de ler e tentar
silêncios quase impossíveis. É acreditar no dia novo como obra de Deus. É
ser metafísica sem ter metafísica. É curtir trem, alface fresquinha, cheiro de
hortelã. É gostar até de talco.

Ser jovem é ter ódio de cachimbo, de bala jujuba, de manipulação, de ser
usado. Ser jovem é ser capaz de compreender a tia, de entender o reclamo da
empregada e apoiar seu atraso. Ser jovem é continuar gostando de deitar na
grama. É gostar de beijo, de pele, de olho. Ser jovem é não perder o hábito de
se encabular. É ir para ser apresentado( já conhece fulano ) morrendo de
medo. Ser jovem é permanecer descobrindo. É querer ir a lua ou conhecer as
Finlândias, Escócias e praias advinhadas. É sentir cheiro de férias, cheiro de
mãe chegando em casa em dia de chuva, cheiro de festa, aipim, camisa nova
ou toalha lá do clube.

Ser jovem é andar confiante como quem salta, se possível de mãos dadas com
o ar. É ter coragem de nascer a cada dia e embrulhar as fossas no celofane do
não faz mal. É acreditar em frases, pessoas, mitos, forças, sons, é crer no que
não vale a pena mas ai da vida se não fosse isso. É descobrir um belo que não
conta. É recear as revelações e ir para casa com gosto de seu silêncio amargo
ou agridoce. Ser jovem é ter capacidade do perdão e andar com os olhos
cheios de capim cheiroso. É ter tédios passageiros, é amar a vida, é ter uma
palavra de compreensão. Ser jovem é lembrar pouco da infância por não
precisar fazê-lo para suportar a vida.

Ser jovem é ser capaz de anestesia salvadoras. Ser jovem é misturar tudo isso
com a idade que tenha, trinta, quarenta, cinqüenta, sessenta, setenta ou
dezenove. É sempre abrir a porta com emoção. É esperar dos outros o que
ainda não desistiu de querer. Ser jovem é viver em estado de fundo musical de
superprodução da Metro. É abraçar esquinas, mundos, espaços, luzes, flores,
livros, discos, cachorros e a menininha com um profundo, aberto e
incomensurável abraço feito de festa, cocada preta, dentes brancos e dedos
tímidos, todos prontos para os desencontros da vida. Com uma profunda e
permanente vontade de SER.

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