Mensagens de Reflexão Evangélicas

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Oração única

É necessário a união de uma célula masculina com um célula feminina para a formação do feto. À chegada de um ser aqui na Terra, com sua vestimenta corpórea, a mãe natureza abre-lhe os braços. Na confiança do bem, na confiança do amor, essa mãe natureza oferece tudo que ao seu alcance está. Não trata o homem como a única criação de Deus, mas oferece-lhe todos os recursos para que ele se encontre. Quando a mãe natureza abre seus braços, ela diz, através da pedra, do sol, da chuva, que tudo é necessário para a compreensão interior. Mas quando o homem acredita apenas que ele possa amar a criatura vinda da participação ativa da sua célula, quando acredita a mulher poder amar unicamente a criatura vinda por ela, com a participação direta da sua célula, estão esse homem e essa mulher virando as costas para os braços da mãe natureza.
Se a sua célula não foi suficiente para trazer um ser que, acredita você, poderia chamar de filho, olhe e enxergue aquela outra criatura que não tem ao seu lado nem o homem e nem a mulher que participaram com as suas células para a sua chegada. O amor não pode apenas estar numa célula. O amor está no ser. Não importa quem você é, não importa como você é, o que importa é aonde está e como está na confiança deste amor. A mãe natureza nos convida para que aprendamos a amar. Amar aquele que estiver ao nosso lado sim, mas, principalmente, aquele que não tenha nascido de nós. Pois nascemos e morremos de várias maneiras, de muitas pessoas, e em diversas ocasiões, mas somos todos pertencentes a uma única criação. Confiar é acreditar, é trabalhar, é repartir, é contribuir, é doar, é viver e, acima de tudo, permitir que o outro fique ao nosso lado.
Que a confiança, que cada um recebeu quando aqui chegou, nos braços da mãe natureza, possa ajudá-los a continuar na estrada que precisam seguir.
Que Deus abençoe a todos.

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Mágoa, o Cárcere da Alma

Nós sofremos mais por causa das pessoas do que por causa das circunstâncias. As pessoas nos fazem chorar mais do que as vicissitudes da vida. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas. Os relacionamentos dentro da família, no trabalho e até igreja, algumas vezes, se tornam tensos. Feridas são abertas na alma e mágoas profundas se instalam no coração. Amizades são rompidas, casamentos são abalados, relacionamentos sólidos entram em colapso. Nesse processo, a comunicação é rompida, o silêncio gelado substitui as palavras de amor e a desconstrução da imagem do outros se torna uma verdadeira ação de desmonte.

O resultado do adoecimento das relações humanas é a mágoa. Esse sentimento de amargura se instala no solo do coração e lança suas raízes trazendo perturbação para a alma e contaminação para os que vivem ao redor. A mágoa é a ira congelada. A mágoa é o armazenamento do ressentimento. A mágoa é entulhar o coração com rancor, é alimentar-se do absinto do ranço, é afogar-se no lodo do ódio, é viver prisioneiro da armadilha da vingança.

A mágoa é uma prisão. Ela é o cárcere da alma, o calabouço das emoções, a masmorra escura onde seus prisioneiros são atormentados pelos verdugos da consciência. Quem se alimenta da mágoa não tem paz. Não tem liberdade. Não tem alegria. Não conhece o amor. Não tem comunhão com Deus. Não pode adorar a Deus, nem trazer sua oferta ao altar. Quem retém o perdão não pode orar a Deus nem receber dele o perdão.

A mágoa é autodestrutiva. Ferimo-nos a nós mesmo quando nutrimos mágoa por alguém. Guardar mágoa no coração é como beber veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Quem guarda mágoa no coração vive amarrado pelas grossas correntes da culpa. Quem vive nessa masmorra adoece emocional, física e espiritualmente. Há muitas pessoas doentes porque se recusaram a perdoar. Na igreja de Corinto havia pessoas fracas, outras doentes e algumas que já estavam mortas em virtude de relacionamentos adoecidos (“Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo.” 1Co 11.3). Tiago ordena os crentes a confessarem seus pecados uns aos outros para serem curados (“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Tg 5.16). Há muitas pessoas vivendo cativas no calabouço do diabo, prisioneiras do ódio, acorrentadas pela mágoa, cuja vida espiritual está arruinada. Gente que precisa ser liberta dessa prisão existencial, desse cativeiro espiritual.

O Salmista Davi orou pedindo a Deus para tirar a sua alma do cárcere (“Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome.” Sl 142.7) A chave que abre a porta dessa masmorra é o perdão. O perdão traz cura onde a mágoa gerou doença. O perdão traz reconciliação onde a mágoa gerou afastamento. O perdão traz alegria, onde a mágoa produziu tristeza e dor. O perdão restitui aquilo que a mágoa saqueou. O perdão é a faxina da mente, a assepsia da alma, a limpeza dos porões do coração. Perdoar é zerar a conta. É nunca mais lançar no rosto da pessoa a sua dívida. Perdoar é lembrar de sentir dor. Perdoar é não retaliar. É pagar o mal com o bem. É abençoar aqueles que nos amaldiçoaram. É fazer o bem àqueles que nos fizeram o mal. Perdoar é ser um vencedor, pois é vencer o inimigo não com a espada, mas com o amor. Perdoar é sair do cárcere da alma, é ser livre, é viver uma vida maiúscula, superlativa e abundante. Perdoar é viver como Jesus viveu, pois ele não retribuiu o mal com o mal, antes por seus algozes intercedeu. Perdoar é ter o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

Chegou a hora de raiar a liberdade em sua vida. A Palavra de Deus liberta: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Jesus Cristo liberta: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). É hora de sair do cárcere que prende a sua alma com as grossas algemas da mágoa. É hora de experimentar a liberdade do perdão. É hora de tomar posse da vida abundante que Jesus lhe oferece!

(Rev. Hernandes Dias Lopes)
(Vivos)

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Corrida para a Vitória

Qual é o maior sonho de um atleta? Ser o vencedor e subir no pódio! Não creio que exista algum atleta que não tenha esse sonho. Mas para chegar lá há um longo caminho a seguir. Ninguém nasce vencedor. Essa caminhada envolve muito esforço e dedicação.

Numa competição há muitos atletas, mas um só será o vencedor: aquele que conseguir ter a melhor performance de todos os concorrentes na sua modalidade. O atleta precisa, em primeiro lugar, ter o alvo bem focado e observar todas as regras. Nada pode tirar essa concentração. Qualquer deslize pode ser fatal. Fatores importantes a serem observados são: alimentação, descanso, preparo físico, treino, muita vontade de vencer, etc... Isso não é fácil e há muitos obstáculos a serem vencidos. Quantos atletas já sucumbiram por algum detalhe?

A grande verdade é que nossa vida também é uma corrida. A diferença é que essa corrida não é só para um vencedor, mas todos podem vencer. E todos que vencerem receberão um prêmio muito superior ao que um atleta pode ganhar numa competição. A Bíblia diz em 1 Coríntios 9.24-25: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para a alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível”. No que consiste essa corrida e qual é a vitória? O apóstolo Paulo diz em Filipenses 3.7-10: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo... para o conhecer, e o poder da sua ressurreição...” Ele nos mostra que vale a pena correr, mas que deve ser da maneira certa. Não por força própria, por boas obras, mas sim pela fé em Cristo. Também afirma em Filipenses 3.12: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”. Em outras palavras: não estamos correndo sozinhos e não somos os primeiros. Jesus Cristo já correu e venceu por nós quando deu Sua vida na cruz. Ali ele conquistou o prêmio da vida eterna para nós.

Talvez você seja como um atleta que corre sem rumo ou fora das regras da competição. Neste exato momento você tem a oportunidade de mudar. Entregue sua vida a Jesus, inscreva-se em Sua equipe, corra com os recursos que Ele providenciou para você, e Ele transformará a sua vida, e lhe dará o prêmio da vida eterna. Deus quer que você vença! Lemos em João 10.10: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Para conhecer mais do amor de Jesus e tudo que Ele fez por você, leia a Bíblia!

(Markus Steiger)
(A Jesus)

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O Homem de Bem

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.

Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.

Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a demência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado." Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.

Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.

O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.) Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.

Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.


(Allan Kardec)

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Encontrando a Fé

Sempre me questionei o que é a fé, devido à profunda abstração deste substantivo – fé. Então, procurei saber o que é a fé na bíblia: Hb: 11:1 “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que se não veem”. Mas, precioso conceito bíblico não repercutiu profundamente em minha alma imediatamente.

Então, continuei a procura deste conceito tão abstrato, do que seria fé, pois sem ela é impossível agrada a Deus. Compreendi a fé natural: que amanhã vai chover (no verão sempre costuma chover à tarde, é a famosa chuva de verão, intensa e passageira). Mas, isso não era a fé de hebreus 11:1.

Então numa pequena digressão pensei que a vida muitas vezes se assemelha a uma peça de teatro. Nascemos como atores/figurantes, seria a infância, temos pouca participação naquilo que desejamos. Não escolhemos a roupa que vestimos, a escola que estudamos, os amigos, enfim tudo nos é alheio. Nesta época da vida quem toma as nossas decisões são os nossos pais e diga de passagem: são diretores em experiência da sua própria peça. Mais crescidos, começas a ensaiar a peça da nossa vida com uma fala individual aqui e ali. Não somos ainda o ator principal, mas também não somos os meros figurantes, talvez seja a adolescência da nossa vida. Após isso conseguimos o papel na vida de ator coadjuvante e na sequencia finalmente de ator principal e diretor da nossa própria existência, enfim a vida adulta plena.

Mas, ocorre que no palco da nossa existência, algumas vezes o roteiro sai da nossa direção quando acontece algo: uma doença terminal, um acidente automotivo grave, uma tragédia, uma passagem de quase morte. Percebemos então que o roteiro da nossa vida, naquela oportunidade, não está em nossas mãos, mas nas mãos do único roteirista de todo ser que é vivo - Deus. Do Deus que feito homem (Jesus, o Cristo) muito nos amou. Sendo que Ele sabe a história da nossa vida, ontem, hoje e no futuro. Adquirimos a plena consciência que no universo (físico e espiritual) tem um Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) que tudo sabe tudo ouve, tudo vê, enfim tudo conduz com muito amor.

Quando temos essa percepção e entendemos novamente que somos atores da nossa vida, mas que o roteirista e diretor é Deus. Então, o grande Deus nos dá um sentimento, uma “certeza das coisas que se esperam (futuro) e a convicção dos fatos que se não veem” (você sabe o que vai acontecer no plano de Deus e no plano da sua vida), então encontramos a nossa fé. E dizemos profetizando: eu não vou morrer desta doença maldita, eu não vou ser privado da minha família, eu não vou falir... Aqui, encontramos a fé, a pura e genuína fé.

Na minha vida eu encontrei a fé nos meus piores momentos, Deus na sua infinita misericórdia, me revelou a fé como verdadeiro lenitivo para minha alma aflita. Então, você meu irmão é filho de Deus, o Deus que te ama muito. Tenha fé que Deus deseja o melhor para você. Tenha fé!

(Wesley Melo)
(Ora que Transforma)

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