Mensagens de Vida

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A vida precisa ser renovada

A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam e, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora as pessoas não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta. Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida. Ele também sente a sensação da perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos dos que ficaram, a sua tristeza e a sua dor.
Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem forças para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, libere-o agora. Recolha-se a um lugar tranqüilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e do bem que lhe deseja. Despeça-se dela com alegria, e quando recorda-la, veja-a feliz e refeita.
A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz.

"A morte é só uma mudança de estado. Depois dela, passamos a viver em outra dimensão."


(Zíbia Gasparetto)

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Quero Viver Um Grande Amor

Não sou de baladas, músicas eletrônicas e bebidas
Não tenho inúmeros amigos e nem chego em casa nos finais de semana durante o dia
Não cultivo gargalhadas por piadas de coisas sem sentido
Não sou dessa era moderna
Desse tempo insano de não sermos queridos
Desse desgastante tempo de não poder, de fato, um grande amor ter vivido
O meu nome é calmaria, é poesia, é ler bons livros
Meu nome é arte, é cumplicidade, é vontade de viver um grande amor um dia
E viver um grande amor pra mim, não é papel, não é aliança material
Viver um grande amor pra mim é compartilhar dele de igual pra igual
É poder expressar o que sinto e sentir que é recíproco
Não quero pensar nessas regras da sociedade
Não quero viver um amor por vaidade
E a todos poder mostrar
Não penso na minha casa e nem se quer em ter filhos
Isso vem com o tempo, se por acaso o tempo quiser nos preparar
Eu quero viver um grande amor
Apenas isso
Daqueles de deitar na grama
De fazer amor sem medo, sem receio com alguém que também me ama
Quero provocar-lhe suspiros verdadeiros
Não só com palavras, mas com um amor sorrateiro
Manso, carinhoso, amigo
Quero ter alguém pra poder dizer como foi meu dia
Um amor pra poder dedicar-lhe minhas poesias
Pra poder não voltar pra casa num chato dia
Quero viver um grande amor
De forma simples e suave
Quero expressar-lhe minhas vontades
E satisfazer qualquer uma dele
Quero sair pra conhecer lugares
Marcar meu nome na árvore
Pra ficar registrado que passamos por ali
Quero viver um grande amor
Pra sair dessa chata rotina
Dessa triste vida
De não se ter alguém
Quero viver um grande amor
Para amar-lhe o seus mistérios
Suas brigas, seus momentos sérios
Quero viver um grande amor
Para poder pôr em prática tanta coisa bonita que tenho aqui dentro
Quero falar-lhe bem baixinho daquilo que sinto
Quero olhar-lhe de um jeito tímido
Compartilhar tantas e tantas brincadeiras
Quero viver um grande amor
Pra poder andar de mãos dadas
Sair pelas estradas, sem ter programado um destino
Quero viver um grande amor
Para dar-lhe carinho, enchê-lo de mimos
E, poder ficar feliz com tudo isso
Quero viver um grande amor
Que possa ser como uma história
Da realidade, da verdade em tempos difíceis
Quero viver um grande amor
Pra sentir a fidelidade, a reciprocidade de sermos mais que amigos
Quero viver um grande amor
Para levantar de manhã e ter um motivo
De sair cantando e de achar que tudo é lindo
Quero viver um grande amor
Até que a morte nos venha visitar
E pra não sentirmos dor alguma
Que juntos ela possa nos levar

(Juliana Sabbatini)

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Mantendo a Alegria de Viver

A alegria é o primeiro passo para conquistar e manter a saúde. Viver em plenitude, apesar das dificuldades próprias de nossa condição humana, é investir no próprio equilíbrio e serenidade.

Mas o que é exatamente viver em plenitude? Como manter a alegria de viver diante de tantos e complexos desafios sociais e individuais que nos atingem diariamente?

Viver em plenitude seria ter e adquirir coisas, desfrutar de vantagens e confortos que o dinheiro pode comprar e ocupar posições privilegiadas na vida? Não, absolutamente.

Viver em plenitude é, antes de tudo, estar com a consciência em paz e compreender os altos significados da própria vida, tais como a permanente necessidade do autoaprimoramento intelecto-moral e a importância de lutar por uma consciência de paz interior. Ora, manter e viver com a consciência em paz conclama aos deveres perante si mesmo e perante o próximo. Isso inclui todos os deveres próprios da cidadania, do dever humanitário da solidariedade e do perdão e mesmo o dever individual de levantar a cabeça diante das adversidades.

Rápida análise desses itens enumerados no final do parágrafo anterior desdobram inúmeros outros deveres. Fala-se tanto em direitos, mas esquece-se dos deveres que equilibram a vida e garantem a harmonia na convivência.

Viver em plenitude é exatamente essa consciência de viver em paz, perante si mesmo e perante os que nos compartilham a vida. É sim desfrutar a vida, mas com respeito às diferenças todas que nos caracterizam e com a noção plena de que todos precisamos muito uns dos outros e que toda atitude de indiferença, omissão ou discriminação pode gerar violências e comprometer a harmonia que tanto necessitamos.

A postura da alegria de viver é atitude de respeito à vida, de confiança nos poderes maiores que nos dirigem o caminho evolutivo e da iniciativa de agir em favor da harmonia de todos.

Notem que os grandes problemas da humanidade são de ordem moral.

Sejamos, pois, aqueles que respeitam a vida e espalham esperança, com nossa espontânea alegria de viver. Viver sem medo, sem motivos que causem arrependimentos futuros e especialmente viver com dignidade na plena noção de nossos deveres: auxiliar o progresso, instruirmo-nos mutuamente e trabalhar pelo aprimoramento de nossas instituições políticas, religiosas, culturais, esportivas, educativas e sociais de todos os gêneros.

Só quando respeitarmos integralmente a vida é que sentiremos essa alegria de viver que nos garante saúde física, mental e espiritual. A decisão é nossa, só depende mesmo de nossas escolhas. O que estamos aguardando? Por que os ímpetos egoístas e agressivos?

Já é tempo de amadurecermos as próprias ideias e comportamentos.

(Orson Carrara)
(O Consolador)

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Aprendendo a Viver com a Dúvida

A dúvida é uma realidade na vida de muitas pessoas: empreendedores, funcionários, pais de famílias e muito provavelmente, de todas as pessoas que estejam vivas nesse momento.

Muitas vezes nos sentimos como fraudes de nós mesmos, vivendo com o peso da incerteza e com isso temos uma (falsa) crença geral de que a chave para ser bem sucedido na vida exige a superação de todos os vestígios de dúvida.

Mas, essa não é uma crença verdadeira.

Ela é jogada sobre nós por palestrantes motivacionais que giram a roda do empreendedorismo como uma simples questão de sentir-se bem e autoestima, afim de vender seus produtos.

A grande maioria dos empreendedores nunca vai superar a sua dúvida

Na verdade, o dia em que superarmos todas as nossas dúvidas será provavelmente o dia em que iremos nos tornar cegos pelos nossos delírios de natureza e controle.

O que os empreendedores realmente precisam fazer é aprender a conviver com a dúvida. Aprender a viver com a dúvida, ser capaz de aceitar a dúvida é uma coisa muito poderosa pois permite que continuemos a questionar suposições e ainda avançar em face às incertezas.

Um dos efeitos colaterais negativos de esmagar a cultura que cada um tem em si é que, normalmente, isso vem acompanhado de uma forte dose de falsa confiança.

As pessoas que pensam assim vão dizer que você deveria acordar todos os dias como uma espécie de força da natureza pronto para enfrentar o mundo. Só que, muitas vezes, essas são as pessoas mais fracas.

Eles bravejam esse projeto como um disfarce e quando o mundo gira, o que acontece diariamente, eles são geralmente os primeiros a voltarem correndo pra casa, quando a sua falsa auto confiança é atingida por uma realidade de que o que eles fazem pode não dar certo.

Isso causa uma dissonância cognitiva em sua cabeça que só pode ser explicada por inventar falsas desculpas falsas ou abraçando uma auto imagem ilusória de sucesso que não é suportada na sociedade.

Por outro lado, aquelas pessoas que aprendem a conviver com a dúvida estão certas apenas de que o futuro virá. E que esse futuro é maleável.

Ninguém é 100% auto confiante

E é esta a capacidade de lidar com a dúvida que não só permite um empreendedor de experimentar, mas permite também que ele se adapte às novas circunstâncias.

Como empreendedor é bem lógico que a dúvida assole o seu comportamento. Você não sabe para onde está indo ou o que o futuro lhe reserva. Você optou por navegar em águas desconhecidas…

Mas, mesmo com essas incertezas batendo à sua porta você ainda está rumando para a frente, enquanto grande maioria das pessoas que parecem tão seguras de si estão de volta em terra firme.

Muitas pessoas pensam que a dúvida torna as pessoas fracas. Mas é o contrário, é a capacidade de viver com a dúvida que faz as pessoas serem fortes.

Aqueles que precisam da segurança de um futuro previsível, ou não podem deixar a sua auto imagem inflexível de quem são, ou o que supostamente acha que estão presos pela certeza daquilo que buscam.

Estas são as pessoas que você vê subindo escadas corporativas, ou sentadas em conferências procurando garantias e pílulas mágicas nos oradores dos palcos.

Estas são as pessoas que você vê colocando a palavra empreendedor, mas que sempre têm uma desculpa para isso de que não podem parar de trabalhar todos os dias e se arriscarem.

Pior de tudo, estas são as pessoas quem enganaram a si mesmas em acreditar que elas têm todas as respostas e as anunciam tão alto que os outros acabam sendo cegados por eles.
Não se engane, a dúvida sempre vai existir. Portanto, aprenda a dribá-la

Considere que o que Bruce Lee disse sobre artistas de segunda mão que cegamente seguem ou aceitam o outro como padrão.

Como resultado, a sua ação e, mais importante do que isso, o seu pensamento, se tornam mecânico.

Suas respostas se tornam automáticas, de acordo com os padrões estabelecidos, tornando as pessoas estreitas e limitadas.

Este é o destino daqueles que exigem a certeza de respostas claras e regras estabelecidas. Este é o destino daqueles que não querem ou não podem viver com a dúvida.

(Enrico Cardoso)
(Jornal do Empreendedor)

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Aprender a Aproveitar a Vida

Observo a dinâmica desse nosso mundão atual. O que vejo é um espetáculo de sensações fortes, indicando um comportamento adoentado. Como alguém da senda mística, ligada à sensibilidade, entendo ser necessária uma reeducação de nossa época, um resgate da arte e do fervor de saborear as coisas e os seres em suas múltiplas dimensões.

Temo que muitos jovens e adultos se comportem no mundo como se fossem donos e senhores, sem estabelecer relações de doçura e receptividade. Fechados no casulo da eletrônica e demais progressos tecnológicos, afogados em devaneios virtuais, temos esquecido da vida interior, deixado de extrair todo o seu sumo e sabor.

Diante disso, o que fazer? Proponho três exercícios difíceis, mas não impossíveis, que se fazem necessários para escapar da banalidade circundante. Vejamos:

Passo 1: O primeiro ato a praticar para modificar a qualidade da relação com o mundo é dar tempo a si mesmo. Tornar mais lento os ritmos, estancar a sucessão trepidante de acontecimentos. É na tranquilidade que fruímos a densidade do presente e podemos elaborar as emoções profundas, aquelas que penetram fundo na alma e a convidam a crescer.

Passo 2: Assumir uma postura de disponibilidade. Desenvolver interesse pelas coisas, mesmo que pequenas e aparentemente insignificantes. Entender a força dos prazeres minúsculos é aprender a viver melhor as possibilidades do cotidiano. Uma paisagem, um filme, jogar com uma criança, o aroma do sabonete, uma canção, coisas que estão ao nosso alcance com facilidade. Não custam quase nada e revelam as gigantescas belezas e qualidades emocionais do mundo.

Passo 3: Aprimorar uma atitude de brandura. O século XX foi de espírito forte e violento, de desbravadores e empreendedores. Sua identidade era ligada a adiantamentos técnicos, conquistas práticas, desenvolvimentos materiais. Nossa missão é outra, diferente. Há, como ensina a sabedoria popular, tempo de plantar e tempo de colher. Estamos no segundo estágio. Herdeiros de tamanha agitação, precisamos trabalhar para frutificar a meiguice, a leveza, a delicadeza, o desprendimento, a ternura.

Perceba que são muitas as dádivas que recebemos. Vamos ser delas merecedoras. Construir uma vida melhor para nós e para as gerações depois da nossa. Vida com mais tempo, disponibilidade e brandura. Simples assim.

(Marina Gold)
(Vida e Estilo)

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A Luta É Minha Vida

Eu fui informado que o meu mandado de prisão já foi expedido e que a polícia está procurando por mim. O Conselho Nacional de Ação deu atenção integral à questão, e procurou o conselho de muitos amigos e organismos e eles me aconselharam a não me render. Eu aceitei este conselho e não vou me entregar a um governo que eu não reconheço. Qualquer político sério vai perceber que sob as condições de hoje neste país, buscar o martírio barato me entregando à polícia é ingênuo e criminal. Nós temos um programa importante pela frente e é importante realizá-lo de forma muito séria e sem demora.

Eu escolhi este último caminho, que é muito mais difícil e possui muito mais riscos e privações do que sentar na prisão. Eu tive que me separar da minha querida esposa e filhos, da minha mãe e irmãs, para viver como um fora da lei na minha própria terra. Eu tive que fechar o meu negócio, abandonar a minha profissão e viver na pobreza e miséria, como muitas pessoas estão fazendo. Eu vou continuar a agir como porta-voz do Conselho Nacional de Ação durante a fase que se desdobra e nas batalhas difíceis que vêm pela frente. Eu vou lutar contra o governo lado a lado com você. Palmo a palmo, milha a milha, até que a vitória seja alcançada. O que você vai fazer? Você vai se unir a nós ou vai cooperar com o governo e seus esforços de reprimir as reivindicações e aspirações de nosso povo? Ou você vai permanecer em silêncio e neutro na questão de vida ou morte para o meu povo, nosso povo? Eu fiz a escolha de minha parte. Eu não vou abandonar a África do Sul, nem vou me render. Somente através de provisões, sacrifícios e ação militante a liberdade pode ser conquistada. A luta é minha vida. Eu vou continuar a lutar por liberdade até o fim dos meus dias.

(Nelson Mandela)
(trecho de carta escrita em 1961)

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