Mensagens de Vinicius de Moraes

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Quem não tem namorado

Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil, mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado que quando se chega ao lado dele, a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser forte, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de carinho
Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar,
Não tem um namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche dividido ou drible no trabalho.
Não tem namorado, quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa, e quem ama sem alegria.
Não tem namorado, quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pacto com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.
Não tem namorado, que não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de ânsia enorme de viagens juntos para a Escócia, metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado, quem não gosta de dormir agarrado, ou passear de mãos dadas pela beira da praia.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério de dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez ou loucura do amor.
Não tem namorado, quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não troca bilhetinhos, ou quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou no meio do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho e não ri de si mesmo.
Então, enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperanças. De alma escovada e de coração perfumado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com o gosto de morango e sorria lírios para quem passar em baixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons, de flores e do céu descesse uma pérola falante dizendo frases sutis e palavras de românticas.
Quem não tem namorado, é porque não enlouqueceu o necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que tem sentido, mesmo que a gente vire adolescente e nem tenha medo de parecer ridículo... deliciosamente ridículo....

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Ter ou Não Namorado

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil
porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, de lágrima, nuvem,
quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiriu, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado
mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a
gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida, ou
bandoleira; basta um olhar de compreensão ou mesmo aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três
pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, e dois amantes, mesmo assim não pode ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de
padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de
virar sorvete ou largatixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a
infelicidade. Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível
de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme;
de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de
viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete
interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do
outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não
redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos,
quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gostntade de
virar sorvete ou largatixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a
infelicidade. Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível
de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme;
de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de
viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete
interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do
outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não
redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos,
quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta
sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de
repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado
quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem
esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem
namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de
grilo e medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com
margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem
passe debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse
repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a
dizer frases sutis e palavras de galantearia. Se você não tem namorado porque ainda não enlouqueceu aquele
pouquinhoa
sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de
repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado
quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem
esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem
namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de
grilo e medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com
margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem
passe debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse
repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a
dizer frases sutis e palavras de galantearia. Se você não tem namorado porque ainda não enlouqueceu aquele
pouquinho necessário a fazer a vida passar e de repente parecer que tudo faz sentido:
Enloucresça

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