Alto

Eu não tenho medo de voar. Eu tenho medo de estar fechada num lugar e de ter escolhido estar fechada nesse lugar. Tenho medo porque meus pés sentem o chão mas ele é falso. Meus pés sempre me obrigam a sentir a verdade e eu sou obrigada a dizer a eles que aquele chão não dura e nem é de terra. Tenho medo do absurdo que é sorrir e dizer "guaraná normal e sem gelo, grata" enquanto se quer dizer "que merda é essa de estar voando se não sou a porra dum passarinho?". Tenho medo porque quando acabar estarei em outro lugar. Agora, se eu pudesse escolher o maior de todos os medos, eu diria "a chance disso cair agora é muito pequena". Estou sobrevoando, sem inteligência, a água profunda que aprendi a chamar de casa mas também de intervalo. A verdadeira angústia de voar é estar acima da nossa vida. Voar é tornar nossa rotina banal. Estou voando há dias, de primeira classe, com vista para o desenho de um país que não sei o nome. Ao lado de uma pessoa que, até que enfim, não é mais uma barrinha de cereal.

(Tati Bernardi)

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Todo avivamento genuíno precisa realçar esse Deus sublime em amor, graça e soberania. (J. Edwards)

Avivamento é a intervenção de Deus em uma igreja morna, que convive de modo amistoso demais com o mundo em decomposição moral e espiritual. Fico pensando que tempos em tempos quando a medida da ira do Senhor em relação ao pecado sobeja em uma proporção divinamente impossível de suportar, Deus se agracia de si mesmo em enviar sobre os homens um batismo de fogo e de poder.

Tenho me convencido de que, não se trata de maneirismos humanos ou traquejos de nossa humanidade perdida e caída, avivamento é coisa de Deus! Eu paro a fim de ler sobre avivamento e confesso, tenho dificuldades de segurar as lágrimas, pois começo a imaginar Deus se derramando como foi em 1904 na experiência de Evan Roberts, o galês que orava, Senhor, dobra-me.... Esse clamor, que foi apenas um dos tantos que noticiamos nas histórias dos grandes avivamentos expressa um desejo de quebrantamento que supera, em muito aquilo que estamos vivendo em nosso tempo onde a mentira da prosperidade financeira como sinal da benção de Deus faz a cabeça dos Edir Macedos, RR Soares e tantos outros tresloucados de plantão!

Nos avivamentos os crentes não se preocupam com a terra, com os negócios, com as conquistas meramente materiais, eles não se punham a construir catedrais, eles oravam e movimentavam toda uma região com os valores impactantes do evangelho. O que acontecia nos tempos áureos dos avivamentos é uma repetição de Atos dos Apóstolos quando as multidões diziam a respeito dos cristãos: eis os que os tem alvoraçado o mundo (colocado-o de pernas para o ar) chegaram também até nós (Atos 17.6).

(a) O mundo mudava em tempos de avivamento.

Isso foi estampado na Inglaterra no século XVII, quando os irmãos Wesley viajavam no país inteiro com as suas mensagens proclamadas nas praças, nos púlpitos e nas saidas das minas de carvão. Temos relatos de homens que com seus rostos empretecidos de carvão choravam copiosamente, com as lágrimas fazendo caminho brancos em seus rostos! Aleluia! Homens quebrantados pelo calor da mensagem e pela luz que vinha do entendimento do propósito maior de Deus ao criar o ser humano: tê-lo para si em intimidade!

(b) A igreja era balançada em tempos de avivamento.

Já não havia mais concessões a respeito do pecado. Congregados irregenerados não conseguiam assentar à mesa do Senhor para cear. Tudo era muito sério. Solene. Apoteótico. A vida da igreja era vivida na perspectiva dos santos. Hoje como carecemos de um avivamento! Há meninos nos púlpitos! Há moleques nos ministérios de música! Há crianças no diaconato! Não dá para mantermos esse estado de coisas, é tempo de uma intervenção radical de Deus tirando do meio de nós tanto joio, tanta gente perniciosa que só abre a boca para criticas mordazes e expressões de ridicularização de suas lideranças pastorais!

(c) O coração era moído em tempos de avivamento.

E sabe porquê? Pelo senso de eternidade, de seriedade em relação à vinda do Senhor Jesus. Richard Owen Roberts, um avivalista que conheci recentemente pelas minhas leituras sobre o tema do avivamento disse algo extremamente relevante: Não há como escapar do fato de que a questão do juizo faz parte integral da vida de um verdadeiro discipulo de Jesus. Uma das razões por que precisamos tanto de um avivamento hoje é justamente por termos deixado de lado esta questão de juízo e por o considerarmos como algo tão irrelevante para a vida do cristão.

Isso é sério, em tempos de avivamento as pessoas viviam na iminência do juízo de Deus e tremiam de pavor em relação ao dia da grande prestação de contas diante do Deus altíssimo. Hoje o que temos é a banalização da vinda do Senhor Jesus, e já há até alguns renomados professores de seminário que já não creêm mais no arrebatamento da igreja!

Pensei alto demais já... paro por aqui... mas prossigo no entendimento de que precisamos orar como Habacuque: Eu ouvi, Senhor, a tua fama, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos; faze que ela seja conhecida no meio dos anos; na ira lembra-te da misericórdia (Habacuque 3.2).

(Ezequias A. Marins)
(Mensagens Bíblicas)

Falar que te amo é mentir; é falar
verdade sem medir a honestidade
do sentimento que se tem.

Gritar seu nome alto, bem alto, é
agradecer aos deuses uma prova
de vida maior que a minha.

E é seu nome que grito e por você
que choro se necessário.

E é a você que falo te amo na
mentira das dimensões.

Eu sei que minha vida será sempre ao seu lado. Nada nem ninguém poderá levar você de mim. Só assim sou feliz; só assim me sinto em paz. Juntos tudo será belo, lindo e inesquecível.

Eu te amo e amarei até ao final dos meus dias. Sinto vontade de abraçar seu corpo, de beijar seu rosto e de gritar bem alto te amo!. Você é o amor da minha vida, a razão de sonhar bem alto todos os dias.

Sonhe alto e sonhe muito, pois este é o primeiro passo para conquistar algo!

- Oi amor!
- Oi.
- Vamos voar?
- Como assim voar?
- Sim, eu e você.
- Você está ficando louco?
- Não!
- Então bebeu?
- Também não.
- Onde você está?
- Aqui em cima, no alto.
- Alto de quê?
- No alto!
- Se você soubesse o quão bom
é a sensação de liberdade!
- E como é?
- Junte-se a mim e eu mostro a você!
- Mas como chego até você a essa hora?
- Vai demorar um pouco ainda,
espere, não irá se arrepender.
Amo muito você e por isso quero que
aproveite ao máximo a vida aí embaixo.
- Do que você está falando?
- Da luz, amor.
- Mas que luz, se agora é noite?
- Não é preciso haver sol para que
haja a luz, vê-se luz na escuridão
mesmo durante a noite.
- Mas, do que você está falando?
- Amor, Eu Te Amo, jamais se esqueça
disso, nos veremos em breve.
- Para com essa brincadeira agora!
- Olhe para o sol e verá o meu sorriso,
mire as estrelas e me verá piscando,
e os dias chuvosos nada mais serão
que eu sua ausência reclamando.
- Amor, estou com medo.
- Não tenha medo, pois estarei sempre
olhando e cuidando de você aqui de cima.
-Você quer acabar comigo, é isso?
-Não, amor.
- Preciso ir, alguém está me esperando
de braços abertos além da luz.
Nos vemos em breve.
- Hei, amor, amor, amor, fala comigo,
amor não me deixe, por favor.
- Deixo a você não o meu adeus,
mas sim o meu até logo.
- Se você quer assim, assim será, tchau.

Muitas vezes demoramos a entender não
o fim, mas sim a partida de quem
nós amamos.

(Leandro Maciel)