Arrependimento Sincero

Sofro por um perdão,
Um perdão que parece impossível,
Será?
Será que você é capaz de me perdoar?
Será que atingi mesmo foi o seu coração?
Ou aquele seu ego masculino?
Só você pode devolver a minha vida,
Devolver a minha felicidade,
Será que você pode mesmo?
Me dar uma última, que seja última chance?
Tente.
Por favor, faça isso!
E devolva a minha vida e ao meu coração
Tudo o que perdi!

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Por vezes, nossa cabeça dificulta tudo. Outras vezes é o coração que não ajuda. E outras se devem ao fato da precipitação estar inerente ao ser humano. Eu errei com você. Errei comigo. E estou pedindo desculpa por ter sido tão cruel. Acredite que você seria a última pessoa que queria machucar, mas é sempre assim. A gente acaba magoando quem mais gosta e isso me deixa profundamente abalado. Me perdoa, por favor!

O ser humano vive cheio de imperfeições, cheio de falhas em seu sistema, repleto de capacidades negras, mas o ser humano é também sinónimo de aprendizagem e de melhoramento. Tenho certeza que estou aprendendo com meus erros. Este último, poxa vida, este último tem sido uma escola para mim. E é por isso que eu sei que vou mudar, vou virar uma pessoa melhor e mais correta com você. Isso é o mais importante para mim compensar meu erro que tanto tem feito você sofrer. Preciso de seu perdão.
Prometo que nunca mais vou machucar você.

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O homem a quem o arrependimento, após o pecado, impõe grandes exigências morais, expõe-se à acusação de ter tornado a sua tarefa demasiado fácil. Não praticou o que é essencial na moral, a renúncia; com efeito, o comportamento moral ao longo da vida é exigido em função dos interesses práticos da humanidade. O homem citado recorda-nos os bárbaros das grandes ondas migradoras, que matavam e depois faziam penitência, e para os quais fazer penitência acabou por se tornar uma técnica facilitadora do assassínio.

(Sigmund Freud)
(Citador)

Todos sabemos que aqueles a quem mais amamos, que aqueles que mais nos amam, são os que mais facilmente e com mais frequência feriremos, e os que com maior violência nos atingirão, mesmo não existindo intenção ou consciência disso.

Faz parte de amar e ser amado, faz parte de viver, assim como reconhecer o mal que se faz e se arrepender dele. É justamente isso que eu sinto, arrependimento pelo que fiz ao meu namorado, à pessoa que tanto amo, a você.

Me perdoe, por favor! A intenção nunca foi magoar você, e dói ainda mais pensar que o fiz. O castigo maior é a consciência do erro e o impacto dele na pessoa que amamos, é punição suficiente. Por isso me desculpe, pois já estou sofrendo por isso, e pelo muito que me arrependo de tudo!

O casamento é a união de duas pessoas imperfeitas que se amam e, por isso, tanto a esposa como o marido irão magoar e ser magoados com palavras e ações irrefletidas do seu parceiro. Não adianta insistirmos que quem ama não machuca. Quem ama machuca sim, porque todos falhamos. A diferença é que quem ama procura solucionar o seu erro e cuidar da pessoa a quem fez sofrer.

O perdão e o arrependimento surgem então como essenciais em qualquer relacionamento. Durante anos e anos de convívio, algumas vezes iremos estar no papel do arrependido e em outras ocasiões na posição do perdoador. Partir para um casamento sem essas duas atitudes tão nobres, traria sérios riscos de correr mal. Seria como sair com pouca roupa para um lugar onde está bastante frio, com a diferença de que, neste caso, a consequência seria uma constipação, mas no que se refere ao matrimónio, o resultado poderia ser uma triste separação.

O arrependimento é um sentimento positivo que resulta da conscientização que operamos em nosso ser ao reconhecermos as nossas faltas e erros. Esse reconhecimento é quase sempre muito doloroso, mas não há nada na vida que o espírito não possa suportar, sendo, portanto um ato reparador, que regenera e purifica o espírito. Por isso mesmo, o arrependimento não deve ser encarado como uma autopunição.

O mais importante é tomarmos consciência de nossos erros e não errarmos mais, não cometermos o mesmo erro duas ou mais vezes seguidas. Errar conscientes de que estamos praticando o mesmo erro resulta em falta mais grave, inadmissível para a evolução da criatura.

Então, precisamos melhorar nossas atitudes e posturas. Para isso, tem que haver sinceridade no arrependimento. Em cada caso, a criatura precisa ser verdadeira consigo mesma, sabendo que é preciso reparar as faltas para poder livrar-se do arrependimento que delas se originou.

Precisamos entender e compreender que, enquanto o arrependimento sincero é reparador e transformador, a culpa inculcada em nossa consciência é negativa; por isso, manter esse sentimento sem nada fazer, sem refletir quanto à ação corretiva a tomar, pode trazer conseqências imediatas irreparáveis à criatura.

O que estamos querendo dizer é que a culpa, por si só, representa apenas um alerta ou um grito em nossa consciência. É preciso que transformemos este alerta em ação através do arrependimento sincero, o qual virá fortalecer e renovar a nossa vontade para reconhecer e evitar aquele erro ou erros semelhantes e associados.

Através da reparação de um erro, qualquer que seja, estamos nos preparando para nos reconhecermos verdadeiramente falíveis, estamos reconhecendo que somos imperfeitos, mas também, e isso é mais importante, estamos prontos, preparados e condicionados para sairmos da condição onde estamos (errados) para uma condição íntima melhor e reparadora, e isso nos traz um grande alívio.

Se houver acomodação ao erro, estaremos fugindo do sentimento de culpa, sem o reforço da nossa consciência. Só o arrependimento sincero promove a verdadeira reparação. O arrependimento é, portanto, o primeiro e decisivo passo dado para a nossa reforma íntima, saneando e reforçando a nossa vontade.

(Caruso Samel)
(A Razão)

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