Mensagens de Natureza

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A Mulher Merece Zelo

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.
Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.
Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode!

(Luís Fernando Veríssimo)
(Pensador)

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Rara Essência

Amazônia rara essência,
contraste da natureza
idiossincrasia exuberante
filho da "grandeza"
do verde brilhante

Da relva negra, da selva nua.
Reflexo da lua,
Ser do Ser.
Existir não viver,
simplesmente contemplar-se de prazer.

Canoa na chuva, impiedosa nuvem,
remo-homem

Amazônia ... água

cálida transparência,

Homem-água rara essência.

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Entreguei Meu Coração

Quando entregamos o coração a pessoa certa, percebemos que tudo vai acontecendo naturalmente como um rio que segue seu curso, contemplando a beleza da natureza, e certo que atingirá seu objetivo.

A tranquilidade do nosso namoro me deu a segurança para saber que a melhor coisa para fortalecer ainda mais o nosso amor, seria o nosso noivado.

É por toda esta certeza que a alegria deste dia se faz bem maior que tudo, capaz até de expressar um pouco do que estou sentindo, ainda temos um longo caminho para seguirmos juntos.

E como a vida é feita de momentos, quero que este momento tão especial fique gravado
em nossas lembranças e vivo em nossos corações como começo de algo que será ainda maior, estou feliz por ter você ao meu lado e saber que esta história está apenas começando.

Te amo muito e quero dividir com você meu noivo, a alegria deste dia!

Um beijo...

(Mensagens e Poemas)

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Os deuses Hindus

Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.

A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significavam extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.

Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avatares, seus companheiros e principais características:

Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.

Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.

Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.

Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve às vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.

Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.
Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.

Nandi, o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.

Kartiqueia (ou Scanda), substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.

Ganesh, filho de Shiva, com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo. Existe um grande mestre da Fraternidade Branca chamado Ganesh, que, invocado, nos ajuda a “abrir caminhos”, tanto materiais quanto espirituais…

Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatar ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.

Matsia, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.

Curma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.

Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.

Narasima, O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma, tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.

Vamana, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.

Parasurama, foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.

Rama, O herói da epopeia literário-religiosa “O Ramaiana”, foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.

Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do Bhagavad Gita. Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.

Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.

Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.

Sita, mulher de Rama, que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.

Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita “medir o mundo”, medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.

Garuda, a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.

(Gnosis Online)

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Flores

Das mais variadas cores e formas, a mãe natureza nos doa diariamente seu amor.
Em cada flor, o seu beijo matinal.
Olhamos e não avaliamos o quanto uma roseira quer nos ofertar. Olhamos e achamos bela.
Mas belo é tão pouco, em relação ao muito que as plantas podem nos passar.
Infelizmente, acostumados que estamos a ver o lado prático das coisas, vemos a utilidade de uma roseira dar rosas, de uma quaresmeira dar flores, do lírio dar lírios. Assim, com a mesma naturalidade com que visualizamos a objetividade das ações dos outros para conosco.
Quando paramos e nos detemos mais em uma flor, já a mentalizamos em nosso jardim.
Por que não mentalizá-la no nosso jardim interior e, ao menor desejo, sacá-la do inconsciente e vivenciá-la como se a estivéssemos vendo pela primeira vez?
Flor, beleza.
Flor, poesia.
Flor, alegria.
Pense em sua vida como uma flor.
Procure observá-la e admirá-la sempre, para que você possa buscá-la e encontrá-la sempre. Sempre que as direções se cruzarem, sempre que o rastro dos caminhos se apagarem para si.
Não há sofrimento maior que sentir a solidão de não ter sensibilidade suficiente dentro de nós, para contemplar uma flor.
Flor.
Deixe uma brotar dentro de você.
Paz,

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Nesse Ano Novo

Que nesse ano Deus nos ensine a Paz,
e que estejamos todos prontos para ouvir,
Que os nossos erros não sejam o nosso fardo,
Mas a experiência para decisões melhores,
Que nesse ano a religião não seja razão para o ódio,
e que os inocentes sejam sagrados,
Que as diferenças não justifiquem problemas,
Mas que mostrem soluções diferentes,
Que nesse ano toda criança possa brincar,
e que elas tenham brinquedos verdadeiros,
Que seus pais não justifiquem discórdia hoje,
Mas que falem dos sonhos de um futuro feliz,
Que nesse ano a força seja das boas palavras,
e que as palavras sejam ouvidas,
Que o poder não derrube paredes sobre as pessoas,
Mas que destrua barreiras entre elas,
Que nesse ano as nações sejam unidas,
E que a união tenha significado e seja respeitada,
Que os governantes não se esqueçam que a história não eterniza a vida, frágil e passageira,
Mas apenas pensamentos e ações,
Que nesse ano a natureza seja mãe,
E que, como filhos, tenhamos por ela o amor e o cuidado devidos,
Que as ações pelo Planeta não sejam assinadas apenas pelas nações que compreendem os problemas,
Mas também por aquelas que os causam...,

Boas Festas!

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A Solução

Chamava-se Almira e engordara demais. Alice era a sua maior amiga. Pelo menos era o que dizia a todos com aflição, querendo compensar com a própria veemência a falta de amizade que a outra lhe dedicava.
Alice era pensativa e sorria sem ouvi-la, continuando a bater à máquina.
À medida que a amizade de Alice não existia, a amizade de Almira mais crescia.
Alice era de rosto oval e aveludado. O nariz de Almira brilhava sempre. Havia no rosto de Almira uma avidez que nunca lhe ocorrera disfarçar: a mesma que tinha por comida, seu contato mais direto com o mundo.
Por que Alice tolerava Almira, ninguém entendia. Ambas eram datilógrafas e colegas, o que não explicava. Ambas lanchavam juntas, o que não explicava. Saíam do escritório à mesma hora e esperavam condução na mesma fila. Almira sempre pajeando Alice. Esta, distante e sonhadora, deixando-se adorar. Alice era pequena e delicada. Almira tinha o rosto muito largo, amarelado e brilhante: com ela o batom não durava nos lábios, ela era das que comem o batom sem querer.
"Gostei tanto do programa da Rádio Ministério da Educação", dizia Almira procurando de algum modo agradar. Mas Alice recebia tudo como se lhe fosse devido, inclusive a ópera do Ministério da Educação.
Só a natureza de Almira era delicada. Com todo aquele corpanzil, podia perder uma noite de sono por ter dito uma palavra menos bem dita. E um pedaço de chocolate podia de repente ficar-lhe amargo na boca ao pensamento de que fora injusta. O que nunca lhe faltava era chocolate na bolsa, e sustos pelo que pudesse ter feito. Não por bondade. Eram talvez nervos frouxos num corpo frouxo.Na manhã do dia em que aconteceu, Almira saiu para o trabalho correndo, ainda mastigando um pedaço de pão. Quando chegou ao escritório, olhou para a mesa de Alice e não a viu. Uma hora depois esta aparecia de olhos vermelhos. Não quis explicar nem respondeu às perguntas nervosas de Almira. Almira quase chorava sobre a máquina.
Afinal, na hora do almoço, implorou a Alice que aceitasse almoçarem juntas, ela pagaria.
Foi exatamente durante o almoço que se deu o fato.
Almira continuava a querer saber por que Alice viera atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal respondia. Almira comia com avidez e insistia com os olhos cheios de lágrimas.
— Sua gorda! - disse Alice de repente, branca de raiva. Você não pode me deixar em paz?! Almira engasgou-se com a comida, quis falar, começou a gaguejar. Dos lábios macios de Alice haviam saído palavras que não conseguiam descer com a comida pela garganta de Almira G. de Almeida.
— Você é uma chata e uma intrometida, rebentou de novo Alice. Quer saber o que houve, não é? Pois vou lhe contar, sua chata: é que Zequinha foi embora para Porto Alegre e não vai mais voltar! Agora está contente, sua gorda?
Na verdade Almira parecia ter engordado mais nos últimos momentos, e com comida ainda parada na boca.
Foi então que Almira começou a despertar. E, como se fosse uma magra, pegou o garfo e enfiou-o no pescoço de Alice. O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se como uma só pessoa. Mas a gorda, mesmo depois de feito o gesto, continuou sentada olhando para o chão, sem ao menos olhar o sangue da outra.
Alice foi ao pronto-socorro, de onde saiu com curativos e os olhos ainda arregalados de espanto. Almira foi presa em flagrante.
Algumas pessoas observadoras disseram que naquela amizade bem que havia dente-de-coelho. Outras, amigas da família, contaram que a avó de Almira, dona Altamiranda, fora mulher muito esquisita. Ninguém se lembrou de que os elefantes, de acordo com os estudiosos do assunto, são criaturas extremamente sensíveis, mesmo nas grossas patas.
Na prisão Almira comportou-se com docilidade e alegria, talvez melancólica, mas alegria mesmo. Fazia graças para as companheiras. Finalmente tinha companheiras. Ficou encarregada da roupa suja, e dava-se muito bem com as guardiãs, que vez por outra lhe arranjavam uma barra de chocolate. Exatamente como para um elefante no circo.

(Clarice Lispector)

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Aprendendo a Viver com a Dúvida

A dúvida é uma realidade na vida de muitas pessoas: empreendedores, funcionários, pais de famílias e muito provavelmente, de todas as pessoas que estejam vivas nesse momento.

Muitas vezes nos sentimos como fraudes de nós mesmos, vivendo com o peso da incerteza e com isso temos uma (falsa) crença geral de que a chave para ser bem sucedido na vida exige a superação de todos os vestígios de dúvida.

Mas, essa não é uma crença verdadeira.

Ela é jogada sobre nós por palestrantes motivacionais que giram a roda do empreendedorismo como uma simples questão de sentir-se bem e autoestima, afim de vender seus produtos.

A grande maioria dos empreendedores nunca vai superar a sua dúvida

Na verdade, o dia em que superarmos todas as nossas dúvidas será provavelmente o dia em que iremos nos tornar cegos pelos nossos delírios de natureza e controle.

O que os empreendedores realmente precisam fazer é aprender a conviver com a dúvida. Aprender a viver com a dúvida, ser capaz de aceitar a dúvida é uma coisa muito poderosa pois permite que continuemos a questionar suposições e ainda avançar em face às incertezas.

Um dos efeitos colaterais negativos de esmagar a cultura que cada um tem em si é que, normalmente, isso vem acompanhado de uma forte dose de falsa confiança.

As pessoas que pensam assim vão dizer que você deveria acordar todos os dias como uma espécie de força da natureza pronto para enfrentar o mundo. Só que, muitas vezes, essas são as pessoas mais fracas.

Eles bravejam esse projeto como um disfarce e quando o mundo gira, o que acontece diariamente, eles são geralmente os primeiros a voltarem correndo pra casa, quando a sua falsa auto confiança é atingida por uma realidade de que o que eles fazem pode não dar certo.

Isso causa uma dissonância cognitiva em sua cabeça que só pode ser explicada por inventar falsas desculpas falsas ou abraçando uma auto imagem ilusória de sucesso que não é suportada na sociedade.

Por outro lado, aquelas pessoas que aprendem a conviver com a dúvida estão certas apenas de que o futuro virá. E que esse futuro é maleável.

Ninguém é 100% auto confiante

E é esta a capacidade de lidar com a dúvida que não só permite um empreendedor de experimentar, mas permite também que ele se adapte às novas circunstâncias.

Como empreendedor é bem lógico que a dúvida assole o seu comportamento. Você não sabe para onde está indo ou o que o futuro lhe reserva. Você optou por navegar em águas desconhecidas…

Mas, mesmo com essas incertezas batendo à sua porta você ainda está rumando para a frente, enquanto grande maioria das pessoas que parecem tão seguras de si estão de volta em terra firme.

Muitas pessoas pensam que a dúvida torna as pessoas fracas. Mas é o contrário, é a capacidade de viver com a dúvida que faz as pessoas serem fortes.

Aqueles que precisam da segurança de um futuro previsível, ou não podem deixar a sua auto imagem inflexível de quem são, ou o que supostamente acha que estão presos pela certeza daquilo que buscam.

Estas são as pessoas que você vê subindo escadas corporativas, ou sentadas em conferências procurando garantias e pílulas mágicas nos oradores dos palcos.

Estas são as pessoas que você vê colocando a palavra empreendedor, mas que sempre têm uma desculpa para isso de que não podem parar de trabalhar todos os dias e se arriscarem.

Pior de tudo, estas são as pessoas quem enganaram a si mesmas em acreditar que elas têm todas as respostas e as anunciam tão alto que os outros acabam sendo cegados por eles.
Não se engane, a dúvida sempre vai existir. Portanto, aprenda a dribá-la

Considere que o que Bruce Lee disse sobre artistas de segunda mão que cegamente seguem ou aceitam o outro como padrão.

Como resultado, a sua ação e, mais importante do que isso, o seu pensamento, se tornam mecânico.

Suas respostas se tornam automáticas, de acordo com os padrões estabelecidos, tornando as pessoas estreitas e limitadas.

Este é o destino daqueles que exigem a certeza de respostas claras e regras estabelecidas. Este é o destino daqueles que não querem ou não podem viver com a dúvida.

(Enrico Cardoso)
(Jornal do Empreendedor)

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Regato

Águas cristalinas
que murmuram,
que cantam,
que ressoam
dizendo:
Sejam felizes.

Águas cristalinas
que percorrem calmamente o seu leito
e vão abençoando
as plantas, os animais,
os seres humanos,
com as propriedades
reenergizantes
que são possuidoras.

Águas cristalinas
que banham as suas margens
com o líquido mais precioso
com que Deus nos presenteou.

E o murmúrio dessas águas
nos convida
a dominar nosso instintos,
a acalmar o nosso coração,
a repensar cada ação
que realizamos em nossa vida.

Águas cristalinas
que refrescam nossa face,
nosso corpo,
que lavam a nossa alma
com a paz que nos transmitem.

Águas cristalinas
que o homem,
em sua insensatez,
polui,
sem pensar que com seu mundo
está a acabar

Águas cristalinas
sigam seu percurso,
continuem,
com seu ressoar,
com seu marulhar,
sempre, sempre em frente.
E não permitam
que a mão,
que a ação do homem,
possa consigo
acabar.

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Amo-te mais do que ontem

Hoje, amo-te ainda mais que ontem,
Você está em tudo que vivo
Sua lembrança permanece viva em minha memória
O tempo não consegue apagá-la, nem ao menos deiá-la distorcida.
Você vive em mim, a cada momento sinto como se você tivesse acabado de partir.
Mas a saudade que sinto de ti e essa distância que nos separa
não me faz amar-te menos
Ao contrário, amo-te hoje mais que ontem
e agora mais que a pouco tempo atrás.
Tudo que vivi com você passa como um filme em minha memória
Sinto ainda teu cheiro suave, verdadeiro prêmio da natureza,
sinto teus carinhos, teus beijos.

E hoje amo-te mais que ontem.

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Linguagem de Krishna

A linguagem de Krishna elevava-se ao sublime quando falava da abnegação e do sacrifício:

“O homem de bem deve cair aos golpes dos maus como o sândalo que, ao ser abatido, perfuma o machado que o fere.”

Quando os sofistas pediam que explicasse a natureza de Deus, respondia-lhes:

“Só o infinito e o espaço podem compreender o infinito. Somente Deus pode compreender a Deus.”

Dizia ainda:

“Nada do que existe pode perecer, porque tudo está contido em Deus. Visto isso, não é alvitre sábio chorarem-se os vivos ou os mortos, pois nunca todos nós cessaremos de subsistir além da vida presente.”

(Srimad Bhagavatam)

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Boa Tarde Para Vocês!

Sensação

Pelas tardes azuis do Verão, irei pelas
sendas,

Guarnecidas pelo trigal,
pisando a erva miúda:

Sonhador, sentirei a
frescura em meus pés.

Deixarei o vento banhar
minha cabeça nua.

Não falarei mais, não
pensarei mais:

Mas um amor infinito me
invadirá a alma.

E irei longe, bem longe,
como um boêmio,

Pela natureza, - feliz
como com uma mulher.

(Arthur Rimbaud)

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Se Você Me Perder

Se um dia você me perder,
me procure na flor mais
vermelha e viva,
no perfume ao cheirar.
Me procure no silêncio,
na noite,
na brisa que sopra fria
no sereno quente do seu corpo.
Me procure no canto da gaivota,
nas estrelas, no mar.
Certamente serei a onda
mais fulminante que encontrar.
Me procure em uma lágrima,
em uma música,
em um sonho, quem sabe!
Me procure onde for lindo.
Mas, se por acaso não me
encontrar,
procure-me no fundo do seu coração.
Certamente estarei lá.

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Tenho razão de sentir saudade...

Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

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Não Importava se Tinha Razão

Não importava se tinha razão, devia me calar. No meu tempo, ser educado era ficar em silêncio. Na mesa, não podia emitir som que não fosse da natureza do garfo e da faca. Criança aceitava, não falava. Como um bicho doméstico, um galo, um cachorro, um gato, um canário belga. Encabulava quando raspava a louça, arranhava as rodas ao estacionar no meio-fio do prato. Meu pai falava sem parar dos negócios, dos vizinhos, do futebol e eu escutava com continência e louvor. Nunca me passou pelos ouvidos nenhuma pergunta inteligente para fazer, até porque as perguntas inteligentes surgem das bobagens e não corria riscos. Se as conversas tivessem sido gravadas na época, descobriria que não apareci na própria infância. Entrava com um “obrigado” e saía no “com licença”. Não questionava os hábitos, preocupado em me ver livre o mais rápido possível daquela cena. Não sabia como viver para me sentir morto. Não sabia como morrer para me sentir vivo. Meus bolsos cheios de bolas de gude para acompanhar as mãos. Os bolsos do meu pai cheios de chaves para desafiar as mãos. Os bolsos de minha mãe cheios de pedras do terço para esquecer as mãos. A sobremesa era sagu ou arroz de leite, que comia com vagar e ódio, já que consistia na mesma merenda da escola. Passava o dia comendo sagu ou arroz de leite. A canela em cima do doce me arrepiava de careta, emburricava a respiração. Me censurava antes da censura, me proibia antes da negação, me cavava antes de ser enterrado. Pensativo como quem se penteia no espelho. Prestativo como quem tem culpa por crescer. Nas saídas em família, permanecia igualmente calado, omisso, aceitando que as pessoas secassem seus dedos no meu rosto em cada encontro. Quando recebia um elogio público de comportado, o pai sorria, a mãe sorria, e bem que tentava sorrir, mas os dentes eram de leite e logo cairiam. Nunca levantei a voz. Falava para dentro, com a cabeça inclinada de cavalo cansado. Tinha serenidade porque não encontrava outro sentimento para colocar em seu lugar. Não havia estômago para chegar ao fim da esperança. Não estava escuro para me defender com vela, muito menos claro para procurar sombras. Conhecia de cor o ato de contrição, apesar da dificuldade de inventar pecados. A humildade lembrava covardia, o que explica minha vontade insana de fazer calar esse tempo, o meu tempo de camisa fechada até o último botão.

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