Mensagens de Natureza


"O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão.

- Senhores Jurados, o cão permanece com o seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o Sol na sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os seus amigos sigam seu caminho: lá, ao lado de sua sepultura se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes, mas em atenta observação, fé e confiança mesmo à morte."

Este tributo foi apresentado ao júri pelo ex-senador George G. Vest (então advogado), que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositalmente, pelo vizinho. O fato ocorreu há um século na cidade de Warrensburg, Missouri, nos Estados Unidos. O senador ganhou o caso e hoje existe uma estátua do cão na cidade e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça da cidade.

Se um dia você me perder,
me procure na flor mais
vermelha e viva,
no perfume ao cheirar.
Me procure no silêncio,
na noite,
na brisa que sopra fria
no sereno quente do seu corpo.
Me procure no canto da gaivota,
nas estrelas, no mar.
Certamente serei a onda
mais fulminante que encontrar.
Me procure em uma lágrima,
em uma música,
em um sonho, quem sabe!
Me procure onde for lindo.
Mas, se por acaso não me
encontrar,
procure-me no fundo do seu coração.
Certamente estarei lá.

Às vezes, sinto vontade de voar, com uma pretensiosa convicção de saber planar sobre as nuvens e montanhas. Mas até nos sentimentos, a força da gravidade nos mantém presos a vínculos, que até hoje, não consegui aceitar
seus mistérios e porquês.

É como se a vida me conduzisse para os meus mais íntimos sonhos e uma força poderosa, mas sem preceitos estabelecidos por mim, me chamasse para a razão. Uma razão que não me cabe julgar ou aceitar, pois ela já existe dentro de mim.

Como queria voar! Sem local e hora de pouso. Simplesmente voar! Voar em busca de viver, voar em busca do meu "eu", voar nos meus sonhos e desejos mais íntimos, como o Condor. Que ao olhar para baixo, sente a fragilidade dos que se encontram sobre a terra, e extasiado sente-se distante de todo tipo de mesquinharias que lá se encontra.

Talvez este condor até tentasse um voo rapante, mas longe de se iludir com a paisagem tão próxima e batendo com toda força suas asas, fugiria, como se já conhecesse aquele lado falso do belo e não quisesse mais iludir-se. Permanecendo longe de tudo e de todos. Evitando sofrimentos e questionamentos. Sendo um pouco egoísta a quem o quisesse julgar, mas vivendo, não sei como, o seu sonho de superioridade. Mesmo sendo um sentimento, que dentro dele, não significasse, exatamente superioridade e sim liberdade.

Voar, voar, voar...

Um voo sem limites, sem rumo, mas um voo verdadeiro, de um ser que nunca vai se encontrar na realidade, pois seus sonhos são maiores, mas impossíveis, porque o mundo não é dele e o rumo das leis já estabelecidas, não mudam.

Voe Condor! Não olhe para baixo, não olhe a razão! Simplesmente voe! Procure ser feliz! É difícil, eu sei! Mas me faça também um pouco feliz, vendo-o partir. Saia dessa prisão, e não se culpe. Você foi feito para viver livremente, não se puna por um desejo, que está lhe sufocando.

Ponha-o em prática e se não der certo, o caminho de volta você também conhece e pode tentar regressar, mas, mais bonito e corajoso, menos deprimido e confiante. Você irá se conhecer e irá com certeza mudar sua pequena vida.

Olhar o céu infinito
Admirar as estrelas
Tocá-las com os dedos da imaginação
Vibrar com o brilho delas.
Brincar de fazer mundos
Usar os sentimentos mais puros
Mais profundos.
Para onde vai aquela estrela?
Um pontinho no céu a caminhar?
E olha lá... do outro lado
Outra estrela a vagar!
São meus sonhos... esperanças...
De um mundo melhor encontrar
Que realizo e conquisto
No brilho do seu olhar!

noite a dentro, o que espera!
flor de lótus... que me dera...
alma viva sobre a fonte
desabrocha em alto monte

seu perfume, me alucino
que vil beleza, meu destino
suavemente assim, comprometedor
imergindo em volúpias, sonhador...

cativando e iludindo a solidão
alimentando então, o coração
tão sublime em seu calor

és minh'alma indolente
importante, adoprável, inocente
regozijante em meu AMOR!

Sabe, senhor, ainda não entendi, viemos à praça, pensei ser um passeio, estranhei, ele não tinha esse hábito, mas fui, feliz. Lá chegando, me deu as costas, entrou no carro e nem me disse adeus. Olhei para os lados, nem sabia o que fazer. Ainda tentei segui-lo, quase fui atropelado.

Que teria feito eu de tão mau? À noite, quando ele chegava, abanava o rabo, feliz mesmo que ele nunca viesse no quintal me ver. Às vezes, eu latia, mas tinha estranhos no portão, não poderia deixá-los entrar sem avisar meu dono.

Quem sabe foi minha dona que mandou, devia estar dando trabalho. Mas não as crianças, elas me adoravam. Como sinto saudades! Puxavam-me a cauda às vezes eu ficava uma fera, mas logo éramos amigos novamente. Creio que elas nem sabem, devem ter dito que fugi.

Estou faminto, só bebo água suja, meus pelos caíram quase todos, nossa, como estou magro! Sabe, Pai, aqui nesse canto que arrumei para passar a noite, faz muito frio, o chão está molhado. Creio que, hoje, vou me encontrar contigo, aí no céu meu sofrimento vai terminar, mesmo em espírito vou ter permissão para ver as crianças.

Peço-vos, então, não mais por mim, mas pelos meus irmãozinhos:

Mandem-lhes pessoas que deles tenha compaixão, como eu, sozinhos não viverão mais que alguns meses na terra do homem. Amenize-lhes o frio, igual o que agora sinto, com o calor de atos de pessoas abençoadas. Diminua-lhes a fome, tal qual a eu sinto, com o alimento do amor que me foi negado. Mata-lhes a sede, com a água pura de seus ensinamentos transmitidos ao homem.

Elimine a dor das doenças, estripando a ignorância da terra. Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos apregoados como religiosos, laboratórios e tudo mais. Tirando das mãos humanas o gosto pelo sangue. Ampare as cachorrinhas prenhas eu verão suas crias morrerem de fome, frio e pestes sem nada poderem fazer.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados, pois, entre todos os males o que mais me doeu foi esse. Receba, Pai, nesta noite gélida, a minha alma, pois não mais será meu sofrimento, mas dos que ficarem e por eles vos peço.

Nota: Ouço essa oração dos cães moribundos que vejo pelas ruas.
Fonte: Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis.

Você não precisa visitar todos os lugares mágicos do mundo para saber ou sentir como ele é único e maravilhoso.

Da janela do seu quarto também o seu olhar alcança essa mesma mágica, na montanha mais próxima da sua casa também poderá respirar ar puro.

Mas para isso levante o corpo, o olhar, saia de casa, vá até essa montanha e respire. Aprecie a vida e todo o esplendor do mundo que rodeia você, pois é um privilégio, esteja você onde estiver, e você tem o dever de usufruir dele!

Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer que aprendi
Que na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri
Mas quem sofre sempre tem que procurar
Pelo menos vir a achar
Razão para viver
E na vida algum motivo pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar.

Agora chove!
As lágrimas do céu
Molham a terra
Dá vida às plantas
Alimenta o chão.
A chuva é boa
Refaz esperanças
Expande a fartura
Alegra crianças.
Mas eis que o sol surge
Formando outro clima
E a festa
Termina!

O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho.
Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar.
E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante se chegou, cansado de brincar. Ele parou
na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
- "Veja o que encontrei".
Na sua mão uma flor, e que visão lamentável, pétalas caídas, pouca água ou luz.
Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se
sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
- "O cheiro é ótimo, e é bonita também... Por isso a peguei;
ei-la, é sua."
A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho,
mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá.
Então me estendi para pegá-la e respondi:
- O que eu precisava.
Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela
primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos.
Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele
jardim.
- "De nada", ele sorriu.
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Me sentei e pus-me a pensar como ele
conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho.
Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente?
Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.
Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU.
E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo
que é só meu.
E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele
garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

Conte seu jardim só por suas flores e nunca pelas folhas caídas no chão. E a vida pelas horas mais felizes e não pela escuridão.

Conte suas noites pelas estrelas, nunca pelas sombras que vão deixar. E a vida pelos encantos dos sorrisos, não pelo seu chorar. Viva a vida com alegria, contando-a não pelos seus dias mas pelo bem que conseguiu realizar!

Dizem que sou um vira-lata,
Uma espécie de coisa sem graça.
Isso é coisa da sua raça...
E você, que se diz humano, e descendente de:
Negro, Índio, Português, Holandês,
Espanhol, Japonês, Inglês.
Desse com aquele,
Daquele com aquele lá,
Daquele lá com aquele ali,
Daquele ali com aquele acolá.
Quanta "misturação"...
Você também é um VIRA-LATÃO!
Deus não me fez de graça!
Nem me fez sem graça.
Fez-me para ser seu companheiro carinhoso,
Seu amigo, seu ouvinte.
Por isso... quero que me trate com requinte!
Com requinte, de amizade, de carinho, de bondade.
Latindo ou miando, estarei sempre atento lhe acompanhando.
Sou seu Gato, sou seu Cão.
Sou acima de tudo...
Seu Amigão!!!

Primavera
Abriu-se em flor
todo o jardim
rosas vermelhas
branco jasmim.

Pairam bailando
os colibris
beijando dálias
e bogaris.

Primavera gentil dos meus amores,
- Arca cerúlea de ilusões etéreas,
Chova-te o Céu cintilações sidéreas
E a terra chova no teu seio flores!

Esplende, Primavera, os teus fulgores,
Na auréola azul dos dias teus risonhos,
Tu que sorveste o fel das minhas dores
E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!

Cedo virá, porém, o triste outono,
Os dias voltarão a ser tristonhos
E tu hás de dormir o eterno sono,

Num sepulcro de rosas e de flores,
Arca sagrada de cerúleos sonhos,
Primavera gentil dos meus amores!

Um pequenino grão de areia que era um pobre sonhador, olhou para
o céu e viu uma estrela e imaginou coisas de amor...
Passaram anos, muitos anos Ela no céu, ele no mar, mas é que o
pobrezinho nunca pôde com ela se encontrar.
Se houve ou não houve alguma coisa entre eles dois, ninguém sabe
explicar O que há de verdade nessa história é que depois, muito depois,
apareceu a estrela do mar...