Mensagens de Natureza

Encontradas mais de 149 Mensagens de Natureza:

O Homem e a Natureza

Ao romper do dia, sentei-me na campina, travando conversa com a Natureza, enquanto o Homem ainda descansava sossegadamente nas dobras da sonolência. Deitei-me na relva verde e comecei a meditar sobre estas perguntas:

Será a Beleza Verdade? Será Verdade a Beleza?

E em meus pensamentos vi-me levado para longe da humanidade. Minha imaginação descerrou o véu de matéria que escondia meu íntimo. Minha alma expandiu-se e senti-me ligado à Natureza e a seus segredos. Meus ouvidos puseram-se atentos à linguagem de suas maravilhas.

Assim que me sentei e me entreguei profundamente à meditação, senti uma brisa perpassando através dos galhos das árvores e percebi um suspiro como o de um órfão perdido.

“Por que te lamentas, brisa amorosa?” perguntei.

E a brisa respondeu: “Porque vim da cidade que se escalda sob o calor do sol, e os germes das pragas e contaminações agregaram-se às minhas vestes puras. Podes culpar-me por lamentar-me?”

Mirei depois as faces de lágrimas coloridas das flores e ouvi seu terno lamento... E indaguei: “Por que chorais, minhas flores maravilhosas?”

Uma delas ergueu a cabeça graciosa e murmurou: “Choramos porque o Homem virá e nos arrancará, e nos porá à venda nos mercados da cidade.”

E outra flor acrescentou: “À noite, quando estivermos murchas, ele nos atirará no monte de lixo. Choramos porque a mão cruel do Homem nos arranca de nossas moradas nativas.”

Ouvi também um riacho lamentando-se como uma viúva que chorasse o filho morto, e o interroguei: “Por que choras meu límpido riacho?”

E o riacho retrucou: “Porque sou compelido a ir à cidade, onde o Homem me despreza e me rejeita pelas bebidas fortes, e faz de mim carregador de seu lixo, polui minha pureza e transforma minha serventia em imundície.”

Escutei, ainda, os pássaros soluçando e os interpelei: “Por que chorais meus belos pássaros?”

E um deles voou para perto, pousou na ponta de um ramo e justificou: “Daqui a pouco, os filhos de Adão virão a este campo com suas armas destruidoras e desencadearão uma guerra contra nós, como se fôssemos seus inimigos mortais. Agora estamos nos despedindo uns dos outros, pois não sabemos quais de nós escaparão à fúria do Homem. A morte nos segue, aonde quer que vamos.”

Então o sol já se levantava por trás dos picos da montanha e coloria os topos das árvores com auréolas douradas. Contemplei tão grande beleza e me perguntei:

“Por que o homem deve destruir o que a Natureza construiu?”


(Khalil Gibran)

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A Planta

De dentro de uma semente rasgou, certo dia, uma planta...
Ainda era muito cedo para brotar...
Mas era melhor o frio externo do que suportar a casca que lhe sufocava
O vento lhe queimava a pele, e a sol forte quase não a deixava respirar
A terra onde nasceu era seca, e as pedras impediam que criasse raízes
Mas as raízes insistiam em crescer, e apodreciam porque no solo não conseguia se fixar...
Suas folhas pequeninas não sobreviviam muito além de alguns dias... logo secavam e caiam por terra...
E a planta se deixou levar ao vento, na esperança de encontrar solo fértil...
Areias quentes, alagados, solo infestado de raízes velhas
Em algum lugar precisava encontrar terra, onde pudesse florescer
Mas na terra não houve um só canto onde pudesse fixar suas raízes
E numa estranha mutação a planta aprendeu a se nutrir do vento
E se acostumou a ver suas folhas caírem por terra, e frutos nunca ter...
Por muito tempo viajou por mundos ignotos e conheceu seus costumes
Por muitos mundos ela passou sem ser notada...
Por outros deixou suas folhas secas nutrindo a terra...
Seu sonho era ser como as outras plantas, criar raízes, florescer, frutificar...
Um dia um jardineiro a recolheu num vaso, e ali regou suas raízes
E ela cresceu e floresceu, sentia-se viva e feliz
E por uma vez sentiu o calor da terra
Sentiu suas raízes crescerem, sentiu pela primeira vez sua natureza de planta
Todo o seu ser lhe foi grato, como se na vida toda estivesse esperando por este momento
O jardineiro lhe deu o precioso momento de ser...
E a planta nunca esquecerá do jardineiro...
Porque mesmo por pouco tempo,
A lembrança de ser planta, de ser cuidada e de ter raízes na terra ficará para sempre
E agora ameaça o vento a lhe arrancar do vaso numa noite dessas
E de novo lhe levar pelo ar para estranhas terras
E novamente ela terá que aprender a se nutrir do ar
Mas por onde for ela levará a lembrança de que um dia foi planta e teve terra...
E a imagem do jardineiro a regar seu vaso...

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Oração única

É necessário a união de uma célula masculina com um célula feminina para a formação do feto. À chegada de um ser aqui na Terra, com sua vestimenta corpórea, a mãe natureza abre-lhe os braços. Na confiança do bem, na confiança do amor, essa mãe natureza oferece tudo que ao seu alcance está. Não trata o homem como a única criação de Deus, mas oferece-lhe todos os recursos para que ele se encontre. Quando a mãe natureza abre seus braços, ela diz, através da pedra, do sol, da chuva, que tudo é necessário para a compreensão interior. Mas quando o homem acredita apenas que ele possa amar a criatura vinda da participação ativa da sua célula, quando acredita a mulher poder amar unicamente a criatura vinda por ela, com a participação direta da sua célula, estão esse homem e essa mulher virando as costas para os braços da mãe natureza.
Se a sua célula não foi suficiente para trazer um ser que, acredita você, poderia chamar de filho, olhe e enxergue aquela outra criatura que não tem ao seu lado nem o homem e nem a mulher que participaram com as suas células para a sua chegada. O amor não pode apenas estar numa célula. O amor está no ser. Não importa quem você é, não importa como você é, o que importa é aonde está e como está na confiança deste amor. A mãe natureza nos convida para que aprendamos a amar. Amar aquele que estiver ao nosso lado sim, mas, principalmente, aquele que não tenha nascido de nós. Pois nascemos e morremos de várias maneiras, de muitas pessoas, e em diversas ocasiões, mas somos todos pertencentes a uma única criação. Confiar é acreditar, é trabalhar, é repartir, é contribuir, é doar, é viver e, acima de tudo, permitir que o outro fique ao nosso lado.
Que a confiança, que cada um recebeu quando aqui chegou, nos braços da mãe natureza, possa ajudá-los a continuar na estrada que precisam seguir.
Que Deus abençoe a todos.

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Os Dons da Vida

A vida não é acaso, teve o seu grande Arquiteto,
Que nos criou como irmãos, com carinho e muito afeto,
Nos criou à sua imagem e naquele momento dizia:
"Vão ter tudo que quiserem para passarem seus dias".

Olhando um mundo tão belo, falar quase não puderam,
Passaram o dia pensando: que tanta coisa nos deram!
Um chão coberto de flores, árvores e passarinhos,
O vento cortando a mata e rio cantando baixinho.

Um sol bonito ajudando as plantas verdes crescerem,
E terra boa, tão fértil, para todos sobreviverem;
Uma lua fina e bonita, que a noite nós vamos ver,
Estrelas no firmamento mostram a grandeza do ser.

A força bruta nos deram para o trabalho pesado,
Nos deram coragem e calma e do saber fomos dotados;
Nos deram coisa sublime que só o homem a tem,
A maravilha do mundo: o amor que o ser detém .

Porém a mais importante, a coisa bela e sagrada,
Que o Deus da vida nos deu não nos pedindo nada,
Não importando a cor, raça ou mesmo a idade,
O dom mais precioso da vida: a sonhada liberdade.

Liberdade que não é somente o ir e o vir,
É também poder falar, comer, beber e vestir,
Poder levar a família um dia pra passear,
Ter o direito sagrado de sorrir e trabalhar.

Se no Nordeste isto temos, sentimos e praticamos,
Que até podemos dizer: que povo feliz somos!
Temos a opção de sentir, olhar e nada fazer,
Ficar de braços cruzados, esperando só morrer.

Os dons da vida nós temos na força da natureza,
Porém não terão valia se só servirem à riqueza.
Façam o bem não façam o mal , façam a coisa acontecer,
Se todos fizerem isto, certamente vão vencer.

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Diálogo de um Humano com a Árvore

A ÁRVORE >>> Preciso que me ouças com paciência! Não nos analise como os outros nos fazem.

Querem nos sentir apenas como objetos de consumo imediato. Permita-nos o tempo para Amar ! ... Dá-nos o Tempo da Oferenda !!! ......

MJ, O HUMANO >>> Entendo o que queres me dizer; --- Não somente te criei, te vi crescer, como sempre te quis muito ! ... Mesmo que não saibas, estive do teu lado quando sofrias agressões em teu tronco, para mais cedo produzires.
Vi tuas lágrimas correndo; ---- elas secaram, sei, mas ainda estás marcada, e sofro vendo os teus estigmas ......

A ÁRVORE >>> Sabemos ! ... nem todos são insensíveis. A dor física foi superável à dor do meu Ser, naquela hora. As feridas cicatrizam, os tecidos se recompõem, as células se renovam, mas a dor do Ser, perdura. Todavia, compreendemos ......

MJ >>> Compreendem? ... Como compreendes ???

A ÁRVORE >>> Os Homens têm a pressa da colheita. Perderam muito do sentimento da doação, e a paciência na espera. Querem muito cobrar, na volta do pouco que dão, e podem um dia, pouco receber !! ......
Nós nos suprimos apenas com o que a Natureza pode nos oferecer, e doamos tudo que recebemos, no tempo certo.
Os Homens, perderam o sentido do Existir; " Existem só para viver, para colher " , por isso nos agridem ! ... Pelo muito desejarem se abastecer, no se superarem .....
Nossos ciclos são simples e perfeitos. Somente o receber, o doar e novamente nos nutrir ....
A Vida quer com todos se harmonizar, mas os Homens, estão apenas vivendo, Esquecendo de Existir ...
A Natureza pode um dia, deles também esquecer, deixando de os prover...

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O Mestre e o Samurai

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso,
veio ver um Mestre Zen.
Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre,
sua beleza e o encanto daquele momento,
o samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre:
- "Por quê estou me sentindo inferior?
Apenas um momento atrás, tudo estava bem.
Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior
e jamais me sentira assim antes.
Encarei a morte muitas vezes,
mas nunca experimentei medo algum.
Por quê estou me sentindo assustado agora?"
O Mestre falou:
- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei."
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre,
e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar.
Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio,
o samurai perguntou novamente:
- "Agora você pode me responder por que me sinto inferior?"
O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia
e a lua estava justamente surgindo no horizonte.
Ele disse:
- "Olhe para estas duas árvores, a árvore alta
e a árvore pequena ao seu lado.
Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos
e nunca houve problema algum.
A árvore menor jamais disse à maior
"Por quê me sinto inferior diante de você?
Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato,
e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."
O samurai então argumentou:
- "Isto se dá porque elas não podem se comparar."
E o Mestre replicou:
Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta.
Quando você não compara, toda a inferioridade
e superioridade desaparecem.
Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto
ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.
Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas.
O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer grande orador,
pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.
Simplesmente olhe à sua volta.
Tudo é necessário e tudo se encaixa.
É uma unidade , ninguém é mais alto ou mais baixo,
ninguém é superior ou inferior.
Cada um é incomparavelmente único.
Você é necessário e basta.
Na Natureza, tamanho não é diferença.
Tudo é expressão igual de vida.

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