Amizade, Uma Flor

Como que uma flor que voa
por aí e encontra outra que
perdida estava no vento. É
amizade, o amor, a verdade.

É o contexto mais puro de
um abraço; mais rico que
existe no mundo onde eu
e você vivemos. Amizade.

Amizade. Onde eu e você
vivemos sem sentir que de
nada um tudo surge, que
tudo sobrevive ao amor.

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Olho para você, querida filha, e vejo uma pequena flor que cresce no jardim da minha vida. E eu, rego você com todo o carinho e sou feliz por ter um presente tão perfeito que dá luz e cor para os meus dias.

Quando você crescer, saberá melhor o que é o amor de uma mãe. Sentirá que não há nada mais forte que a ligação que nós cultivamos. Confiará que do meu lado, terá todo o apoio e proteção que precisar.

Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que pagava muitíssimo bem, uma família unida. O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres ocupavam todo tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas.

Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois.

Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia apenas um exemplar em todo o mundo. E disse-lhe:

- Filha, esta flor vai lhe ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, às vezes conversar um pouquinho com ela, e ela lhe dará em troca este perfume maravilhoso e estas lindas flores.

A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.

Ela chegava em casa, olhava a flor e ela ainda estava lá, não mostrava sinal de fraqueza ou morte, apenas estava lá, linda, perfumada. Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto!

Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas pétalas caídas e suas folhas amarelas. A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu:

- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso lhe dar outra flor porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que Deus lhe deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar-lhes atenção, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu de a cuidar.

Não me recordo como começou
mas sei que é um tormento lidar
com esta dor que me abraça sem
querer mais me largar, sem lutar
para a a infelicidade contrariar.

Não me interessam as razões, as
mágoas ou as raivas que de mim
tomam conta do amanhecer ao
cair no sono, já em cansaço, já
em lágrimas de não mais aguentar.

É uma tristeza que me faz gritar
de boca fechado; cicatrizes nuas
cruas em mim, vozes frias no mar.

É uma tristeza que me engole sem
licença, sem permissão; é choro de
olhos secos, exaustos, frios no mar.

Em um lindo regato, uma flor dizia em vão, para sempre nas correntezas:
-Aí, não me deixes, não.
Aqui fica, ou leva-me contigo, estou aqui te pedindo perdão:
-Mas, aí, não me deixes, não.
Por fim desfalecida, a quase lamber o chão, sua cor murcha, exclamou:
-Aí, não me deixaste não!!!

Pudesse eu ser manhã, dessas manhãs primaveras
Invadiria seu quarto, ainda coberto de sono
Pra tomar em minhas mãos o seu fruto em abandono
E levá-lo a meus lábios...Ai! meu Deus, como o quisera!

E meus lábios entreabertos, mordiscariam seu pomo
E a língua doce e morna, ao pincelar sua haste,
Convidaria sedenta pra habitar o meu domo
E nele deixar seu mel...Ai! meu Deus, que isso me baste!

Mas seu fruto, meu amor, já na minha boca cresce
Minha língua se contorce a sugar todo o volume
Minha flor, bem orvalhada, suplica que se apresse

Desce no canto da boca, um fio de sumo doce
No quarto sumo e orvalho exalam cio-perfume
Flor e fruto se encontram...Ai! meu Deus... verdade fosse...