Mensagem de Egoismo

Encontradas mais de 25 Mensagem de Egoismo:

Aprender a ser Egoísta

Chegou a hora de aprendermos a ser egoístas, isso mesmo, isso não é papo de filha única não, mas de verdade aprendermos a fazer as coisas por nós mesmos.

O que acontece muitas vezes é que fazemos pelos outros, seja num relacionamento amoroso ou por amigos, fazemos o que gostaríamos que fizessem por nós, o que não está errado, mas quando fazemos isso por esse motivo, com certeza estamos esperando retorno, é aí que mora o perigo.

Quando eu digo ser egoísta, significa fazer apenas o que você quer fazer e não porque alguém pediu, porque alguém ficaria feliz, porque quando fazemos isso estamos fazendo de coração, sem esperar retorno algum.

O contrário, quando fazemos algo esperando a resposta ou reação de alguém, podemos nos frustrar, brigar, porque sempre esperamos uma resposta, e essa resposta deve sempre ser aquela que imaginávamos, caso contrário ficamos revoltados, ou pior, tempos depois ainda jogamos na cara de alguém que fizemos isso ou aquilo por essa pessoa.

Quando você aprende a ser egoísta saberá que tudo o que fizer será de coração e espontâneo, não digo que você não poderá abrir mão e ser flexível, claro que sim, mas mesmo assim faça isso por você mesmo e nunca por ninguém.

Quando passamos a pensar dessa maneira, as coisas ficam mais simples, não corremos riscos de esperar algo de ninguém a não ser que as pessoas sejam elas mesmas. Nem nunca ouvir depois de muito tempo que seu companheiro “fazia tudo por você”, que na verdade, ele nunca gostou de fazer isso ou aquilo, se formos honestos com nós mesmos aprendermos que todos os sentimentos e desejos devem sempre ser dosados, equilibrados, assim como o egoísmo, que o vemos apenas como um vilão na história. Apesar de o egoísmo, ao meu ver, ser o pior sentimento que alguém pode ter, neste caso acredito que ele seja apenas um mediador de seus outros sentimentos.

Sabendo fazer as coisas, satisfazer as pessoas de maneira que isso não agrida a você mesmo, é a melhor maneira de não agredir a quem está ao seu lado, porque você nunca cobrará a ninguém por isso e poderá sempre ser você mesmo, espontâneo e feliz. Não faça nada por mim, faça por você mesmo, e nós dois seremos felizes.

(Fernanda Klink)
(Moda Paralela)

Perdoa-me por dizer o que não quero

Perdoa-me por dizer o que não quero
Pelo desespero que ocupa meu ser
Por dizer palavras que ofendam alguém
Pelo modo como enxergo as coisas
Se falo demais o que não devo
Por acusar e querer ser tão certa
De apontar os defeitos alheios
Por procurar ser correta demais
Ou responder à altura aos outros
Pelos erros que eu cometer ou já fiz
Por amar com loucura como eu amo
Talvez por ser egoísta e honesta
Por procurar estar sempre do lado certo
Por receber tantas humilhações
E nunca ser baixo astral
Por guardar rancor se é errado
Por trazer no peito tanta mágoa
Por ser uma pessoa só
E não ter com quem desabafar
De desejar um verdadeiro amigo
Por procurar ser sensata
Por enganar a minha própria pessoa
Pela tristeza que me faz ser fria e dura
Pelo sorriso sem vontade
Por eu ser o que não sou
Quando disfarço um amargor
Pelo desatino da minha vida
Da injustiça na qual sou lançada
E levar tantos tapas na cara
Eu ter que sorrir e procurar esquecer
Por eu ser vaidosa
Quem sabe até calculista
Ao esconder coisas que não podia
Perdoa os meus erros e também as minhas virtudes
Perdoa por eu querer modificar o mundo
E desta feita também as pessoas
Perdoa por eu estar viva e a procura de novos horizontes
Perdoa toda vez que eu descer na minha escalada
Perdoa-me por eu estar num mundo bom onde as pessoas não se entendem mais
Perdoa se tudo isso que eu tento arrumar me torne nojenta
E que isso não atrapalhe a vida daqueles que amo
Perdoa por meus olhos enxergarem além do que deviam
E sobretudo perdoa-me pelas muitas vezes que chego a duvidar da tua existência
Perdoa-me apesar de que, mesmo sabendo de tudo isto, eu me alegre por estar sendo iluminada com tua luz espiritual a me envolver em teu amor supremo, e estar vivendo o que vivo agora.
Tento tudo isso, na nítida esperança de que um dia eu consiga de alguma maneira merecer o teu perdão!!!

Falta de educação

É engraçado como algumas pessoas desconhecem o significado da palavra educação. Educação vem de berço, a gente tem ou não tem. Não há dinheiro que compre. Não está diretamente relacionada à classe social ou econômica do indivíduo. Até existem alguns cursinhos de etiqueta, mas são completamente ineficazes quando a educação não veio acoplada ao cordão umbilical do sujeito.

Me espanta ver a grosseria de alguns e a falta de delicadeza de outros. Deve ser por isso que o mundo está desse jeito e as pessoas, por sua vez, não têm mais confiança umas nas outras. Estão descrentes. Cansadas. De saco cheio. É óbvio que alguns fatos nos deixam "p" da vida, com vontade de mandar alguém (ou todo mundo) para beeeeeeeeeeem longe. Mas, mesmo assim, ainda acho que é possível manter a postura e a elegância. Sem gritos, sem perder a pose. O diálogo, esclarecimento e a exposição do argumento são muito mais eficazes do que o grito e o berro. Quando surge uma elevação da voz já vira baixaria. Barraco feio. Um quer falar mais alto que o outro, gritar mais alto, aí o troço vira bagunça, baderna geral.

Uma das coisas que mais prezo é a educação, seguidas da gentileza e humildade. Saber conversar, assumir seus erros, ouvir, sustentar um ponto de vista (sem alterar o tom de voz). Existem seres que escutam, mas não ouvem. Tu falas e a pessoa já tem uma resposta programada pra te dar. Não raciocina, não analisa, não reflete. Apenas responde de imediato. Não sabem ouvir, não têm condições psicológicas e emocionais de constituir e estabelecer uma conversa saudável e inteligente.

Pra mim quem não sabe ouvir é burro e mal educado. Fora o povo que se dá um valor que ninguém deu. Eu explico: gente que se acha perseguida, vítima, que pensa que é sempre o centro das atenções do universo e de qualquer assunto. Se dão o valor que não têm. Se dão a importância que ninguém dá. Se acham demais e só olham para o próprio umbigo. Em suma, mal educados e egoístas. Gente podre e pobre. Pobre de neurônios e de espírito.

Mas quer saber o melhor de tudo? Acho que se educação fosse vendida em supermercado, dentro de uma caixa...sei não. Creio que muitos nem se dariam ao trabalho de colocar a mão no bolso e comprá-la.

Tapados demais pra isso. E o mais esquisito é que os mal educados não percebem e nem se sentem dessa forma. Já notaram?

(Clarissa Corrêa)

Humildade é Força

Humildade é a virtude que nos torna abertos a aprender e mudar. Ela só é possível quando temos auto-respeito, que só pode vir com autoconhecimento. Conhecer-se é entender que somos parte de um todo, como um raio de uma roda. Não somos tudo, também não somos nada. É a humildade que cria este entendimento e nos mantêm em equilíbrio.
Quando não somos apegados às nossas boas qualidades nem às nossas fraquezas, podemos lidar com ambas. Através de cultivo amoroso, nossas qualidades positivas crescem e servem outros. Através da atenção e honestidade, nossas fraquezas diminuem.

Humildade é nossa maior proteção. Ela nos mantém alerta para todas as possibilidades, desde sermos enganados até a de criarmos os mais surpreendentes milagres. Humildade é o fruto do auto-respeito: uma pessoa humilde nunca teme perder. Para isso precisamos sempre ir para dentro de nós mesmos. Nada e ninguém podem nos tirar esse recurso.

Humildade nasce da segurança interna, nos deixa prontos a comunicar, cooperar com novos pensamentos e idéias. É a prova da maestria de ter conquistado o “eu” e “meu” limitados que anulam o respeito e a amizade. Nós devemos ser tutores, não donos. A posse automaticamente cria o medo de perder. Ser um tutor nos dá entendimento que nada e ninguém é nosso. Paradoxalmente, ao renunciar tudo, recebemos tudo. O que precisarmos virá até nós, mais cedo ou mais tarde. Há o suficiente para todos.

A atitude de ser um tutor significa que economizamos uma grande quantidade de energia mental e emocional, uma vez que tempo não é desperdiçado em cálculos egoístas ou manipulações espertas. Com a atitude de ser um tutor nos tornamos mestres. Um mestre trabalha com os princípios eternos do universo. Ele é humilde e auto-suficiente, mantém equilíbrio e harmonia.

A maior humildade de todas é reconhecer e aceitar que existem leis além daquelas dos seres humanos e que não somos o padrão do universo. Os princípios eternos protegem e governam o bem-estar de todas as formas de vida. Quando nos alinhamos com as verdades eternas, encontramos a liberdade, nosso caminho. Alinhamento às leis divinas não nos limita ou anula. Ao contrário, as leis eternas são o meio que permitem a expressão completa do indivíduo. Não há transgressão, uma vez que respeito é sempre dado à individualidade dos outros. A harmonia é mantida.

Com humildade reconhecemos o direito que todas as coisas têm de existir; existir em liberdade e existir em felicidade. Este direito inato é uma lei imortal. Subserviência nos relacionamentos ou aos objetos materiais é resultado do medo; medo de sermos nós mesmos; a falta de coragem de enfrentar, de mudar, de mover numa outra direção. Auto-respeito nos libera do medo e da dependência. Quando não pensamos profundamente o suficiente por nós mesmos, nos tornamos subservientes às opiniões sociais e às pessoas com as quais interagimos.

Humildade traz introspecção, começamos a examinar as emoções que nos limitam. Abre a porta para o autoconhecimento. À medida que crescemos em autoconhecimento, crescemos em auto-estima. Com essa estabilidade interior não há medo do que é diferente. Não há desejo de controlar pessoas ou situações. Sabemos que as coisas certas irão acontecer da forma correta, no tempo certo. Humildade é a outra face do auto-respeito. Quanto maior a humildade, maior o auto-respeito. Nada e ninguém são uma ameaça. Nós somos livres.

(Brahma Kumaris)
(Somos Todos Um)

O Homem de Bem

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.

Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.

Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a demência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado." Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.

Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.

O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.) Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.

Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.


(Allan Kardec)

Pensando no bem comum...

Sr. Raul, homem probo, que sempre lutara contra uma enfermidade incurável, estava no quintal da sua casa em cidade litorânea, fazendo um buraco no solo a fim de plantar uma muda de mangueira, quando uma vizinha que o observava por cima do muro perguntou:

Sr. Raul, o senhor já está em idade avançada e não ignora que a enfermidade pode levá-lo a qualquer momento.

Assim sendo, sabe que não comerá mangas dessa mangueira. Por que tanto esforço em plantá-la?

Aquele homem simples pensou um instante, olhou para a vizinha e respondeu com sabedoria:

Até hoje como mangas que nunca plantei.

A resposta curta traz em si mesma grande conteúdo que vale a pena ser meditado.

Se todos agíssemos como o Sr. Raul, certamente o mundo teria outra feição em pouquíssimo tempo.

Quantas coisas nos beneficiam sem que tenhamos tomado parte nelas.

Quantas frutas saborosas temos comido sem que tenhamos plantado as árvores que as produzem.

Quanta sombra temos aproveitado de árvores frondosas que jamais plantamos.

Quantos acidentes são evitados porque alguém passa, percebe o buraco na estrada, e trata de sinalizá-lo para os que virão em seguida.

Quantos medicamentos aliviam nossas dores sem que sequer saibamos quem os elaborou.

Quantas atitudes louváveis de criaturas que pensam mais nos outros que em si mesmas.

Ghandi sabia que não desfrutaria de uma Índia livre do jugo da Inglaterra, mas lutou por libertá-la pensando nos seus irmãos.

Martin Luther King Junior sabia que seu sonho estava distante da realização, mas deu a vida para que suas ideias pudessem beneficiar brancos e negros.

Albert Schweitzer não pensou em si mesmo quando abandonou a vida de conforto e opulência para se embrenhar na selva africana e ajudar os nativos, desinteressadamente.

Madre Teresa de Calcutá não hesitou em abandonar a vida confortável do convento para auxiliar seus irmãos a sorver as gotas de sofrimento, em nome do amor.

Marie Curie foi vítima da radioatividade, mas contribuiu grandemente com a Humanidade nas pesquisas que empreendeu sobre o elemento rádio.

Em momento algum essas criaturas pensaram em si mesmas, mas tão somente no benefício que seu esforço poderia trazer para os demais.

Como Madame Curie, outros tantos cientistas passam anos enclausurados em seus laboratórios em busca de novas fórmulas para aliviar as dores da Humanidade inteira.

Agir dessa forma é agir com altruísmo. É não ser egoísta. É pensar no bem comum ao invés de pensar somente em si.

Quando todos nós pensarmos assim, estaremos preparados para contemplar um mundo melhor. Um mundo construído por todos e para todos, como verdadeiros irmãos.

A Justiça Divina conduz aos nossos lábios a taça que nós próprios envenenamos e igualmente leva aos nossos olhos as maravilhas que houvermos semeado em nossa estrada evolutiva.

Na esteira do progresso e através da reencarnação receberemos de conformidade com as nossas obras.

Amiga eterna

A solidão... Ela não tinha mais do que reclamar; possuía algo que era só seu, que ninguém iria jamais ter igual um dia... Tinha a solidão.
E não era uma posse qualquer! Era especial por ser somente sua e ser tão ampla, tão interior, tão autoritária. Nunca a deixava sozinha; não! Era extremamente companheira. Bastava estender o braço, e ela ali estaria. Para ser honesta, às vezes, a companheira afastava-se um pouco; no entanto, era fácil reencontrá-la perto da cama, quando ficava olhando a montanha pela janela.
Ela adorava esconder-se no quarto; assim, a menina tinha de ir até lá para ter sua companhia. Ia até ela, a fim de falar ou transmitir pensamentos à companheira. Ou mesmo para escrever para ela. Talvez porque sentisse sua falta... Talvez porque já estivesse acostumada à sua eterna presença...
O combinado, então, era este: ir ao quarto para procurá-la. Mas era importante ir sozinha. Se ligasse o rádio, em alto volume, e deixasse que o som penetrasse, aí já era tarde! A solidão amiga era, além de tudo, tímida! Nem aparecia; era inútil esperar. Não vinha, mesmo que a porta estivesse aberta. Não entrava mesmo e pronto!
Quase todas as tardes ou durante as noites, a menina esperava-a. Ela facilmente se aproximava; ouvia a amiga e fazia-lhe companhia. A menina, entretanto, ficava dividida, pois achava que deveria haver outro mundo... Talvez existissem outros amigos lá fora...
A solidão não gostou de saber desses pensamentos da menina. Queria que só a conhecesse; era realmente muito egoísta e egocêntrica a moça! Começou a se afastar, e a menina, desconhecedora de outro mundo, sentiu-se mais só. Por dias, a companheira fez greve e não apareceu no pequeno quarto. A menina, esperançosa, aguardou-a por muito tempo. Nada substituía a amiga. Como sentia sua falta!
Então, teve uma ideia e resolveu pegar a amiga de jeito. Esquematizou um plano. Imaginou-se outra e fantasiou acontecimentos bem reais. Levou o aparelho de som e a esperança para dentro do quarto. O sonho foi correndo atrás dela. A menina trancou a porta e escutou músicas por muitas horas.
Aí, de repente, a solidão - cabisbaixa - apareceu, mexendo na maçaneta. A menina já imaginava quem estava do outro lado da porta... E, ao abrir e rever a amiga antiga, ela sorriu. A solidão entrou e, num gesto rápido, a garota apagou a porta do cômodo. Com agilidade, apertava e esfregava a borracha. Sumiu todinha!
A amiga não entendeu direito aquele gesto, pois enxergava a janela... De que adiantava prendê-la por uma e deixar a outra aberta? Mas a menina sorria; sabia que não poderia apagar a janela. Esta não!
Aumentou o volume da música, continuou com sua imaginação real e levou suave-mente a amiga à janela. Mostrou-lhe a linda paisagem que as duas podiam contemplar dali. A janela ficaria ali, sempre aberta, para que, um dia, as duas pudessem alçar voo, como as gaivotas. Juntas.
Voariam juntas, com a mala recheada de amor, de esperança, de sonhos e de realizações. Iriam, pela primeira vez, voar realmente.

Na Razão De Meu Ser

Na razão de meu ser
Não sei o que sou
Sei o que sou
Sei que devo amar
O outro mesmo se nada for
Se eu nada for?
Amarão-me também?
De qualquer maneira
Talvez me amem como uma...
Afetuosa e delicada flor
Ou como um mecânico...
E sistemático robô
Um objeto de ódio ou amor
Sabendo quem sou
Para que vim
Lutando e caminhando para onde...
Melhor devo ir
Sabendo o necessário para sorrir
Para mim, todos, o mundo...
Nos olhos de todos li
Eu, ele, eles, nós, monstro feroz!
A ponto de trucidar a si
A mim, a ti
Não sabendo a verdade
Feri-me, feriu, feriram-me!
Na busca incessante do utópico...
Mundo perfeito aprendi...
A aprender, desaprender...
Ensinar, a viver e a matar!
Se, fico só, vivo bem!
Se por ventura acompanhado fico
Mal vivo, pois sou por natureza...
Racional, mas não antes de ser animal...
Como todos na arca
Sem diferença, há não ser uma alma...
Uma vida eterna e calma
No privilégio da talvez
Verdadeira áurea
Que alumia toda grande área
Terrestre ou não
Fora ou dentro de nosso caminho das almas
De nosso rio celeste
Onde habita o Sol do leste
E se plantam Ciprestes
Na madrugada de meu eu
Choveu no meu sonho choveu
Fazendo de tudo por mim
E para aqueles que não sou eu
A razão de meu viver
É o simplesmente já conhecido
Pela sua complexidade
O amor às vezes denominado “bandido”
Não apenas amor
Mas sim o amor do amor
O amor pela vida, minha vida...
Meus interesses de ajudar
Os meus irmãos
Amor
Palavra pequena
Que faz grandes obras
Ou pulveriza as já feitas...
Por ela própria
Não vim ao mundo para salva-lo
Mesmo porque sou humano...
Antes de qualquer coisa
E além do mais
Para isto já veio meu irmão e amigo...
Do peito Jesus Cristo
Não vim destruir o mundo
O meu Pai já fez isto uma vez...
E só Ele o fará novamente
Não vim consertar o mundo
Pois o homem é imperfeito...
Em si só
E mesmo assim, muitos não...
Terão concertos, também por si só
Isto é privilégio daqueles
Que seguiram o seu coração
Guiados por Deus
Tudo vai de mal a pior
E ainda me julgo cada vez menor
Na minha egoísta superioridade
De ser jovem e de ter mais idade
Vim para este mundo
Sujo, sanhoso e ambicioso...
Para apenas observdentro de nosso caminho das almas
De nosso rio celeste
Onde habita o Sol do leste
E se plantam Ciprestes
Na madrugada de meu eu
Choveu no meu sonho choveu
Fazendo de tudo por mim
E para aqueles que não sou eu
A razão de meu viver
É o simplesmente já conhecido
Pela sua complexidade
O amor às vezes denominado “bandido”
Não apenas amor
Mas sim o amor do amor
O amor pela vida, minha vida...
Meus interesses de ajudar
Os meus irmãos
Amor
Palavra pequena
Que faz grandes obras
Ou pulveriza as já feitas...
Por ela própria
Não vim ao mundo para salva-lo
Mesmo porque sou humano...
Antes de qualquer coisa
E além do mais
Para isto já veio meu irmão e amigo...
Do peito Jesus Cristo
Não vim destruir o mundo
O meu Pai já fez isto uma vez...
E só Ele o fará novamente
Não vim consertar o mundo
Pois o homem é imperfeito...
Em si só
E mesmo assim, muitos não...
Terão concertos, também por si só
Isto é privilégio daqueles
Que seguiram o seu coração
Guiados por Deus
Tudo vai de mal a pior
E ainda me julgo cada vez menor
Na minha egoísta superioridade
De ser jovem e de ter mais idade
Vim para este mundo
Sujo, sanhoso e ambicioso...
Para apenas observar e cuidar de um
Ou de outro ser humano
Não revelarei mais nada
Mas mostrarei o caminho e a estrada
Cuide de sua vida
E que Deus abençoe o destino seu