Mensagens Perfeitas

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Metáfora do Executivo e o Pescador

Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.
O executivo chega perto e diz:
- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?
O pescador:
- Tudo bem, doutor.
O executivo:
- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?
- Como assim? - Respondeu o pescador.
- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto - disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.
- Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? - Perguntou calmamente o pescador.
- Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa...
- Mas isso eu já tenho hoje!
- Respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.

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O cavalo e seu cavaleiro

Era uma agradável manhã de primavera quando um jovem rico saiu para dar uma volta no seu novo cavalo. Infelizmente, embora não soubesse, ainda era quase selvagem. Assim que sentiu o cavaleiro sobre a sela, o animal pôs as orelhas para traz e disparou à toda pela pista calma.

Em vão, o jovem cavaleiro tentou controlar sua montaria. O animal não obedecia. Tudo o que o homem podia fazer era lançar os braços ao redor do pescoço do animal e se segurar da melhor maneira possível.

Onde você vai com tanta pressa? - gritou um amigo do cavaleiro, enquanto se punha em segurança numa vala.

-- Como vou saber? - gritou o jovem, enquanto era levado. Não sou eu quem está no controle. É melhor perguntar ao cavalo.

MORAL: Temos de saber ao certo quem está no comando.

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Agenda da Felicidade

O sorriso...
é o cartão de visita das pessoas saudáveis.

Distribua-o gentilmente.

O diálogo...
é a ponte que liga as duas margens, do eu à do tu.

Transmite-o bastante.

O amor...
é a melhor música na partitura da vida.

Sem ele, você será um eterno desafinado.

A bondade...
é a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado.

Plante estas flores.

A alegria...
é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.

Esbanje-o, o mundo precisa dele.

A paz da consciência...
é o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade.

Viva em paz consigo mesmo.

A fé...
é a bússola certa para os navios errantes,
incertos, buscando as praias da eternidade.

Utilize-a.

A esperança...
é o vento bom enfunando as velas do nosso barco.

Chame-o para dentro do seu cotidiano.

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Quem me dera...

Que todo final de semana fosse carnaval
Que toda sexta-feira tivesse festa
Que todo ser humano fosse sincero
Que todo homem fosse digno
Que todo marido fosse fiel
Que todo namorado fosse carinhoso
Que toda amiga fosse verdadeira
Que todo mundo fosse feliz
Que toda chuva fosse de verão
Que todo livro tivesse final feliz
Que toda família fosse unida
Que todo problema tivesse solução
Que toda viagem fosse incrível
Que toda decisão fosse fácil
Que toda nuvem fosse de algodão doce
Que dinheiro nascesse em árvores
Que os adultos tivessem a pureza das crianças
Que toda praia fosse deserta
Que toda carta fosse de amor
Que todo pai fosse companheiro
Que toda mãe fosse compreensiva
Que cada estrela fosse um desejo a realizar
Que todo sonho fosse doce
Que a única escola fosse a vida
Que toda esperança fosse real
Que toda luta fosse justa
Que o único vício fosse a alegria
Que toda lua fosse cheia
Que todo amor fosse eterno...

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Aflição Vazia

Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.
Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.

No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.

Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranqüila.

Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária...

Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.

Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.

Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.

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Adversários

Respeita os adversários
e honorifica-lhes as qualidades
com o melhor apreço.

As forças
que não te protegerem
os inimigos
não te prestarão
amparo algum.

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Em busca da felicidade

Passamos a vida em busca da felicidade.

Procurando o tesouro escondido.
Corremos de um lado para o outro esperando descobrir a chave da felicidade. Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva num passe de mágica. E achamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes. E, assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa para serem felizes. Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes. Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes e outros trabalham além do normal para serem felizes.

Uma busca infinda.
Anos desperdiçados.

Nunca a lua está ao alcance da mão, nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto. Sombras, lágrimas. Nunca estamos satisfeitos. Mas, há uma forma melhor de viver! A partir do momento em que decidimos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou ao fim. É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa. E jamais está à venda. Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para ter alegria, estamos fadados à decepção.

A felicidade não tem nada a ver com conseguir.

Consiste em satisfazer-nos com o que temos e com o que não temos. Poucas coisas são necessárias para fazer feliz o homem sábio, ao mesmo tempo tem que nenhuma fortuna satisfaria a um inconformado. As necessidades de cada um de nós são poucas. Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer, alguém a amar, alguma coisa a esperar, seremos felizes. Saiba: A única fonte de felicidade está dentro de você, e deve ser repartida. Repartir suas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo.

Desejo muitas Felicidades!

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Girassóis

O que houve com sua cabeça? Fernanda nem se lembrava mais. Doía, latejava, como se mil tambores estivessem lá dentro, tocando, tocando. Como se o surdo da fanfarra, num desfile de Sete de Setembro, tivesse se instalado no seu cérebro, sem a menor cerimônia...
Recordou as manhãs coloridas de sol quente, dos desfiles de Sete de Setembro.
Ela tocava na fanfarra, enluvada, orgulhosa... Velhas e doces lembranças do Colégio da São José, com o famoso sagú da Irmã Benigna nas manhãs de gincanas.
De repente, lembrou-se: hoje é Sábado! Jorginho, ao seu lado, dormia profundamente, a boca aberta... uma saliva grossa corria lentamente do canto de sua boca.
Levantou-se, devagar, sentindo tontura. Foi até a cozinha preparar um café. Por toda a parte, vestígios da festa da noite anterior: garrafas vazias de vodka no chão da sala, papéis imundos no banheiro, resíduos de preparativos das drogas que todos, exceto ela, tinham usado e abusado...
Fernanda sorriu. Sessenta e dois dias limpa.... só por hoje. As únicas coisas das quais gostava, em todo esse apartamento repulsivo, estavam penduradas no teto, nas janelas, no armário do banheiro... por todo canto, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando elato, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando ela mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizess mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizesse. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe e. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe que avisasse a mãe de sua decisão, ela ainda não tinha coragem de olhar para seus olhos cansados...
Na manhã clara de sol e Sábado, ninguém entendia por que aquela moça ria, mochila nas costas e um girassol nas mãos.
A caminho da Rodoviária. Ou melhor, no caminho de volta à vida.

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O Alimento Espiritual

O professor lutava na escola com um grande problema.
Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.

Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento.

Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência.

Esqueciam-se dos bons livros.

Zombavam dos bons conselhos.

O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita.

Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geléias misturadas com fel e pimenta.

Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:

- Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento.

Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada.

Os alunos retiraram-se cabisbaixos.

E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor.

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Onde está?

Onde está aquele seu jeito alegre,
seu jeitinho feliz que cativava
todas as pessoas?

Onde está aquele seu sorriso,
é, aquele mesmo que me encantou
para sempre e me fez seu mais fiel amigo?

Onde está sua vida,
que conseguia fazer de uma segunda-feira,
quase que um final de semana?

Será que tudo isso acabou?
será que por causa de um ser insignificante
você resolveu perder o que tinha de melhor?

Você é forte, você é bela,
não merece sofrer por tão pouco
não mergulhe no poço lodoso da depressão
nem ande pelo sombrio vale das lágrimas desnecessárias

Reaja, levante a cabeça e diga:
Eu não aceito isso!
e tudo vai mudar,

As lágrimas se tornarão em sorriso
a tristeza dará lugar a alegria
e a vida voltará a existir em você.

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Sofrimento

Mais uma vez estou escrevendo o meu sofrimento por um relacionamento que terminou. Tentei de tudo para não acabar, só que o amor não depende apenas de uma pessoa, precisa que as duas estejam sintonizadas. Eu estava realmente gostando muito dela, como jamais gostei de ninguém na minha vida, mas acabou. Eu estava muito feliz com tudo que estava acontecendo na minha vida, estava tudo entrando nos eixos, os negócios começavam a dar sinais de recuperação, a família estava mais unida do que nunca e o amor estava indo de vento em poupa, só que de repente tudo desmoronou, me vi sem saber aonde me apoiar, no momento não sei o que fazer da minha vida sem esta mulher, já pedi a tudo e a todos uma ajuda para conseguir reconquistar esta mulher, mas, o problema não era de conquistar ou não, o problema era muito mais sério, o amor dela havia acabado. E porque eu não consegui enxergar isso antes? Simplesmente porque eu estava muito apaixonado. Talvez eu pudesse ter mudado alguma coisa. Mas não tivemos tempo nesta relação, se morássemos na mesma cidade isso já teria acontecido a muito mais tempo e eu não teria sofrido tanto como estou sofrendo.
Senti na pele o que todo mundo fala, que a pior coisa numa relação e a perda de tesão, isso me matou, cansei de dar conselhos para amigas sobre o assunto, mas não soube perceber isto na minha relação.Este meu amigo computador, meu companheiro de desabafos, poderia muito bem responder algumas questões para mim, ai sim seria perfeito, como por exemplo:O que será de mim daqui pra frente? Será que vou conseguir chegar a felicidade? Será que vou encontrar alguém esteja disposta a viver comigo o resto da minha vida?
Puxa, aturei tanta coisa nesta relação, deixei tanta coisa pra trás só pra não machucar e o máximo que consegui foi ouvir que sou legal, sou gente boa e uma companhia agradável, antes eu tivesse sido o contrário, antes eu tivesse alugado aquele apartamento com ela, mas acho que não iria adiantar.
Olha vou ficar de novo rodando atrás de uma pessoa legal e que me ame, mas juro nunca mais me entregar a uma paixão sem antes perceber que ela esta disposta a se entregar também, dei a ela todo o meu amor e o meu prazer a tratava como uma rainha, e o pior foi ouvir da boca dela que até o beijo nosso era sem sal, que nós não dávamos mais aqueles beijos bons.
Eu vou ficar aqui sofrendo, tomara que não seja por muito tempo como foi da ultima vez, mas eu garanto que ela vai ficar grudada em meu coração e que vai ser difícil alguém substituir o que ela foi para mim. Realmente eu fui um bosta, não consegui fazer com que uma mulher gostasse de mim, acho que foi melhor assim, antes que eu pudesse tomar um chifre, pelo menos nisto ela foi sensata.
Porque que a gente não gosta de quem realmente gosta de gente, juro que a partir de hoje nunca mais vou sofrer por uma mulher, e muito ruim, não quero desejar isso para ninguém e acho que agora sim eu sei qual vai ser o meu futuro...

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Desculpa... foi mal...

Me desculpa se sem querer,não dei atenção a você,
E o fiz esperar por um tempão em vão,
Você que esteve comigo me amparando nas horas difíceis, que mal me conhece mas fala que sou uma pessoa incrível...
Me desculpe... foi mal ... aliás... muito mal...

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A Morte

Sujos sentidos no escuro
Brisa leve
Rosto pálido

Um grito se escuta
Mas o mundo está só!

Na imensidão
O infinito parece te olhar
E o mar, que de longe se avista
Bate ondas com o vento.

De repente...
Uma luz estranha aparece
Tudo paralisa
E os olhos congelam

Nada faz sentido
Perante o juízo

Um tremor começa a aparecer
E os olhos lacrimejantes
Parecem esperar uma resposta.
Resposta esta que secidirá o que exatamente não foi descoberto:
Uns dizem ser o bem e o mal
Eu acredito que será o final
Mas o que podemos dizer sobre isto??

Os sonhos desapareceram
Palavras não são escutadas
Gestos não são vistos
O corpo vira apenas um detalhe
E o coração já não bate mais.

Penar em acordar?
Creio que não será possível.
O que sei ou o que penso saber,
É que não seremos nós a decidir
A vontade dele é maior!!

Somos loucos incompreendidos
A procura da salvação
E acabamos pedindo perdão,
Mas já é tarde de mais...
Preferimos acreditar que somos imortais
E que o mundo é nosso
E nos esquecemos do grande criador
Que nos deu o poder de achar ser o melhor
Nos deu o poder da vida
e quem sabe também tirou...
Nos deu um castigo
Do qual não entendemos o que seje..
Apenas esperamos e vivemos da maneira que achamos ser certa.
Aguardando o momento em que poderemos dizer:
Estou Pronto

E aí...
Ah!!! Não tem como escapar
É ela que vem chegando
Para nos dizer que chegou a hora de ir embora...
E quando simplesmente dizemos adeus ao mundo...

BERROS, SUSPIROS, SOLUÇOS E LÁGRIMAS

E tudo se acaba...
Sem lógica...
Só por acabar...

Isso é o que chamamos de...
MORTE

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Indeciso

Não sei se a é culpa minha ou se o encanto é maior que todas minhas defesas...
Não sei se sou um grande idiota ou um pequeno apaixonado...
Não sei se é real por ser tão difícil ou apenas um sonho por ser tão mágico...
Não sei se vou em frente ou se escolho uma esquina e tento a sorte...
Não sei se desejo muito ou se o cupido me pegou de jeito...
Não sei se desisto às vezes ou venho a falecer momentaneamente...
Não sei se sofro ou se resisto...
Não sei se sou invulnerável no ataque ou resistente na defesa...
Não sei se o pior é mudar de idéia ou não tê-la para mudar...
Não sei se é pelo medo de diminuir que às vezes deixo de crescer...
Não sei se é por crescer muito que deixo de viver de acordo com a vida...
Não sei se acabou cedo demais ou durou tempo suficiente para tornar-se inesquecível...
Não sei se estou só ou se apenas sinto sua falta diante de todo mundo...
Não sei se resisto à essa tentação ou se jamais haverá uma outra chance...
Não sei se te amo...

Só sei que a vida se vive para frente mas se entende para trás...
Só sei que quanto mais alto estou mais dificuldade tenho em manter o equilíbrio...
Só sei que nenhuma certeza fatal é pior que a dúvida ameaçadora...
Só sei que o pior não é falhar, é jamais ter tentado...
Só sei que sou apenas o que as circunstâncias me permitem ser, e não o que eu gostaria...
Só sei que é melhor o pouco na memória do que o muito no esquecimento...
Só sei que nunca se deve andar por caminhos já traçados porque eles levam somente até onde os outros já alcançaram...
Só sei que ser forte não é destruir, e sim resistir...
Só sei que o destino une e separa as pessoas, mas nada é tão forte que faça esquecer alguém tão especial...
Só sei que uma grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos...
Só sei que o que realizamos nunca é tão belo quanto às que sonhamos...
Só sei que às vezes acontece coisas tão belas que nunca pensamos em sonhá-las...
Só sei que o tempo é longo demais para quem sofre e curto demais para quem desfruta... e eterno para quem ama...
Só sei que não consigo tirar da cabeça o que não sai do coração...
Só sei que no fim de tudo dá certo, se não deu é porque ainda não chegou o fim...

Só sei que te amo...

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Esquecer não custa nada!

Sabe,eu tentei de tudo...
Tentei ser a mulher que você sonhou, tentei ser a amiga, a confidente, a aliada...
Tentei de todas as formas, não perder você, mas sei que é tarde demais.
Sei o quanto errei, e sei que te magoei mais do que o que seria tolerado...
Sou humana somente... e esquecer não custa nada.
Ninguém deixa de ser o que é, e como é da noite pra o dia...
Sei que seu amor foi real, mas me desculpe pelo meu, ele não foi tão forte como eu te falava.
Deixei você acreditar que te amaria pra sempre, por medo de perder sua amizade...
Sinto muito pelo mal que eu te fiz!
Mas não se deixe abater por uma pessoa como eu...
Você é muito melhor do que isto.
Siga em frente, e encontre seu verdadeiro amor...
A mim resta somente a esperança de que um dia você me perdoe, e aceite a minha amizade...
Esta eu te garanto: É sincera!

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