Mensagens Perfeitas

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Dona Felicidade

Dizem que Dona Felicidade mora longe dos sonhadores, mas não é verdade não!
Dona Felicidade mora sempre onde colocamos os nossos sonhos.

Uns, colocam seus sonhos em lugares muito altos, imaginam que ser feliz é possuir
tudo, outros, já calejados pela vida e pelas lutas do dia a dia, aprenderam
a colocar seus sonhos em lugares próximos, buscando realizar apenas um sonho
de cada vez.

Dona Felicidade, ao contrário do que dizem as más línguas, não é exigente, não
é "madame esnobe" que se esconde do povo, pelo contrário, Dona Felicidade é
simples e muito humilde, é tão simples e tão humilde que as vezes está bem na
nossa cara e não a enxergamos.

Quantas pessoas passam uma vida inteira procurando por ela e ela está bem na
frente de seus narizes.

Mas, tem uma coisa, Dona Felicidade exige que cada pessoa que deseja realmente
encontrá-la, vá pessoalmente procurá-la, aí daqueles que entregam a sua felicidade
na mão dos outros, aí daqueles que esperam que outras pessoas venham trazer
a felicidade para suas vidas.

Pobre daqueles que investem as suas vidas em tentar mudar alguém, em consertar
uma pessoa, em julgar outras...

Dona Felicidade está sentada à sua frente, está pertinho de você, basta enxergar
a vida com a lente da simplicidade, dar o primeiro sorriso (afinal Dona Felicidade
é muito alegre), dar o primeiro passo para se libertar de qualquer tipo de escravidão
(Dona Felicidade é a própria liberdade), parar de ser a vítima infeliz (Dona
Felicidade não acredita em vítimas, acredita em ação e reação).

Por fim, Dona Felicidade manda um recado para você que por qualquer motivo esteja
sofrendo, esteja triste, desanimado da vida: "o tempo é o melhor remédio e melhor
conselheiro" para qualquer situação, não julgue, deixe o tempo trazer a resposta.

Enquanto isso, lute pela sua felicidade, lembre-se que você é a parte mais importante
de sua vida e muito importante para a própria vida.

Sorria !!!

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Metáfora do Executivo e o Pescador

Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.
O executivo chega perto e diz:
- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?
O pescador:
- Tudo bem, doutor.
O executivo:
- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?
- Como assim? - Respondeu o pescador.
- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto - disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.
- Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? - Perguntou calmamente o pescador.
- Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa...
- Mas isso eu já tenho hoje!
- Respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.

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Agenda da Felicidade

O sorriso...
é o cartão de visita das pessoas saudáveis.

Distribua-o gentilmente.

O diálogo...
é a ponte que liga as duas margens, do eu à do tu.

Transmite-o bastante.

O amor...
é a melhor música na partitura da vida.

Sem ele, você será um eterno desafinado.

A bondade...
é a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado.

Plante estas flores.

A alegria...
é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.

Esbanje-o, o mundo precisa dele.

A paz da consciência...
é o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade.

Viva em paz consigo mesmo.

A fé...
é a bússola certa para os navios errantes,
incertos, buscando as praias da eternidade.

Utilize-a.

A esperança...
é o vento bom enfunando as velas do nosso barco.

Chame-o para dentro do seu cotidiano.

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Onde está?

Onde está aquele seu jeito alegre,
seu jeitinho feliz que cativava
todas as pessoas?

Onde está aquele seu sorriso,
é, aquele mesmo que me encantou
para sempre e me fez seu mais fiel amigo?

Onde está sua vida,
que conseguia fazer de uma segunda-feira,
quase que um final de semana?

Será que tudo isso acabou?
será que por causa de um ser insignificante
você resolveu perder o que tinha de melhor?

Você é forte, você é bela,
não merece sofrer por tão pouco
não mergulhe no poço lodoso da depressão
nem ande pelo sombrio vale das lágrimas desnecessárias

Reaja, levante a cabeça e diga:
Eu não aceito isso!
e tudo vai mudar,

As lágrimas se tornarão em sorriso
a tristeza dará lugar a alegria
e a vida voltará a existir em você.

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A Nossa!

A todas as vozes que desaprenderam preces, ou mesmo que jamais aprenderam. A todas
as solidões individuais ou partilhadas, gritadas, colhidas ou caladas, nos corações e nas
almas. A todas as buscas que levaram a encontros, perdas ou abandonos. A todos os
silêncios de gestos e palavras que encobriram impossibilidade, refúgios, medos ou
ausências. E, principalmente, aqueles que disseram mais do que palavras. A todos os
braços e abraços que acolheram, aqueceram e ampararam, nos momentos em que a perda
já parecia certa e o abandono das forças de luta era aparentemente a única possibilidade
de resposta. Aos sorrisos esboçados ou assumidos que coloriram os rostos e enfeitaram o
mundo. A todas as crianças crescidas e pequenas que viveram momentos de descoberta e
não morreram para o aprender. A todo o Amor que nasceu e morreu, mas que teve seu
espaço de cor, força e brilho nas faces, corações e corpos. A todas as músicas e versos
que os artistas, ou não, exprimiram com suas emoções e nos ajudaram a compreender e
comunicar melhor as nossas. A toda voz ou carícia que não se negou, que ouviu o apelo e
respondeu com sua existência, sua expressão sua proximidade. A todas as orações
desesperadas, suplicantes ou agradecidas. A todos os "becos sem saídas" que deram em
novos caminhos e em outras possibilidades. A todos os desesperos que tiveram a
grandeza de pedir ajuda e dar a enorme descoberta de serem conhecidos na partilha e no
calor de um olhar, talvez perplexo, mas acolhedor. A toda a vida que se omitiu ou ousou,
que se transformou ou paralisou no tempo do medo. A todo o medo que a coragem
permitiu viver, e que a força não deixou que imobilizasse o gesto, e levou aos passos mais
adiante e aos caminhos mais além de antes do ontem. A todos aqueles que, disponíveis
para o novo, o invasivo, o ensaio, percorreram com seus olhos linhas como estas somando
as nossas, as suas vivências, indagações e descobertas e fazendo com isto que
amontoados de palavras se vestissem de significados, dedico esta mensagem como uma
liberdade de aproximação e um enorme desejo de que a busca de cada um não cesse
nunca, seja ela qual for, por mais que mudem as respostas ou que por vezes, nos desanime
a ausência delas. Um brinde aos encontros, que neste espaço de vida, puderam
acontecer...

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A Morte

Sujos sentidos no escuro
Brisa leve
Rosto pálido

Um grito se escuta
Mas o mundo está só!

Na imensidão
O infinito parece te olhar
E o mar, que de longe se avista
Bate ondas com o vento.

De repente...
Uma luz estranha aparece
Tudo paralisa
E os olhos congelam

Nada faz sentido
Perante o juízo

Um tremor começa a aparecer
E os olhos lacrimejantes
Parecem esperar uma resposta.
Resposta esta que secidirá o que exatamente não foi descoberto:
Uns dizem ser o bem e o mal
Eu acredito que será o final
Mas o que podemos dizer sobre isto??

Os sonhos desapareceram
Palavras não são escutadas
Gestos não são vistos
O corpo vira apenas um detalhe
E o coração já não bate mais.

Penar em acordar?
Creio que não será possível.
O que sei ou o que penso saber,
É que não seremos nós a decidir
A vontade dele é maior!!

Somos loucos incompreendidos
A procura da salvação
E acabamos pedindo perdão,
Mas já é tarde de mais...
Preferimos acreditar que somos imortais
E que o mundo é nosso
E nos esquecemos do grande criador
Que nos deu o poder de achar ser o melhor
Nos deu o poder da vida
e quem sabe também tirou...
Nos deu um castigo
Do qual não entendemos o que seje..
Apenas esperamos e vivemos da maneira que achamos ser certa.
Aguardando o momento em que poderemos dizer:
Estou Pronto

E aí...
Ah!!! Não tem como escapar
É ela que vem chegando
Para nos dizer que chegou a hora de ir embora...
E quando simplesmente dizemos adeus ao mundo...

BERROS, SUSPIROS, SOLUÇOS E LÁGRIMAS

E tudo se acaba...
Sem lógica...
Só por acabar...

Isso é o que chamamos de...
MORTE

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Adversários

Respeita os adversários
e honorifica-lhes as qualidades
com o melhor apreço.

As forças
que não te protegerem
os inimigos
não te prestarão
amparo algum.

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Quem me dera...

Que todo final de semana fosse carnaval
Que toda sexta-feira tivesse festa
Que todo ser humano fosse sincero
Que todo homem fosse digno
Que todo marido fosse fiel
Que todo namorado fosse carinhoso
Que toda amiga fosse verdadeira
Que todo mundo fosse feliz
Que toda chuva fosse de verão
Que todo livro tivesse final feliz
Que toda família fosse unida
Que todo problema tivesse solução
Que toda viagem fosse incrível
Que toda decisão fosse fácil
Que toda nuvem fosse de algodão doce
Que dinheiro nascesse em árvores
Que os adultos tivessem a pureza das crianças
Que toda praia fosse deserta
Que toda carta fosse de amor
Que todo pai fosse companheiro
Que toda mãe fosse compreensiva
Que cada estrela fosse um desejo a realizar
Que todo sonho fosse doce
Que a única escola fosse a vida
Que toda esperança fosse real
Que toda luta fosse justa
Que o único vício fosse a alegria
Que toda lua fosse cheia
Que todo amor fosse eterno...

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Indeciso

Não sei se a é culpa minha ou se o encanto é maior que todas minhas defesas...
Não sei se sou um grande idiota ou um pequeno apaixonado...
Não sei se é real por ser tão difícil ou apenas um sonho por ser tão mágico...
Não sei se vou em frente ou se escolho uma esquina e tento a sorte...
Não sei se desejo muito ou se o cupido me pegou de jeito...
Não sei se desisto às vezes ou venho a falecer momentaneamente...
Não sei se sofro ou se resisto...
Não sei se sou invulnerável no ataque ou resistente na defesa...
Não sei se o pior é mudar de idéia ou não tê-la para mudar...
Não sei se é pelo medo de diminuir que às vezes deixo de crescer...
Não sei se é por crescer muito que deixo de viver de acordo com a vida...
Não sei se acabou cedo demais ou durou tempo suficiente para tornar-se inesquecível...
Não sei se estou só ou se apenas sinto sua falta diante de todo mundo...
Não sei se resisto à essa tentação ou se jamais haverá uma outra chance...
Não sei se te amo...

Só sei que a vida se vive para frente mas se entende para trás...
Só sei que quanto mais alto estou mais dificuldade tenho em manter o equilíbrio...
Só sei que nenhuma certeza fatal é pior que a dúvida ameaçadora...
Só sei que o pior não é falhar, é jamais ter tentado...
Só sei que sou apenas o que as circunstâncias me permitem ser, e não o que eu gostaria...
Só sei que é melhor o pouco na memória do que o muito no esquecimento...
Só sei que nunca se deve andar por caminhos já traçados porque eles levam somente até onde os outros já alcançaram...
Só sei que ser forte não é destruir, e sim resistir...
Só sei que o destino une e separa as pessoas, mas nada é tão forte que faça esquecer alguém tão especial...
Só sei que uma grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos...
Só sei que o que realizamos nunca é tão belo quanto às que sonhamos...
Só sei que às vezes acontece coisas tão belas que nunca pensamos em sonhá-las...
Só sei que o tempo é longo demais para quem sofre e curto demais para quem desfruta... e eterno para quem ama...
Só sei que não consigo tirar da cabeça o que não sai do coração...
Só sei que no fim de tudo dá certo, se não deu é porque ainda não chegou o fim...

Só sei que te amo...

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Tenho medo de morrer

Eu sou louca por você

E não vou mais te esconder no meu coração
Eu assumo essa paixão...
Faz o que quiser de mim, vai ser bem melhor assim
Quando tem que ser,
De um modo ou de outro vai acontecer...

O desejo faz a gente se entregar
Não há gestos nem palavras que disfarcem o que o corpo quer
Essas coisas aparecem num olhar
Nem fronteiras, nem muralhas nos separam do que a gente é...
De repente, você vem devagarinho
Se coloca em meu caminho
Fala coisas que eu queria ouvir
Eu nem sei se eu acredito no que eu vejo
Se é verdade aquele beijo
Se é possível tudo o que eu senti
Por favor não seja o sol de um fim de tarde
Que só vai deixar saudades
Numa noite fria e sem luar.
Eu não posso me negar pra você
Ninguém pode me impedir de viver,
Sem você não dá...
Eu não posso abrir mão de você,

É mais forte do que eu te querer,
Eu só sei te amar...

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O Alimento Espiritual

O professor lutava na escola com um grande problema.
Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.

Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento.

Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência.

Esqueciam-se dos bons livros.

Zombavam dos bons conselhos.

O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita.

Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geléias misturadas com fel e pimenta.

Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:

- Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento.

Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada.

Os alunos retiraram-se cabisbaixos.

E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor.

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Aflição Vazia

Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.
Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.

No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.

Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranqüila.

Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária...

Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.

Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.

Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.

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Desculpa... foi mal...

Me desculpa se sem querer,não dei atenção a você,
E o fiz esperar por um tempão em vão,
Você que esteve comigo me amparando nas horas difíceis, que mal me conhece mas fala que sou uma pessoa incrível...
Me desculpe... foi mal ... aliás... muito mal...

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Surtos... (Soneto)

Preciso gritar que te amo.
Quem é você? Já nos encontramos?
Desejo que mastigue meus lábios,
exijo que seja parte de mim.

De você quero o pior, o melhor nem pretendo conhecer,se me quizeres, é entender ou convencer.
Te quero longe e grudada em mim.
Por que sou assim?

Meu medo é meu maior prazer,
meu medo é te perder.
Te conheço? já brigamos?

Faça o que quizer, vou fingir que não ví,
és mulher, é de instinto fazer-me sofrer.
Aliás, nem quero te conhecer...

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Girassóis

O que houve com sua cabeça? Fernanda nem se lembrava mais. Doía, latejava, como se mil tambores estivessem lá dentro, tocando, tocando. Como se o surdo da fanfarra, num desfile de Sete de Setembro, tivesse se instalado no seu cérebro, sem a menor cerimônia...
Recordou as manhãs coloridas de sol quente, dos desfiles de Sete de Setembro.
Ela tocava na fanfarra, enluvada, orgulhosa... Velhas e doces lembranças do Colégio da São José, com o famoso sagú da Irmã Benigna nas manhãs de gincanas.
De repente, lembrou-se: hoje é Sábado! Jorginho, ao seu lado, dormia profundamente, a boca aberta... uma saliva grossa corria lentamente do canto de sua boca.
Levantou-se, devagar, sentindo tontura. Foi até a cozinha preparar um café. Por toda a parte, vestígios da festa da noite anterior: garrafas vazias de vodka no chão da sala, papéis imundos no banheiro, resíduos de preparativos das drogas que todos, exceto ela, tinham usado e abusado...
Fernanda sorriu. Sessenta e dois dias limpa.... só por hoje. As únicas coisas das quais gostava, em todo esse apartamento repulsivo, estavam penduradas no teto, nas janelas, no armário do banheiro... por todo canto, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando elato, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando ela mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizess mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizesse. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe e. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe que avisasse a mãe de sua decisão, ela ainda não tinha coragem de olhar para seus olhos cansados...
Na manhã clara de sol e Sábado, ninguém entendia por que aquela moça ria, mochila nas costas e um girassol nas mãos.
A caminho da Rodoviária. Ou melhor, no caminho de volta à vida.

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