Mensagens de Falecimento


O mundo poderia ser diferente
Se todos soubessem o que é realmente ser feliz.
Poderia ser mais alegre
Mais valorizado.
Enquanto há pessoas lutando contra o tempo
Para continuar vivendo
Outras fazem da vida um jogo
Onde ver a morte de perto
É o maior prazer...
Esperanças se tornam mais fortes
Do que doenças malignas.
Ignorância faz da dor a felicidade.
Poderia ser diferente
Se todos soubessem o que é viver em paz.
A paz é a vida recheada de felicidade.
A paz está extinta pela ignorância de muitos.
Esses "ignorantes" da vida
Nos fazem render-se ao mundo
Destruindo as poucas esperanças que restam...
Como pode filhos do mesmo PAI
Ser tão diferentes?
A falta de amor de muitos
Deprimem aqueles que ainda vivem
Em busca da paz...
É uma luta,
Da ignorância contra a paz.
Renda-se a paz
Ignore a ignorância pela vida,
Porque se todos ficarem
Na arquibancada da vida
Torcendo pela paz,
O mundo pode
Ser Diferente...

Conta uma lenda dos índios Sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:

Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Há uma coisa a fazer, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia com apenas uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura e logo partiram para cumprir a missão. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as do saco e constatou que eram verdadeiramente os formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.

- E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.

- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.

Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade de vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar. Então o velho disse:

- Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.

Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.

A lição principal é saber que somente as pessoas livres serão capazes de amá-lo como você quer e merece. Respeite também as suas vontades e voe em direção às realizações da sua vida. Tenho certeza que, ao ser livre, você encontrará pessoas felizes que adorarão voar ao seu lado.

Quando o apóstolo Paulo, por exemplo, está dando um discurso para alguns presbíteros da igreja de Éfeso, ele diz em Atos 20 que eles devem cuidar do rebanho de Deus, a igreja de Deus em Éfeso, que Deus comprou com seu próprio sangue. Isso não é notável? Deus? Com seu próprio sangue? É claro, ele poderia esmiuçar isso, ele poderia explicar só um pouco mais. Isto é, ele poderia dizer, é claro, não é o Pai Celestial, mas o Filho de Deus, Jesus, que é o próprio Deus, e por ele ser Deus, ele dá sua vida e derrama seu sangue, portanto é apropriado dizer que Deus derramou sua vida. Se você tiver que desembrulhar foi isso que ele quis dizer.

Contudo, não deixe o choque da linguagem impedir você. Esta é a ação de Deus em Cristo Jesus, no Deus-Homem. Esta não é a morte de um indivíduo humano, e nada mais. É o indivíduo humano que também era o Deus Vivo que foi pendurado naquela cruz não por ser forçado a fazer pelas circunstâncias, mas porque ele está trazendo em si mesmo todos os fios do sistema sacrificial do Antigo Testamento, aquele sistema de templo, trazendo-o para de si mesmo, todos os fios da queda, a promessa da semente da mulher vindo para esmagar a cabeça da serpente através de sua própria morte.

Levando o pecado e rudemente zombado,
Ele permaneceu em meu lugar condenado
Com seu sangue, o meu perdão ele selou!
Aleluia! que grande Salvador!

É apropriado falar do Deus que morre.

No fim da Primeira Guerra Mundial, a mais sangrenta, disparatada e estúpida guerra, muitos poetas ingleses; Wilfred Owen, Rupert Brook, mais um ou dois; escreveram algumas poesias muito comoventes sobre a selvageria da guerra. Uma das menores obras, de Edward Shillito, era chamada de “Jesus das Cicatrizes”. E o poeta termina dizendo:

“Outros deuses eram fortes, mas tu eras fraco;
Eles cavalgaram, mas cambaleaste até teu trono;
E às nossas feridas, só as feridas de Deus podem falar.
E nenhum deus possui feridas, além de ti.”

Então quando encaramos as desolações da incerteza, quando há sofrimento e agonia em nossas vidas ou no mundo, e nos perguntamos o que Deus está fazendo e não temos respostas, e relemos o livro de Jó, essa literatura sapiencial, que vimos sessões atrás, e ouvimos Deus dizendo: “Você não entende tudo”. Nós podemos agora adicionar mais uma coisa: ”Somente Deus pode falar com as nossas feridas, E nenhum deus possui feridas, além de ti.” Você pode confiar em um Deus que não é apenas soberano, mas que sangra por você. E às vezes quando não há outras respostas para sua culpa, ou seus medos, ou suas certezas, ou sua angústia, há um lugar inalterável para você ficar de pé. É o solo diante da cruz.

(D.A. Carson)
(Voltemos ao Evangelho)

Vozes e palavras, demarcando um espaço, marcando por todo infinito,
O que há para se dizer, e o que para mim já foi dito,
Palavras premeditadas, frases, e textos,
Os que machucam, nunca se cicatrizam no peito,
Há a voz que remedeia, mas nunca permanece em nossas mentes,
O que há de vagar é apenas a dor, o veneno da serpente,
Sem rumo, e dor crescente,
Desde que fui ferido pela espada do pecado alheio,
Escorre-se sangue por meu peito,
O veneno alojado em vossa boca,
É o mesmo líquido que de meu pranto tu hei de ver rolar,
E quando em um frágil momento de pranto eu similar,
Olharás para mim, com desprezo,
E sua tarefa tu pensarás Ter cumprido,
Eu estarei planejando-te um pesadelo,
À curto prazo tu sofrerás tanto quanto eu,
À longo prazo, arrependerás Ter me conhecido,
Pois minha alma não tem assassino,
Apenas há um assassino atrás de minha alma,
E da altura de meu doentio império intocável,
Zombarei de ti, enquanto esmago sua cabeça!
Coração, há muito não te possuo,
Posso viver sem ti, como sempre faço, como sempre fiz,
Sua vida, minha vida, não hei de compará-las,
Pois tu és quem quer me eliminar,
Em um momento em que eu já te eliminei!
Arremesse-se de um Arranha-céu,
Imagine a Terra como sua piedade,
Mas o mal que tu me fizeste, continuará vagando,
Sem rumo, ao me atormentar,
Não pense que de mim, a morte vai te livrar,
Pois o castigo para quem me prejudica é eterno,
Não quero te prejudicar,
Apenas quero que queime no inferno!

Não sou a morte.
Não sou a vida.
Quero a perfeição,
Mas sou apenas...
Um grande fracasso.
Penso em ser tudo.
Mas não sou nada.
Quero o dia,
Tenho apenas a noite.
penso em você, choro por você.
Mas a única coisa que encontro é...
somente a mim mesmo.

Nada me mataria mais,
se apenas ela me amasse.
Nada seria mais eficaz,
se por misericórdia inda me rejeitasse.
Não morreria mais essa minha fé,
se ao menos me apunhalasse;
mas ainda cai desgraça de pé
e morro sem que ela me falasse.
Inda viveria mais,
se a paixão não me desse jugo tão duro.
Inda assim acharia meu cais,
se soubesse que moro em seu novo futuro.
Mas ainda assim me mata,
me deixando viver sem seus olhos...
Viver sem ti de morte não passa;
flores para mim, assim, não passam de tristes abrolhos...

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrêla a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sôbre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.

"... O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão".

"Senhores Jurados, o cão permanece com o seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o Sol na sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os seus amigos sigam seu caminho: lá ao lado de sua sepultura se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes, mas em atenta observação, fé e confiança mesmo à morte ".

Este tributo foi apresentado ao júri pelo ex-senador George G. Vest ( então advogado), que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositalmente, pelo vizinho.
O fato ocorreu há um século na cidade de Warrensburg, Missouri, nos Estados Unidos da América. O senador ganhou o caso e hoje existe uma estátua do cão na cidade e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça da cidade.

Teólogos eminentes, tentando harmonizar interesses temporais e espirituais, obscureceram o problema da morte, impondo sombrias perspectivas à simples solução que lhe é própria.
Muitos deles situaram as almas em determinadas zonas de punição ou de expurgo, como se fossem absolutos senhores dos elementos indispensáveis à análise definitiva. Declararam outros que, no instante da grande transição, submerge-se o homem num sono indefinível até o dia derradeiro consagrado ao Juízo Final.

Hoje, no entanto, reconhece a inteligência humana que a lógica evolveu com todas as possibilidades de observação e raciocínio.

Ressurreição é vida infinita. Vida é trabalho, júbilo e criação na eternidade.

Como qualificar a pretensão daqueles que designam vizinhos e conhecidos para o inferno ilimitado no tempo? como acreditar permaneçam adormecidos milhões de criaturas, aguardando o minuto decisivo de julgamento, quando o próprio Jesus se afirma em atividade incessante?

Os argumentos teológicos são respeitáveis; no entanto, não deveremos desprezar a simplicidade da lógica humana.

Comentando o assunto, portas a dentro do esforço cristão, somos compelidos a reconhecer que os negadores do processo evolutivo do homem espiritual, depois do sepulcro, definem-se contra o próprio Evangelho. O Mestre dos Mestres ressuscitou em trabalho edificante. Quem, desse modo, atravessará o portal da morte para cair em ociosidade incompreensível? Somos almas, em função de aperfeiçoamento, e, além do túmulo, encontramos a continuação do esforço e da vida.

"E, se não há ressurreição de
mortos, também o Cristo não
ressuscitou."
Paulo. (1 CORINTIOS, 15:13.)

Como descrever um sentimento mais brilhante que o sol? Como falar de um amor mais forte do que a própria morte? Você eliminou a escuridão dentro de mim, venceu o meu medo, abriu os meus olhos para que eu pudesse ver a beleza da vida.

Antes de te conhecer, eu morria um pouco a cada dia, a cada desgosto, a cada desilusão. Mas quando você entrou em minha vida, foi como se eu tivesse ressuscitado. Você me deu uma vida nova, com cores que eu nunca tinha visto. Agora tudo é mais bonito, mais alegre, mais especial. Tudo porque você mudou o meu mundo.

No nosso aniversário de namoro, gostava de poder retribuir tudo aquilo que você me faz sentir. Quando você estiver nos meus braços e as minhas palavras falharem, espero que o bater do meu coração consiga transmitir o amor inabalável que eu sinto por você.
Parabéns a nós!

Me parece que podemos, com maior razão, distinguir o amor em função da estima que temos pelo que amamos, em comparação com nós mesmos. Porque quando estimamos o objecto do nosso amor menos que a nós mesmos, temos por ele apenas uma simples afeição; quando o estimamos tanto quanto a nós mesmos, a isso se chama amizade; e quando o estimamos mais, a paixão que temos pode ser denominada como devoção. Assim, podemos ter afeição por uma flor, por um pássaro, por um cavalo; porém, a menos que o nosso espírito seja muito desajustado, apenas por seres humanos podemos ter amizade. E de tal maneira eles são objeto dessa paixão que não há homem tão imperfeito que não possamos ter por ele uma amizade muito perfeita, quando pensamos que somos amados por ele e quando temos a alma verdadeiramente nobre e generosa.

Quanto à devoção, o seu principal objeto é sem dúvida a soberana divindade, da qual não poderíamos deixar de ser devotos quando a conhecemos como se deve conhecer. Mas também podemos ter devoção pelo nosso príncipe, pelo nosso país, pela nossa cidade, e mesmo por um homem particular quando o estimamos muito mais que a nós mesmos. Ora, a diferença que há entre esses três tipos de amor se manifesta principalmente pelos seus efeitos; pois, como em todos nos consideramos juntos e unidos à coisa amada, estamos sempre dispostos a abandonar a menor parte do todo que compomos com ela, para conservar a outra.
Isto nos leva, na simples afeição, a sempre nos preferirmos ao que amamos; e, na devoção, ao contrário, a preferirmos a coisa amada e não a nós mesmos, de tal forma que não hesitamos em morrer para a conservar. Frequentemente se viram exemplos disso, nos que se expuseram à morte certa para defender o seu príncipe ou a sua cidade, e mesmo às vezes pessoas particulares às quais se tinham devotado por inteiro.

(René Descartes)
(Citador)

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

(William Shakespeare)

Não tenho pais, faço do céu e da terra os meus pais;
Não tenho lar, faço do meu corpo o meu lar;
Não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder;
Não tenho meios, faço da docilidade meus meios;
Não tenho poder mágico, faço da personalidade minha magia;
Não tenho vida nem morte, faço do tempo a minha vida e minha morte;
Não tenho corpo, faço da fortaleça meu corpo;
Não tenho olhos, faço do relâmpago meus olhos;
Não tenho ouvidos, faço da sensibilidade meus ouvidos;
Não tenho membros, faço da prontidão meus membros;
Não tenho leis, faço da autoproteção minha lei;
Não tenho estratégias, faço da liberdade de matar e ressuscitar minha estratégia;
Não tenho forma, faço da astúcia minha forma;
Não tenho milagres, faço da justiça meus milagres;
Não tenho princípios, faço da adaptabilidade meus princípios;
Não tenho táticas, faço da rapidez a minha tática;
Não tenho amigos, faço da minha mente meu amigo;
Não tenho inimigos, faço da imprudência meu inimigo;
Não tenho armadura, faço da benevolência e da retidão minha armadura;
Não tenho castelo, faço da mente indomável meu castelo;
Não tenho espada, faço do sonho da minha mente minha espada.

Como posso ser herói
Se em um minuto o mundo me vence?
Como posso vencer
Se me rendo sempre às garras da solidão?
Como posso querer felicidade
Se vivo de tristeza?
Como posso querer forças
Se a fraqueza me toma em seus braços?
Magias não existem,
Como posso então viver de truques de fantasias?
Gênios não existem para concederem desejos,
Mas existem desejos a serem concedidos
Para aqueles que vencem todos os obstáculos da ilusão.
Como querer subir ao pódio
Se não tenho uma vitória a homenagear?
Como posso querer parar de chorar
Se não tento sorrir?
Como posso desejar a vitória
Se de uma guerra eu fugir?
Como posso querer respostas
Se não pesquisar as origens de cada
Pergunta que a vida me faz?
Como posso viver, se vivo a espera da morte?
“A vida é assim, cheia de encontros e desencontros,
Mas são nossos passos que nos conduzem a cada momento!
Por isso, não se dê por vencido,
Antes de saber quem está nas mãos a vitória,
Pois ela pode estar desde o início em suas mãos.

A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam e, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora as pessoas não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta. Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida. Ele também sente a sensação da perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos dos que ficaram, a sua tristeza e a sua dor.
Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem forças para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, libere-o agora. Recolha-se a um lugar tranqüilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e do bem que lhe deseja. Despeça-se dela com alegria, e quando recorda-la, veja-a feliz e refeita.
A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz.

"A morte é só uma mudança de estado. Depois dela, passamos a viver em outra dimensão."


(Zíbia Gasparetto)