Mensagens de Falecimento

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Encontrando a Fé

Sempre me questionei o que é a fé, devido à profunda abstração deste substantivo – fé. Então, procurei saber o que é a fé na bíblia: Hb: 11:1 “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que se não veem”. Mas, precioso conceito bíblico não repercutiu profundamente em minha alma imediatamente.

Então, continuei a procura deste conceito tão abstrato, do que seria fé, pois sem ela é impossível agrada a Deus. Compreendi a fé natural: que amanhã vai chover (no verão sempre costuma chover à tarde, é a famosa chuva de verão, intensa e passageira). Mas, isso não era a fé de hebreus 11:1.

Então numa pequena digressão pensei que a vida muitas vezes se assemelha a uma peça de teatro. Nascemos como atores/figurantes, seria a infância, temos pouca participação naquilo que desejamos. Não escolhemos a roupa que vestimos, a escola que estudamos, os amigos, enfim tudo nos é alheio. Nesta época da vida quem toma as nossas decisões são os nossos pais e diga de passagem: são diretores em experiência da sua própria peça. Mais crescidos, começas a ensaiar a peça da nossa vida com uma fala individual aqui e ali. Não somos ainda o ator principal, mas também não somos os meros figurantes, talvez seja a adolescência da nossa vida. Após isso conseguimos o papel na vida de ator coadjuvante e na sequencia finalmente de ator principal e diretor da nossa própria existência, enfim a vida adulta plena.

Mas, ocorre que no palco da nossa existência, algumas vezes o roteiro sai da nossa direção quando acontece algo: uma doença terminal, um acidente automotivo grave, uma tragédia, uma passagem de quase morte. Percebemos então que o roteiro da nossa vida, naquela oportunidade, não está em nossas mãos, mas nas mãos do único roteirista de todo ser que é vivo - Deus. Do Deus que feito homem (Jesus, o Cristo) muito nos amou. Sendo que Ele sabe a história da nossa vida, ontem, hoje e no futuro. Adquirimos a plena consciência que no universo (físico e espiritual) tem um Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) que tudo sabe tudo ouve, tudo vê, enfim tudo conduz com muito amor.

Quando temos essa percepção e entendemos novamente que somos atores da nossa vida, mas que o roteirista e diretor é Deus. Então, o grande Deus nos dá um sentimento, uma “certeza das coisas que se esperam (futuro) e a convicção dos fatos que se não veem” (você sabe o que vai acontecer no plano de Deus e no plano da sua vida), então encontramos a nossa fé. E dizemos profetizando: eu não vou morrer desta doença maldita, eu não vou ser privado da minha família, eu não vou falir... Aqui, encontramos a fé, a pura e genuína fé.

Na minha vida eu encontrei a fé nos meus piores momentos, Deus na sua infinita misericórdia, me revelou a fé como verdadeiro lenitivo para minha alma aflita. Então, você meu irmão é filho de Deus, o Deus que te ama muito. Tenha fé que Deus deseja o melhor para você. Tenha fé!

(Wesley Melo)
(Ora que Transforma)

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A Luta É Minha Vida

Eu fui informado que o meu mandado de prisão já foi expedido e que a polícia está procurando por mim. O Conselho Nacional de Ação deu atenção integral à questão, e procurou o conselho de muitos amigos e organismos e eles me aconselharam a não me render. Eu aceitei este conselho e não vou me entregar a um governo que eu não reconheço. Qualquer político sério vai perceber que sob as condições de hoje neste país, buscar o martírio barato me entregando à polícia é ingênuo e criminal. Nós temos um programa importante pela frente e é importante realizá-lo de forma muito séria e sem demora.

Eu escolhi este último caminho, que é muito mais difícil e possui muito mais riscos e privações do que sentar na prisão. Eu tive que me separar da minha querida esposa e filhos, da minha mãe e irmãs, para viver como um fora da lei na minha própria terra. Eu tive que fechar o meu negócio, abandonar a minha profissão e viver na pobreza e miséria, como muitas pessoas estão fazendo. Eu vou continuar a agir como porta-voz do Conselho Nacional de Ação durante a fase que se desdobra e nas batalhas difíceis que vêm pela frente. Eu vou lutar contra o governo lado a lado com você. Palmo a palmo, milha a milha, até que a vitória seja alcançada. O que você vai fazer? Você vai se unir a nós ou vai cooperar com o governo e seus esforços de reprimir as reivindicações e aspirações de nosso povo? Ou você vai permanecer em silêncio e neutro na questão de vida ou morte para o meu povo, nosso povo? Eu fiz a escolha de minha parte. Eu não vou abandonar a África do Sul, nem vou me render. Somente através de provisões, sacrifícios e ação militante a liberdade pode ser conquistada. A luta é minha vida. Eu vou continuar a lutar por liberdade até o fim dos meus dias.

(Nelson Mandela)
(trecho de carta escrita em 1961)

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Adormecer

Hoje foi um dia em que eu não existi,
Meus passos não marcaram o chão,
Minhas palavras não marcaram pessoas,
Meu sangue não alimentou meu coração.
Narciso, que vieste me dar a mão deixaste-me escapar,
Hoje não possuo ego, não tenho mistério,
Todos sabem até onde eu vou,
Vou para qualquer lugar, aonde a tristeza e incapacidade imperam.
Dor, ódio, indagação.
Razão única de meu viver,
Cultivar o sofrer,
Pois o vivo deixei morrer,
E agora não tenho mais você.
Te quero em meus braços,
Ao menos mais uma vez,
Não lhe peço muito tempo,
Quero que deite-se em meu peito,
Enquanto irei deixar de respirar,
Para que sufocado, a morte possa me levar.
E pelo menos de um prazer poder gozar,
De que antes de partir,
Sua linda face pude observar.

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Lenda Budista

Na Índia antiga, havia um vilarejo situado às margens de um rio largo e muito fundo.

Nesse vilarejo havia cerca de quinhentas casas. Seus habitantes nunca tinham ouvido falar do budismo ou de outras religiões e viviam como bárbaros, brigando e trapaceando uns aos outros.

Com o desejo de despertá-los para a Lei, certo dia Sakyamuni dirigiu-se até lá, sentou-se sob uma árvore e meditou profundamente.

Impressionados com o Buda, algumas pessoas reverenciaram-no, enquanto outras, agitadas, não paravam de perguntar quem era aquele homem.

Ciente do que acontecia no coração de cada um deles, Sakyamuni disse-lhes:

- Por favor, sentem-se e me escutem com atenção.

A multidão se calou e o Buda ensinou-lhes sobre a Lei e o modo correto de viver. Porém, as pessoas não conseguiam crer em suas palavras, pois durante muito tempo viveram em meio ao egoísmo e à falsidade.

Então, para levá-las à compreensão, o Buda fez surgir do outro lado do rio um homem que conseguia atravessá-lo caminhando sobre a água, deixando todos admirados.

Quando ele chegou à margem onde a multidão estava reunida, algumas pessoas lhe disseram:

— Nosso povo vive aqui há centenas de anos e nunca vimos ninguém andar sobre a água. Que truque é esse? Ensine-nos!

E o homem lhe respondeu:

— Sou uma pessoa comum que mora ao sul do rio. Soube que o Buda estava aqui e vim vê-lo a todo custo. Quando cheguei à margem do outro lado, fiquei perdido, pois não tinha como chegar até aqui. Então, ouvi alguém dizer que o rio era raso e o suficiente para atravessá-lo a pé, e não duvidei.

O Buda o elogiou, dizendo:

— Aquele que crê, consegue atravessar com facilidade até mesmo o rio vida e da morte Assim, não é de se admirar que alguém consiga atravessar um rio de poucas milhas de extensão.

O Buda ensinou que a fé é como um barco para atravessar um rio. Aquele que ouve atentamente reúne conhecimento e aquele que acredita e segue os preceitos é um homem corajoso capaz de atingir a iluminação.

Após ouvir as palavras do Buda, os habitantes do vilarejo decidiram crer e praticar seus ensinos. Nunca mais cometeram más ações e passaram a viver como homens e mulheres de bem.

(Mais Belas Histórias Budistas)

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Girassóis

O que houve com sua cabeça? Fernanda nem se lembrava mais. Doía, latejava, como se mil tambores estivessem lá dentro, tocando, tocando. Como se o surdo da fanfarra, num desfile de Sete de Setembro, tivesse se instalado no seu cérebro, sem a menor cerimônia...
Recordou as manhãs coloridas de sol quente, dos desfiles de Sete de Setembro.
Ela tocava na fanfarra, enluvada, orgulhosa... Velhas e doces lembranças do Colégio da São José, com o famoso sagú da Irmã Benigna nas manhãs de gincanas.
De repente, lembrou-se: hoje é Sábado! Jorginho, ao seu lado, dormia profundamente, a boca aberta... uma saliva grossa corria lentamente do canto de sua boca.
Levantou-se, devagar, sentindo tontura. Foi até a cozinha preparar um café. Por toda a parte, vestígios da festa da noite anterior: garrafas vazias de vodka no chão da sala, papéis imundos no banheiro, resíduos de preparativos das drogas que todos, exceto ela, tinham usado e abusado...
Fernanda sorriu. Sessenta e dois dias limpa.... só por hoje. As únicas coisas das quais gostava, em todo esse apartamento repulsivo, estavam penduradas no teto, nas janelas, no armário do banheiro... por todo canto, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando elato, ela pendurara girassóis bem amarelos, bregas mesmo, comprados com o troco do supermercado, numa loja de um e noventa e nove.
Jorginho não entendeu. Nenhum dos infelizes amigos dele entendeu. Só dona Fulvia, a vizinha do segundo andar, sabia da história dos girassóis. Aliás, dona Fulvia é quem vinha alimentando Fernanda, almoço e jantar, escondida de Jorginho, desde que ela resolveu ficar "limpa". Há sessenta e dois dias... magra e doente, necessitando fisicamente do pó para dormir e para acordar, para rir e para fazer amor. Fernanda casualmente (?) passou em frente a uma dessas lojinhas de um e noventa e nove, numa rua próxima ao apartamento no qual vivia, ou morria, quem sabe, com o namorado, escondida do resto do mundo. Onde se escondia da vida.
Um amarelo intenso chamou a sua atenção. Entre outras flores artificiais, girassóis enormes, de um amarelo profundo, de gosto duvidoso, lembraram-lhe seus últimos esforços para vencer a droga.
Fernanda fugira, há uma semana, auxiliada por Jorginho, de uma clínica para recuperação de viciados. De poucas coisas ela se lembrava, durante os dez dias em que lá estivera, contra a vontade. Uma delas era a profusão de girassóis no jardim.
Essas flores, imensas e alegres, lembravam a ela o seu pai. Aliás, o pai que Fernanda viu partir quando ela mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizess mesma tinha seis anos, que "foi morar com o papai do céu", como contou a mãe. Ele adorava tudo o que fosse grande.
Baixinho, alegre, seu pai casou-se com uma mulher grande, tinha um carro grande, fazia grandes aeromodelos que levava para brincar, aos sábados, sempre com Fernanda a tiracolo, com o boné da cor dos girassóis, bem amarelo.
Ela cresceu amando essas flores, e na clínica Oásis o jardim era forrado delas.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, Fernanda sentiu falta da vida. Sentiu saudades do pai, da mãe, do irmão adolescente, que não via há mais de um ano... nessa manhã, Fernanda decidiu que pararia de usar drogas.
Contou o troquinho do supermercado, dava para comprar dez girassóis.
Entrou, pediu para embrulhar, orgulhosa de si mesma por não estar roubando, e levou para o apartamento.
Passou primeiro pelo segundo andar, dona Fulvia lhe deu pão de queijo, quentinho. Contou a ela, que entendeu, e deu força. Ela sempre entendia e encorajava, parecia sua mãe.
Subiu sozinha (dona Fulvia tinha medo do Jorginho), não disse nada ao homem que jazia no sofá, fumando um cigarro, nem ele perguntou nada. Subiu numa cadeira e foi pendurando girassóis, esparramando pelo quarto, sala e cozinha. O namorado já nem se importava com ela, ou com o que ela fizesse. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe e. Já nem mais faziam amor... seu Deus era a droga. No pouco tempo de sobriedade que lhe restava, ele passava arquitetando onde e como deixaria de estar sóbrio.
Nessa manhã, à frente da loja de um e noventa e nove, com o pai na cabeça e os girassóis nas mãos, Fernanda decidiu-se pela vida. Há sessenta e dois dias...
Era hoje, ou nunca. Apesar da cabeça que não parava de latejar, apesar de Jorginho, apesar mesmo dos girassóis, ela já se decidira a voltar para a Oásis. Telefonara para a diretora, dona Vera, do orelhão da esquina – a cobrar – e pediu para voltar. Não mais levada pela mãe, no carro grande, mas pelas próprias pernas. Não mais sugestionada por conselhos, mas arrastada pela dor.
Fernanda estava cansada da vida de morte que levava, cansada de traficar para comer, de se prostituir para conseguir droga. Estava cansada das lembranças do pai, com saudade do quindão que a mãe fazia, com saudade dos girassóis...
Tomou um café, pegou a mochila com as poucas roupas que sobraram (de todas as que já tinha vendido), pensou até em passar batom, mas teve medo que Jorginho notasse.
Pulou para alcançar um dos girassóis, e saiu do prédio com a flor nas mãos e os olhos brilhantes.
Já havia se despedido de dona Fulvia, na véspera, e deixara com ela o telefone da Oásis. Pedira-lhe que avisasse a mãe de sua decisão, ela ainda não tinha coragem de olhar para seus olhos cansados...
Na manhã clara de sol e Sábado, ninguém entendia por que aquela moça ria, mochila nas costas e um girassol nas mãos.
A caminho da Rodoviária. Ou melhor, no caminho de volta à vida.

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Manter a Fé

Um homem tinha tudo o que sempre quis e imaginou ter na vida. Seus sonhos eram realizados, sua família muito grande e bonita e os seus bens não paravam de crescer. Ele possuía tudo e sua saúde também era inabalável.

Um dia, porém, como uma desgraça repentina, este homem perdeu absolutamente tudo. Ficou na miséria e ainda teve a saúde afetada por uma doença terrível. Ele ficou praticamente só, caído, desanimado e desejando até mesmo a própria morte.

Apesar da atualidade do fato, este caso ocorreu há milhares de anos com um homem chamado Jó. Esse personagem está descrito na Bíblia como uma pessoa justa e reta diante de Deus e que procurava se desviar do que manchava a sua fé (Leia Jó 1:8). No entanto, isso não foi suficiente para mantê-lo longe da tristeza que lhe abateu nem da falta de esperança que se aproximava cada vez mais forte.

Houve situações em que ele lamentava e chorava, em outras amaldiçoava o dia em que nasceu, lembrava-se do período em que era rico e feliz ao lado da família e afligiu-se tanto até que finalmente perdeu a esperança na vida, mas escolheu mantê-la.

Se ocorresse de Jó se matar, o caso dele seria mais um (como acontece em nossos dias) de pessoas que, por perderem tudo, ou por causa de traição e decepção, ou mesmo por uma falta de sentido à vida, não conseguem mais manter a fé, nem em Deus nem em si mesmas, e que por isso escolhem acabar com ela.

Jó, porém, não perdeu a fé. E, apesar de tanto sofrimento, a proclamou quando disse: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19:25-26)

Qual é a situação em que você se encontra no momento? A falta de esperança tem lhe tirado o sono e lhe trazido peso? Como voltar a ter fé, mesmo em um momento de desespero e angústia?

Faça como Jó: declare a sua fé e clame ao mesmo Deus que o tirou do pó e lhe restituiu tudo o que havia perdido, principalmente, a paz.

(Jaqueline Corrêa)
(Arca Universal)

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O Que Acontece No Meio

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade para o fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

(Martha Medeiros)

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Discipline Seus Pensamentos e Palavras

Do fruto da boca o coração (um homem moral) se farta, do que produzem os lábios se satisfaz (seja bom ou ruim). A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto. PROVÉRBIOS 18.20-21

Problemas fazem parte da vida, mas Deus tem provido uma forma poderosa para você livrar-se da preocupação e da ansiedade que normalmente acompanham os problemas. Deus quer que coisas boas aconteçam em sua vida, mas você deve cooperar com Ele ao cuidadosamente escolher o que você pensa e fala. Ao falar palavras negativas você está atraindo experiências negativas, mas, quando você fala palavras positivas e cheias de fé, pode esperar receber a bondade de Deus. Sim, tempos de problemas são inevitáveis, mas é durante esses momentos que você tem a oportunidade de disciplinar seus pensamentos e palavras, obedecer a Deus e exercitar e aumentar sua fé. Quando você escolhe a disciplina, escolhe a vida.

(Joyce Meyer)
(Joyce Meyer Brasil)

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Nova Luz

Desfez-se a sombra do mistério errante
E as vezes da Mansão Desconhecida,
Trazem Á morte estranha e indefinida
A mensagem da vida triunfante!

É a compassiva luz de Outro Levante
Revelando a beleza de Outra Vida,
Sol para Terra escura e irredimida,
Fé para a humanidade vacilante...

Há claridade sobre a noite imensa...
Cai a negra muralha da descrença
Aos lampejos celestes da verdade.

É a nova luz divina que se eleva
Nos turbilhões de lagrimas e treva
Trocando a senda para a Eternidade.

(Chico Xavier)

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A Tragédia Cômica de Uma Vida Vil

Eu tinha um medo mortal de não ser ninguém. De chegar sem ninguém me cumprimentar pelo caminho, de não notarem que eu mudei meu perfume, de não pedirem minha opinião, de começarem sem mim, de terminar sem ninguém.

O meu medo, mesmo mortal, não era o da morte, era o de não ser a mais ilustre dentre as comidas dos vermes. Eu quero que os vermes me guardem para comer no Natal ou quando chegar algum parente de longe que eles queiram impressionar.

Imagine quão desesperadora é a ideia do esquecimento para o homem moderno: já quase não nos sobram mais árvores nem tempo para escrever. Só nos resta então, ter filhos. Mas o amor aos meus filhos impediu-me de tê-los para viver as mesmas angústias que eu.

Eu desisti da vida muito jovem, quando ainda me sobravam vários dentes mas poucos motivos para sorrir. Agora, o arrependimento e o medo do esquecimento me perseguem e aqui me posto a escrever minhas memórias, por vezes trágicas, por vezes cômicas, mas quase sempre vis."

(Arlindo da Souza e Cruz)

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História dos Samurais

Os Samurais existiram por quase 8 séculos (século VIII ao XV), ocupando o mais alto status social porquanto existiu a ditadura militar nipônica denominada Shogunato. Pessoas treinadas desde pequenos para seguir o Bushido, o caminho do guerreiro.
O samurai era uma pessoa muito orgulhosa, tanto que se seu nome fosse desonrado ele executaria o seppuku, era preferível morrer com honra do que viver sem honra.
Seppuku, suicídio honrado de um samurai em que usa uma tanto (faca) e com ela enfia no estômago e puxa para cima cortanto tudo o que tem por dentro. Uma morte dolorosa e orgulhosa.

Inicialmente, os samurais eram apenas coletores de impostos e servidores civis do império. Era preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos camponeses.

Posteriormente, por volta do século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou uma série de novas funções, como a militar. Nessa época, qualquer cidadão podia tornar-se um samurai, bastando para isso adestrar-se no Kobudo (artes marciais samurais), manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser contratado por um senhor feudal. Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurais passou a ser uma casta. Assim, o título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho.

Um grande samurai foi Miyamoto Musashi, um guerreiro que veio do campo, participou da batalha de Sekigahara e iniciou um longo caminho de aperfeiçoamento. Ele derrotou os Yoshioka em Kyoto e venceu o grande Sasaki Kojiro, outro grande samurai.
Pelo fim da era Tokugawa, os samurais eram burocratas aristocráticos ao serviço dos daimyo, com as suas espadas servindo para fins cerimoniais. Com as reformas da era Meiji, no final do século XIX, a classe dos samurais foi abolida e foi estabelecido um exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código samurai, chamado bushido, ainda sobrevive, no entanto, na atual sociedade japonesa, tal como muitos outros aspectos do seu modo de vida.

Os Samurais, como classe social, deixaram de existir em 1868, com a restauração Meiji, quando o imperador retomou o poder do país.
Seu legado continua até nossos dias, influenciando não apenas a sociedade japonesa, mas também o ocidente.

(Uzukashi Ogawa)

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Experiência de Vida

A experiência é uma coisa muito interessante. É nos servindo dela que aprendemos grande parte daquilo que sabemos; por ela orientamos, muitas vezes, os nossos passos; com ela evitamos a repetição de dissabores e procuramos aquilo que já sabemos ser bom. A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cômoda e segura, livre de problemas. Uma chatice, enfim... Felizmente, a natureza possui aspetos desconcertantes que têm o condão de permitir que, apesar de existir a experiência, a nossa vida seja em cada um dos seus momentos uma aventura louca e sem destino previsível. Um deles é que a experiência que adquirimos numa fase da nossa vida não nos serve de nada quando chegamos à fase seguinte. Apesar da experiência que vamos adquirindo, chegamos, a cada uma das nossas épocas, inexperientes e inseguros como da primeira vez. A vida, na sua magnífica diversidade, vai nos oferecendo constantemente novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados. Algumas são duras: um fracasso grande, uma doença que veio para ficar, a morte de alguém que nos faz falta... Estas limitações da experiência nos forçam a crescer continuamente; nos mantêm tensos, esforçados. Permitem que tenhamos constantemente objetivos diferentes. Dão colorido à nossa vida. É assim que nos podemos manter de algum modo jovens em qualquer idade. Quem programou este jogo da vida o fez de forma a que ele tivesse sempre interesse.
Subimos de nível, saltamos do material para o espiritual, varia o grau de dificuldade, mudam os adversários e o ambiente - como nos jogos electrônicos... Não somos poupados a sofrimentos, mas nos é dada a possibilidade de reagir e continuar a avançar. Se temos saudade do que ficou atrás, também nos é permitido sonhar com o que está adiante. Se conservamos o sabor de derrotas que tivemos, também planeamos a vitória que se segue. No jogo da vida, as derrotas deixam marcas, as feridas fazem mesmo doer, muitas vezes não recuperamos aquilo que perdemos. Estamos ancorados à realidade e, por isso, para nos divertirmos, para nos sentirmos como aventureiros no meio de tudo isto, temos necessidade de coragem. E de não calarmos aquilo que dentro de nós nos chama a um sonho, clama por aventura, pede para fazermos com a vida qualquer coisa que seja grande. Poderíamos dar ouvidos ao medíocre que quer se instalar em nós. E evitar, por medo e preguiça, as dificuldades, as complicações, o sonho. Mas "evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada".

(Helen Keller)
(Shvoong)

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Busca

Busco nas ruas,
entre os rostos epiléticos
de dor e sofrimento,
espelhos que caracterizem
minha tão singular existência.
Busco nos olhos cansados
uma luz que ilumine meu caminho.
Busco nos gestos abomináveis e insanos
uma mão capaz de me guiar.
Busco nas palavras cruéis e profanas
algo que me faça rir.
E busco a vida escondida
na morte que se aproxima...

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Anjo solte suas rendas

Anjo, solte sua renda pelos campos verdes, de forma que sobre a relva tenhas poder
Anjo, liberte os corações, refrigera os males que o ardor do ódio faz
Anjo, ó anjo, traz, faz; com teus olhos verdes oliva iluminados pelo brilho do sol, faz
Anjo, faz me sentir como nuvens, que flutue contigo, ó anjo, se soubesses que desejo
o ar e invejo a chuva, farias de mim o que fazes com teus pássaros, libertarias minha alma
e deixarias eu pelejar sobre teu céu
Anjo, pós morte , observas o que fora destrinchado pela maldição do olho negro
ou apenas observas com afeto o que lhe seria amável
Anjo, tua renda vislumbraste desliza sobre as pedras do rio, teu cavalo
branco galopeia, forte, ávido a desvendar conexões novas entre o mundo do amor e o mundo natural
incessante desejo de aventura
Anjo, das carícias que fazes em meu rosto frio e apático, torna-me cada vez mais jovem
Anjo, faz-me voar, ó altura, que de tão longe a vejo e tão perto sinto
Anjo, que pela palavra és espírito, que pelo sentido oculto é carne, se faz presente
Anjo, ensina-me a extinguir a maldade, meus dias já não são calmos, manifeste-se Anjo
Rogo-te, pois a esperança não finda e a carne de meu corpo ainda suporta o meu pesar
Mostra-me o final deste tempo, e não apenas viverei nesse frenesi, consumido pela emoção
Anjo, ó anjo, esse sorriso que esboça com lábios vermelhos e delicadamente tracejados
só faz aumentar sua beleza, seu olhar intenso, lento, que me paralisa, êxtase incansável
Lança-me ao abismo mortal que devo a honra de gozar tal experimento com os braços fechados
Anjo, Anjo, Anjo, silêncio que precede o esporro, as guerras mortais é pura discórdia do amor
se conheces a necessidade da existência amenize o sofrer
Anjo, tentei dar socos no ar para tentar parar de chover, más minhas lágrimas fizeram parte das
águas cristalinas que caiam sobre minhas vestes, olhando para o chão molhado vi a traços do meu
rosto cansado e descobri que chegara a velhice
Anjo, por que te desejo? não sei bem certo a verdade de ti, só sei que vivo melhor quando desta não cogito.

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A Oração de Maria

Deus. Ó Deus infante. O mais precioso filho do céu. Concebido pela união da graça divina com a nossa desgraça. Durma bem.

Durma bem. Banhado pela fresca da noite cravejada de diamantes. Durma bem, pois o fogo da ira ferve bem perto. Goze do silêncio do berço, pois o ruído do tumulto se faz sentir em seu futuro. Saboreie a doce segurança de meus braços, pois chegará breve o dia em que não poderei protegê-lo.

Descansem bem, mãos pequeninas. Pois apesar de pertencerem a um rei, vocês não tocarão o cetim, não possuirão ouro. Não pegarão numa pena, não guiarão um pincel. Não, suas mãos pequeninas foram reservadas para obras mais preciosas:
tocar a chaga viva de um leproso
enxugar a lágrima triste de uma viúva,
agarrar-se ao chão do Getsêmani.

Suas mãos, tão minúsculas, tão ternas, tão brancas — fechadas hoje em forma de punho infantil. Elas não foram destinadas a empunhar um cetro nem abanar do balcão de um palácio, mas reservadas para o cravo romano que irá pregá-las numa cruz romana.

Durmam bem, olhos pequeninos. Durmam enquanto podem. Pois logo virá a claridade e você vai ver a confusão que fizemos do seu mundo.

Verá nossa nudez, pois não podemos ocultar-nos.
Verá nosso egoísmo, pois não podemos dar.
Verá nossa dor, pois não podemos curar.
Ó olhos que verão o abismo escuro e seu terrível príncipe... durmam, por favor, durmam; durmam enquanto podem.

Fique quieta, boquinha pequenina. Fique quieta boca pela qual falará a eternidade.

Língua minúscula que em breve chamará os mortos,
que irá definir a graça,
que silenciará nossa insensatez.
Lábios de botão — sobre os quais paira um beijo de estrelas concedendo perdão para os que crerem em você, e de morte para os que o negarem — fiquem quietos.

Pezinhos pequeninos que cabem na palma de minha mão, descansem. Pois passos difíceis estão à sua frente.

Sentem o cheiro do pó das estradas que terão de palmilhar?

Sentem a água fria e salgada sobre as quais andarão? Recuam ao sentir o prego que terão de suportar? Temem a descida íngreme pela escada em espiral até o domínio de Satanás?

Descansem, pezinhos pequeninos. Descansem hoje para que amanhã possam andar com poder. Descansem. Pois milhares irão seguir os seus passos.

Pequeno coração... coração santo... bombeando o sangue da vida através do universo: quantas vezes iremos quebrantá-lo?

Você será dilacerado pelos espinhos de nossas acusações.
Você será devastado pelo câncer do nosso pecado.
Você será esmagado pelo peso de sua própria tristeza.
E será traspassado pela lança da nossa rejeição.
Todavia nesse ato de traspassar, nesse último rompimento de músculo e membrana, nessa precipitação final de sangue e água, Ele irá encontrar descanso. Suas mãos serão libertadas, Seus olhos verão a justiça, Seus lábios sorrirão, e Seus pés o levarão para casa.

E ali descansará de novo — desta vez nos braços do Pai.

(Max Lucado)

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