Poemas sobre a Morte

A morte
fria
deixa quente
a sensação de vazio
que toma conta
de quem fica
de quem parte
para parte alguma
de quem com a vida
se revolta
e revolta e revolta
noite
dia
de noite
de dia

de dia
de noite
dia
noite
uma espécie crua
de existir
como se viver não se
pudesse nunca mais
e só quem fica
mesmo assim
triste e vivendo
a sensação de vazio
que deixa quente
ou frio
o coração

Então este o fim?
O adeus eterno?
A última página do livro,
O cessar da música,
Um último suspiro.

Não quero deixar para trás
Palavras engasgadas,
Sentimentos não vividos,
Por medo do rídiculo
Feito de olhares vazios

De um coração que ainda bate
Para outro que esvai
Segure a minha mão,
Pois não houve viagem ou perigo,
Que não enfrentei contigo

Ainda que aqui em corpo,
Não mais presente.
“É permitido sofrer”
Em meios de abraços,
Que preferia dar, mas não receber.

Coloco minha máscara de força,
Postura, serenidade,
Frente ao que se espera,
A vida continua e na sua sabedoria,
Sua certeza chama saudade.

Mas o que é a morte
Senão o próximo passo.
Aquele que tememos,
Mas que um dia todos damos,
Ainda que contra a vontade.

Com medo de ver o fim,
Paralizados pela consciencia
De um dia não existir,
Vivemos andando na sobra,
Do amanhã que pode não vir.

Eu que sei pouco,
Mas ciente de que tenho fim,
Caminho atento e sempre a ver,
Maravilhado com a dádivas
E milagres que é viver.

Não é adeus,
É um até logo
Inevitável.
Antes tarde do que nunca,
Mas que não seja tão tarde
Já que sei que não vai ser nunca.

Por enquanto ainda aqui,
Fazendo o melhor,
Vivendo dia após dia,
Sabendo que o pior
Pode ainda estar por vir.

Devo confessar,
Parece tentadora
Essa ideia do descanso
Reencontro, amor, paraíso,
Mas essa escolha,
A hora de ir,
Não cabe a mim.
Faço o que posso,
Da minha maneira
E sem pressa de sair.

Não entenda mal,
Eu gosto daqui,
Mas a morte não parece ruim,
Triste é ver os outros nos deixar,
Sem nos chamar,
E nos largando aqui.

Se puder, peço só uma coisa.
Que quando for a minha hora,
Que a partida seja tranquila,
Sem estardalhaços,
Dor ou mesmo abraços,
Pois companhia traz choro,
E quando for minha vez,
Quero um sorriso no rosto.

Tudo acaba
não há mais nada
restam as flores
os mares
os passeios da rua

O despertar
quando morrer
será o mesmo
o universo não
mudará seu rumo

Ele nem se importará
seguirá a ordem
natural dos dias
as flores nascem
as flores morrem

Cairão lágrimas
cairão na terra
que em vida calcei
e que amanhã
outros calcarão.

Quando alguém se vai,
leva um pouco daqueles
que ficaram e deixa um
pouco de si para trás.

Ficamos com aquilo
que aprendemos e
com uma saudade que
irá durar para sempre.

Quem se foi, sempre leva
pelo menos um pouco
do nosso amor.

Tem quem acredite que
quem vai, vira um anjo,
tem quem diga que vai
descansar ao lado de Deus.

Eu não sei exatamente
no que acredito, mas
sei que levo um pouco
de todos que já se foram.

Guardo boas lembranças,
e muito amor dentro do meu peito.

Quando alguém especial se vai,
deixa apenas um vazio no peito.
A saudade se faz presente e
nos restam apenas as boas lembranças.

Deus sempre sabe o que faz
e por isso, quando alguém parte
deste mundo, costumo rezar e
me concentro na minha fé.

Sei que o reino dos céus irá cuidar
de todos aqueles que se vão.
Que todos possam descansar
na sua eternidade ao lado de Deus.

E para os que ficam, resta a saudade,
a lembrança e a certeza de que
o que passou, valeu a pena.

Perder alguém é difícil,
a dor parece que nunca
vai embora completamente.

Até hoje sinto saudades
de pessoas que partiram.
Oro muito por elas, para
que Deus proteja suas almas.

É difícil sair do luto e seguir
em frente, mas ao mesmo
tempo, é necessário.

Vivo minha vida para
honrar os que partiram.
Não esqueço quem se foi
e só desejo que estejam em paz.

As flores continuarão a desabrochar
e os dias que terminam e os que se
iniciam todas as manhãs; a água que
corre nos rios e cobre os peixes a toda
hora; e o vento que leva as andorinhas
e todos os pássaros; e as ruas sempre
calcadas por quem passa e as uvas que
espremidas dão o vinho a quem a vida
deseja provar, ao almoço e ao jantar;
as flores continuarão a desabrochar
mesmo quando você morrer, mesmo
na hora que seus olhos chorarem o
adeus de quem parte sem se despedir;
de quem parte sem que devesse partir.

E os rios e os mares e o vento e as ruas
e as uvas, tudo existe devagar mesmo
quando este mundo você um dia deixar.

Venha ela, a morte
cheia de brilhantes
repleta de encanto
mentirosa
falsa

Da morte quero
experimentar
nada é tão cru
como vivenciar
o portal
a janela
com vista para fora
com vista para dentro

Da morte quero
viver
tornar completa
minha existência
de lágrimas
não preciso
abdico
de flores sim

Venha ela, a morte
serenamente bela
tranquilamente só
honesta
meiga

Venha a morte por um
instante

Chegue ela de surpresa
fugidia
talvez
Não me assustam dores
nem me doem feridas
preocupa-me
a falta do toque
as lágrimas que nuas
sempre cairão
das pessoas que amo
dos filhos que criei
na vida
dos pais que amei
na morte
Que venha ela
a maldita
com seus passos
elegantes
suaves
tentadores
que chegue se quiser
quando quiser
estarei me preparando
para a receber
de malas prontas
triste
chorando
quem agora
fica sem meu toque.

Da vida um degrau
da morte uma ponte
cerrada
presa no tempo
calores suores
ventos frios
fechar os olhos
uma
última
vez
fechar os olhos
morrer
cores despidas
palavras nuas
não há como viver
sobreviver
matar
morrer
nada interessa mais
agora
amanhã
também
morrer morri
amanhã não estarei
aqui
ali me visitará
quem na vida
eu acolhi.

No coração um buraco
uma ferida de bala
na cabeça um saco
de plástico pior ainda

Na verdade a mentira
e o que se fala é dor crua
seja vestida ou toda nua
chega morte minha ou sua

Sentado ou de pé aguardo
minha hora chegar pois
da hora me perdi na vida
esperando ela começar.

Vivi mal toda existência
julgando que a vivi bem
agora que me morro sei
que dela fui ninguém.

O sol nascer
não mais surgirá
restarão afagos
abraços perdidos
angústias pela rua
caminhando
sozinhas
ao meu lado

Que não se eleve
a vida sedenta
de fome sangrenta

Que não resista a
morte ao amor
que de dor já chega

A lua vir ela virá
nem que
para me iluminar
seja ela ela doce
seja serena
que rebente agora
que se faça pequena
viver não mais posso

É de amor que se trata
quando é de morte que
se fala. É de uma paz
desconcertante que abala
o agora ou qualquer outro
instante. É de morte que
se fala, se teme, se vive.

Nada se pode fazer em
relação à morte, mas
sempre se pode viver
sem se entregar a vida
à sorte.

Tudo se pode vencer se
é de medo que se trata
seja ele ternurento, seja
ele amargo, que escape ele
à sorte.

Temer a morte é temer
a vida e é entregar a paz
que temos para infernos
que nos assaltam a calma
e nos enervam a mente
seja ela frívola, seja ela
pura, seja ela mais decente.

Não sou de baladas,
músicas eletrônicas e bebidas
Não tenho inúmeros amigos
e nem chego em casa nos
finais de semana durante o dia
Não cultivo gargalhadas por
piadas de coisas sem sentido
Não sou dessa era moderna
Desse tempo insano
de não sermos queridos
Desse desgastante tempo
de não poder, de fato,
um grande amor ter vivido
O meu nome é calmaria,
é poesia, é ler bons livros
Meu nome é arte, é
cumplicidade, é vontade de
viver um grande amor um dia
E viver um grande amor
para mim, não é papel,
não é aliança material
Viver um grande amor para
mim é compartilhar dele
de igual para igual
É poder expressar o que sinto
e sentir que é recíproco
Não quero pensar nessas
regras da sociedade
Não quero viver um amor por
vaidade e a todos poder mostrar
Não penso na minha casa e
nem sequer em ter filhos
Isso vem com o tempo, se por
acaso o tempo quiser nos preparar
Eu quero viver um grande amor
Apenas isso
Daqueles de deitar na grama
De fazer amor sem medo,
sem receio com alguém que
também me ama
Quero provocar-lhe suspiros
verdadeiros, não só com palavras,
mas com um amor sorrateiro
Manso, carinhoso, amigo
Quero ter alguém para poder
dizer como foi meu dia
Um amor para poder dedicar-lhe
minhas poesias
Para poder não voltar para
casa num chato dia
Quero viver um grande amor
De forma simples e suave
Quero expressar-lhe minhas vontades
E satisfazer qualquer uma dele
Quero sair para conhecer lugares
Marcar meu nome na árvore
Para ficar registrado que
passamos por ali
Quero viver um grande amor
Para sair dessa chata rotina
Dessa triste vida
De não se ter alguém
Quero viver um grande amor
Para amar-lhe os seus mistérios
Suas brigas, seus momentos sérios
Quero viver um grande amor
Para poder pôr em prática tanta
coisa bonita que tenho aqui dentro
Quero falar-lhe bem baixinho
daquilo que sinto
Quero olhar-lhe de um jeito tímido
Compartilhar tantas e
tantas brincadeiras
Quero viver um grande amor
Para poder andar de mãos dadas
Sair pelas estradas, sem ter
programado um destino
Quero viver um grande amor
Para dar-lhe carinho, enchê-lo de
mimos e, poder ficar feliz com tudo isso
Quero viver um grande amor
Que possa ser como uma história
Da realidade, da verdade em
tempos difíceis
Quero viver um grande amor
Para sentir a fidelidade, a reciprocidade
de sermos mais que amigos
Quero viver um grande amor
Para levantar de manhã e ter um motivo
De sair cantando e de achar
que tudo é lindo
Quero viver um grande amor
Até que a morte nos venha visitar
E para não sentirmos dor alguma
Que juntos ela possa nos levar

(Juliana Sabbatini)

De onde vem essa força que
me prende a seus olhos?
Para onde vão esses prantos
que por você eu choro?
Que fazer para obtê-lo por um momento?
Como fazer para tirar sua imagem
doce do meu pensamento?
Como perder-me por um instante
em seus cabelos?
Como fazer você responder
aos meus apelos?
Meus olhos cantam uma
canção de amor por ti,
canção que nem no mar jamais ouvi.
Se eu pudesse tocar seu rosto
em meio à chuva
e lentamente tocar seus lábios
dóceis e quentes,
tocar seu corpo e nos seus braços,
fechar os olhos lentamente...
Sei que não adianta dizer mais e mais poesias,
pois nenhuma delas explicariam você.
Só me resta fechar os olhos e te esquecer,
meu coração deixar chorar, deixar sofrer,
e em meu peito sua imagem,
aos poucos, deixar morrer...

Sempre que o amor desvendar
o céu para mim eu vou tentar
encontrar um espaço para nós
dois.

E sim – serei maior se tiver sua
companhia nos momentos cruéis
da vida e até nos mais belos da
morte.

Quando o amor chamar meu nome
eu quero escutar o seu, sem respirar
e sem outro ruído ou som ou vozes
perdidas.

E não – desistirei de procurar a paz
se é guerra que ela me oferece, mas
vou sempre lutar pelo seu melhor
sorriso.

Nenhum amor
se perde no vento
se esgota no tempo.

Nenhum amor
desvanece sem receio
desaparece sem medo.

Nenhum amor
é menor que a morte
ou maior que a sorte
de viver.

Nenhum amor
é chama ou fogo
ou água sem sede
de beber.

O mundo nos cruzou
em um leito de amor
e na verdade de um
coração, nasceram
dois que nunca vão
morrer!

A vida nos juntou
sem pedir licença
e na ilustre chama
da paz, nasci para
você e você para
mim!

Mãe, nome sagrado que
representa o melhor da
mulher!

Mãe, que o amor nos
aconchegue com o abraço da
eternidade!

Amor vai, amor volta, amor
vem na revolta e tudo é mar
e tudo é areia, e tudo é cru na
certeza que dois corações são
um só corpo, uma só pátria.

Eternidade, frio, calor, amor
vontade, chão, mão, e um
beijo imortal e um braço e
um abraço, e um bater do
coração, o meu, o seu, o seu.

Amor que dura vidas eternas
Amor que nasce sem morrer
Eternidade, frio, calor, amor
Um bater do coração
Um bater do coração.

Mulher, que sorte teria de estar ao teu lado,
Te admirar mesmo que fosse calado,
Teus olhos serenos e teu perfume de flor.

Quem te vê sentada assim,
Numa tranquilidade sem fim,
Não sabe a importância que tens,
E nem o que significas para mim.

Ainda que seja por pouco tempo,
Escuta esse verso que faço com alento,
Numa tentativa desatina de quem sente dor.

Sou pessoa fraca e não tenho coragem
De pegar na tua mão e dizer a verdade,
Sobre o que sinto aqui dentro,
E quais são os pensamentos,
de quem está morrendo de amor.

Não vão cair lágrimas dos
seus olhos enquanto o ar
sair e entrar na minha boca.

Sem tristeza ou amargura e
negrura só da noite para as
estrelas enxergar comigo.

Sem mágoa ou ressentimento
ou qualquer pétala no vento
irá cair. Não deixarei.

Não vão surgir sorrisos no
seu rosto só se um dia eu
morrer de tanto amar você.

Senti um fogo no peito
achei estar doente a
morrer de uma febre
incontrolável

Era um ardor atroz que
meu peito sentia
percebi que vinha do
meu coração

Nas noites mais frias
ele me aquecia
o coração
tão apaixonado

Hoje eu sei que o calor
vinha do amor que por
você nutria e por ele
o amor, vivia

Quem é rico em amizades,
Encontra na cumplicidade,
A verdadeira razão,
Para viver sem limites,
E se entregar de coração.

E quando é sincera,
Tem tudo para ser eterna,
Pois amizade de verdade
Não morre nunca,
Só se transforma em fraternidade.

Então cultive,
Ame e celebre,
Pois quem tem amigos
Não conhece solidão.