Poemas Tristes


São as lágrimas que como
penas caem após não mais
aguentar.

São os versos que escrevo
e que do nada se perdem no
olhar.

São as nuvens que voando
me despem a mente e a
alma.

São as forças que tinha que
não tendo mais me levam a
chorar.

Seja tristeza ou não é assim
que triste danço em vão no
palco da vida.

Máscara diária
Me proteja e me esconda
Faça com que eu seja aceito
Mesmo que custe a honestidade
Antes falso que isolado.

Me vê, mas não enxerga.
A farsa no semblante
Conta uma história diferente
Sorri por fora e se encolhe por dentro
É o segredo de quem mente.

Não faço por mal
Queria ser normal
Mas quem quer ser amigo
De quem se sente negativo,
Doído, triste e deprimido.

Quem sabe um dia,
Quando tiver coragem
Vou limpar essa maquiagem
Chamada falsidade
Mas que para mim é proteção.

Mas quem estou enganando?
Não é quem não sabe deste segredo,
Mas somente a mim mesmo
Pois sei que não tenho forças
Sou feito só de desejo.

Hoje vai ser igual a ontem,
Projetando na frente de todos
Uma postura de alegria,
Por dentro com o medo de me ferir
Me machuco todos os dias.

Hoje tudo perdeu o sentido
e me encontrei triste sem
nenhuma razão aparente.

As lágrimas caem do rosto
e eu só queria alguém para
me abraçar, mas a solidão
se faz presente.

Sinto-me só e não encontro
nenhuma saída.
Cada vez me afundo mais
nesta tristeza profunda.

Será que alguém pode me ouvir?
Será que alguém se importa?

Queria que alguém conseguisse
me entender e talvez assim,
esta tristeza pudesse ter fim.

Procuro qualquer coisa
que possa me consolar
e encontro conforto
nestas palavras.

A solidão me faz companhia
enquanto sinto este eterno
vazio dentro do meu peito.

A lágrimas caem do rosto
e nada parece fazer sentido.

Queria fugir daqui,
porque não encontro
ninguém que possa
me entender.

A cada segundo o vazio
dentro de mim cresce
um pouco mais e a
tristeza se torna minha
única companheira.

Não me recordo como começou
mas sei que é um tormento lidar
com esta dor que me abraça sem
querer mais me largar, sem lutar
para a a infelicidade contrariar.

Não me interessam as razões, as
mágoas ou as raivas que de mim
tomam conta do amanhecer ao
cair no sono, já em cansaço, já
em lágrimas de não mais aguentar.

É uma tristeza que me faz gritar
de boca fechado; cicatrizes nuas
cruas em mim, vozes frias no mar.

É uma tristeza que me engole sem
licença, sem permissão; é choro de
olhos secos, exaustos, frios no mar.

Deixe
a tristeza ir
deixe o sol
se opor ao
que se vai.

Deixe
o mar se
transformar
e eleve-se
ao que em
baixo mel
se tornou.

Deixe
porque a
vida não
resiste e
se altera
para o que
hoje ou um
dia será.

Uma folha cai
e se perde no vento
e aguenta seu tempo
enquanto cai.

Choram as lágrimas
bebem-se as dores a
pé ou sentado lá na
poltrona.

Tristeza que me morde
e me fere sem morder.

Tristeza que me agarra
e me fará sempre perder.

Poltrona.
Meu lugar favorito
para chorar e saborear
o vento que me leva

A lágrima cai
a mão abraça e foge
perdida no seu tempo
enquanto cai.

Não importa se é lágrima, se é
dor ou desilusão, não interessa
se é fogo, gelo ou sol ou amor
o que interessa é a tristeza
que assalta à vida todo calor.

Dá vontade de desistir, largar
fugir, correr em outra direção
saltar no mar, de gritar, calar,
de embarcar em um medo nu
que fere a mente sem a sarar.

E dói tanto que sem doer
doeria do mesmo jeito e
choraria mesmo sem chorar.

E rebenta o peito coração
desfeito sem amarras preso
a uma tristeza sem jeito.

Acho que sou capaz de superar
quase qualquer coisa, exceto
a solidão.

Sinto uma tristeza profunda
por não ter com quem dividir
os dias bons e ruins.

Às vezes, tenho muitas pessoas
ao redor, mas mesmo assim
acho que não faço a mínima diferença
na vida destas pessoas.

É aquela velha história de
se sentir só no meio da multidão.
Sinto que ninguém se importa
se eu estou bem ou mal e isso,
com certeza, é o que mais me dói.

Ninguém é feito para viver em solidão.
Tudo que eu queria era um abraço
e alguém para me dizer que vai
ficar tudo bem.

É de tristeza que escrevo
aquela mágoa que morde
e sempre acaba sorrindo
na nossa cara, maldita!

Basta de dor, de sentir o
feroz sentimento sempre
pronto a ensanguentar a
vida que tão bela poderia
ser.

Basta de sofrimento, nem
que seja por um momento
só, porque a vida de cada
um de nós feliz deveria
ser.

É de tristeza que escrevo
com a esperança clara de
que o amanhã pode e tem
de ser mais nobre e feliz.

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa.

Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo, para se ter consciência de que ainda se vive.

Eu não sei, não sei dizer
Mas de repente essa alegria em mim
Alegria de viver
Que alegria de viver
E de ver tanta luz, tanto azul!
Quem jamais poderia supor
Que de um mundo
Que era tão triste e sem cor
Brotaria essa flor inocente
Chegaria esse amor de repente
E o que era somente um vazio sem fim
Se encheria de cores assim

Coração, põe-te a cantar
Canta o poema da primavera em flor
É o amor, o amor chegou
Chegou enfim

(Canção do Amor Que Chegou - Vinícius de Moraes)

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito.

(Fernando Anitelli - Teatro Mágico)

A saudade escreveu uma poesia
que não quis compartilhar com
o mundo; não permitiu que a ou
b a conhecesse.

A saudade sente
falta e por isso escreve poesia no
coração e alma de quem também
a sente e não a quer compartilhar.

A saudade joga com o tempo que
sempre se joga no tempo do choro
de quem não espera sem sofrer ou
sofre sem querer.

A saudade cruel
é quando abraça as lágrimas e as
carimba com sangue do coração
que carregado de triste, chora.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".
El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.
En las noches como esta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo del cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oir la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa, que mi amor no pudiera guardala.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.
Como para acercala mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.
Aunque este sea el último dolor que ella me causa,
y estos sean los últimos versos que yo le escribo.

(Pablo Neruda)

Ainda correm lágrimas pelos
teus grisalhos, tristes cabelos,
na terra vã desintegrados,
em pequenas flores tornados.

Todos os dias estás viva,
na soledade pensativa,
ó simples alma grave e pura,
livre de qualquer sepultura!

E não sou mais do que a menina
que a tua antiga sorte ensina.
E caminhamos de mão dada
pelas praias da madrugada.

(Cecília Meireles)
(Citador)

É um sentimento sem nome, uma
voz sem som, um odor repleto
de temperatura inexistente.
Só o amor tem o poder de se
fazer amar sem que amando
se desvende seu rosto.

É uma dor que grita no peito, a
do amor sem resposta, a dor do
amor não correspondido.
Só a força é capaz de contornar
a tristeza de amar sem ser amado
por quem damos o mundo.

Por quem damos o mundo sem
pedir algo em troca!

Todo amor nasce de algum
lado, de algum lugar, de
algum país, de alguma
ilha, de todas as estrelas
ou de qualquer universo.

E o amor é amizade e é
respeito, nunca maldade
ou cobiça ou inveja ou
qualquer outra forma de
tristeza de sentimentos.

Seremos amigos para
toda eternidade, seja ela
crua, nua ou só, ou junta
ou perto, ou longe do mar
ou das estrelas aquáticas e
outras areias coloridas.

A morte
fria
deixa quente
a sensação de vazio
que toma conta
de quem fica
de quem parte
para parte alguma
de quem com a vida
se revolta
e revolta e revolta
noite
dia
de noite
de dia

de dia
de noite
dia
noite
uma espécie crua
de existir
como se viver não se
pudesse nunca mais
e só quem fica
mesmo assim
triste e vivendo
a sensação de vazio
que deixa quente
ou frio
o coração

Perder alguém é difícil,
a dor parece que nunca
vai embora completamente.

Até hoje sinto saudades
de pessoas que partiram.
Oro muito por elas, para
que Deus proteja suas almas.

É difícil sair do luto e seguir
em frente, mas ao mesmo
tempo, é necessário.

Vivo minha vida para
honrar os que partiram.
Não esqueço quem se foi
e só desejo que estejam em paz.

Não vão cair lágrimas dos
seus olhos enquanto o ar
sair e entrar na minha boca.

Sem tristeza ou amargura e
negrura só da noite para as
estrelas enxergar comigo.

Sem mágoa ou ressentimento
ou qualquer pétala no vento
irá cair. Não deixarei.

Não vão surgir sorrisos no
seu rosto só se um dia eu
morrer de tanto amar você.

Não é adeus,
É um até logo
Inevitável.
Antes tarde do que nunca,
Mas que não seja tão tarde
Já que sei que não vai ser nunca.

Por enquanto ainda aqui,
Fazendo o melhor,
Vivendo dia após dia,
Sabendo que o pior
Pode ainda estar por vir.

Devo confessar,
Parece tentadora
Essa ideia do descanso
Reencontro, amor, paraíso,
Mas essa escolha,
A hora de ir,
Não cabe a mim.
Faço o que posso,
Da minha maneira
E sem pressa de sair.

Não entenda mal,
Eu gosto daqui,
Mas a morte não parece ruim,
Triste é ver os outros nos deixar,
Sem nos chamar,
E nos largando aqui.

Se puder, peço só uma coisa.
Que quando for a minha hora,
Que a partida seja tranquila,
Sem estardalhaços,
Dor ou mesmo abraços,
Pois companhia traz choro,
E quando for minha vez,
Quero um sorriso no rosto.

A saudade é tudo que sei.
Desde que você partiu,
este é o único sentimento
que consigo sentir.

Saudade da sua voz,
do seu jeito, das nossas
conversas e veja só,
sinto saudade até
da despedida.

Esta falta que sinto
é o que me prende a você
e por isso, não quero
deixar este sentimento
de lado, por mais que
me entristeça.

Não quero que você se vá
completamente e por isso
me apego nesta saudade
mesmo que só me cause uma
enorme tristeza.

Sinto sua falta e ainda sonho
com o dia que poderei lhe
abraçar de novo, mesmo que
seja só uma última vez.

É um sentir que se apodera de nós
por dentro do corpo, nas entranhas
da mente. É uma angústia que nos
eleva ao topo da tristeza. É saudade.

Não dá para lutar contra. É só uma
batalha sem vencedor. Sentir falta
é sentir solidão e entender que não
se tem quem nunca se quis perder.

É a nostalgia que chega a cada luar
e se mantém no amanhecer que logo
surge. A saudade morde e faz doer.

É a melancolia no estado mais puro
que sempre chega naquela hora mais
incerta. A saudade morde e faz doer.

No desespero de provar,
Que no mundo não estou só,
Passo o dia a sonhar,
Imaginar que estou a lembrar,
Um amor que não virou pó.

Te olhava de longe,
De trás de uma cortina de medo,
De boca calada,
Na mente o mundo girava,
Em função de uma farsa.

Paralizado pela insegurança,
Nunca fui ao teu encontro,
E hoje, não mais te vejo,
Sem saber para onde se foi,
O amor que no fundo desejo.

Fico parado esperando em vão,
Percorro as ruas,
Procuro por todos os lados,
A esperança de um dia de novo,
Poder olhar mais uma vez o teu rosto.

É uma mistura de saudade,
Decepção e tristeza,
Saber que para ti não existo,
E no fundo ter a certeza,
Que do que sinto falta era da fantasia.

Solta-se um véu que recolhe
das amarras uma lágrima de
saudade.

Amarra-se uma lua ao céu
que carregamos no peito a
chorar.

Desloca-se o coração de um
lado para outro na esperança
triste.

Desiste-se da alegria de viver
na hora da despedida acontecer
triste.

Chora-se mais do que se come
na hora fugaz de recordar quem
foi.

Bebem-se lágrimas em copos
pequenos aos poucos a saudade
vai.