Saudade virou arte

E quem há de se importar, se um amor acabar? Quando o amor chega, há quem pense que é para a vida inteira. Eu já penso que o amor é um modo de estar. Eu posso me apaixonar, posso amar verdadeiramente, mas já me preparo para o dia que vai acabar. Sofre quem pensa que o amor vem para ficar!

Eu prefiro desfrutar do amor, e transformá-lo em inspiração. Amores vêm e vão. Se eu me entregar à dor, vou sofrer mais do que o dever. Quando um amor vai embora da minha vida, eu choro e sofro, mas prefiro transformar a saudade em arte, escrever uns versos, pintar um quadro, compor uma canção.

Não quero dizer que sou artista, mas o que seria do artista se não tivesse o amor e o desamor para a ele inspirar. Quando o amor vai embora e a saudade chegar, faço arte para me consolar, mesmo que não tenha valor e nem lugar para expor.

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Somos a prova que o impossível não existe. Todo mundo achou que não iríamos conseguir ficar juntos e agora ninguém mais nos poderá separar.

Você é o amor da minha vida e isso nunca irá mudar! Te amo. E prometo que vou cuidar do seu coração com todo carinho. Aliás, de outro jeito não seria feliz.

Quero estar sempre ao seu lado para juntos continuarmos a transformar impossibilidades em milagres maravilhosos. Só assim serei feliz e me sentirei realizada. Te amo, te amo, te amo!

Nego-me a saber quem são
aqueles meus inimigos,
e a todos eu dou a mão,
embora tantas as intrigas.

No calor dessas batalhas,
sem brigar, dou-lhes amor.
Se ainda houver uma mortalha
minha, dá-la-ei a qualquer ator

que se dispuser a continuar
uma grande luta inversa,
sem ódios, atirando ao ar
muitas balas de vida, em versos.

A arte de perder
não é nenhum mistério.
Tantas coisas contêm
em si o acidente de perdê-las,
que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero, a chave perdida,
a hora gasta bestamente.
A arte de perder
não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido,
com mais critério: lugares,
nomes, a escala subsequente
da viagem não feita.
Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe.
Ah! E nem quero lembrar
a perda de três casas excelentes.
A arte de perder
não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas.
E um império que era meu,
dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles.
Mas não é nada sério.
Mesmo perder você (a voz,
o riso etéreo que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a
ser mistério por muito que pareça
(Escreve!) muito sério.

(Elizabeth Bishop)

Um Feliz Dia para todos os Professores que se dedicam à arte do ensino com empenho e dedicação!

A natureza é poesia, é a música mais erudita e a pintura mais bela que existe.