Poesias


Queria voltar no tempo,
Para quando o futuro era incerto,
Época em que não via razão,
Mas em olhares encontrava a emoção,
E alegria em ter as amizades por perto.

Saudades de não entender,
Somente ver, sentir e viver,
Morar em meus pensamentos,
E em meus sonhos saber,
Que tudo é possível, basta querer.

Volto para infância em minha mente,
Memórias vivas não deixam a gente,
Nunca se vão e nem permitem,
Esquecer de que se queria,
Da vida que pensava que se merecia.

Não sofro por ter saudades,
Nem pela incapacidade
De fazer o tempo voltar,
Lembro do tempo em que era criança,
E tudo que fazia era sonhar.

Agora adulto só queria encontrar,
Meu antigo eu para poder contar,
Que o futuro ainda está em aberto
Não se preocupe, tudo vai dar certo,
Pois na vida o que é importante,
É se adaptar.

No coração, um novo mundo;
cores caindo em cascata
sozinhas no tempo
perdidas na imensidão
dos prazeres mais honestos.

No coração, uma luz fresca;
ruídos feitos de laços, feitos
com mãos pequenas, feitos
com uma beleza desigual.

No coração, uma voz solitária;
canções desfeitas de embalar, desfeitas
por vozes parecidas, desfeitas
com uma paixão imaterial.

No coração, uma nova esperança;
flores a cada instante
nascem para desabrochar
florescem para encantar
e sorriem sem razão.

No coração do mundo
um mundo cheio de crianças!

Prometo amar e cuidar e ser
fiel e ser mulher e ser capaz
e ser maior e ser amiga e ser
só sua e ser completamente
apaixonada e ser honesta e ser
promessa e ser jura e ser força
e ser risada e ser lágrima e ser
ousada e ser criança e ser velha
e ser modesta e ser mel e ser
mil e ser uma e ser o mundo
e ser oceano e ser sorriso e ser
sempre a esposa da sua vida!

Um amor que nasce no espelho
que vive e jamais desaparece
que revela as melhores cores
que comemora o próprio amor

Um amor igual a nenhum outro
que transforma guerra em paz
que ilude qualquer desilusão
que abraça toda vaidade

Um amor que dura toda uma vida
que vive sem pensar que existe
que derrete qualquer gelo
que ilumina toda negridão

Um amor ímpar e que é só meu
que é de quem quiser admirar
que é bondade em qualquer ar
que é verdade sem celebrar.

Máscara diária
Me proteja e me esconda
Faça com que eu seja aceito
Mesmo que custe a honestidade
Antes falso que isolado.

Me vê, mas não enxerga.
A farsa no semblante
Conta uma história diferente
Sorri por fora e se encolhe por dentro
É o segredo de quem mente.

Não faço por mal
Queria ser normal
Mas quem quer ser amigo
De quem se sente negativo,
Doído, triste e deprimido.

Quem sabe um dia,
Quando tiver coragem
Vou limpar essa maquiagem
Chamada falsidade
Mas que para mim é proteção.

Mas quem estou enganando?
Não é quem não sabe deste segredo,
Mas somente a mim mesmo
Pois sei que não tenho forças
Sou feito só de desejo.

Hoje vai ser igual a ontem,
Projetando na frente de todos
Uma postura de alegria,
Por dentro com o medo de me ferir
Me machuco todos os dias.

Sempre que a porta fecha
eu abro para você, e se a
flor se esconder na pétala
de uma outra, eu abro para
você ver.

Sempre que a noite cair
eu ilumino seus sonhos, e se
o chão desaparecer sob
seus olhos, eu lanço um
tapete para você.

Porque sou amor com você e
sem você não sou mais que dor.

Porque resisto a qualquer dor e
qualquer dor é menos que amor.

O coração é o ilustre dos ilustres
quando ama ou se deixa amar ou
até quando respira ou se deixa
respirar ou até quando no mar
dos sentimentos mergulha ou se
deixa mergulhar ou sempre que
o grito da paixão ele escuta ou
deixa quem ele ama escutar!

O coração carrega o peso do
amar e quando ama só sente
o peso de um amor tão leve
como o de qualquer outro
coração.

O coração é de quem quiser
carregar e seja de ouro ou de
pedra ele sempre se pode
transformar em um bom
coração.

Porque há amores que nunca
terminam, podem chover as
lanças do ódio ou as pétalas
da perdição. São amores
como o nosso que nunca
terminam.

Porque há paixões que nascem
para a eternidade, como a nossa
que dança ao sol do inverno e à
luz do qualquer outra estação. E
nada nos vai separar. Hoje ou
amanhã.

Um amor que não acaba, uma
paixão que nunca vai terminar
e juntos ao luar venceremos
qualquer mágoa do passado!

Não me recordo como começou
mas sei que é um tormento lidar
com esta dor que me abraça sem
querer mais me largar, sem lutar
para a a infelicidade contrariar.

Não me interessam as razões, as
mágoas ou as raivas que de mim
tomam conta do amanhecer ao
cair no sono, já em cansaço, já
em lágrimas de não mais aguentar.

É uma tristeza que me faz gritar
de boca fechado; cicatrizes nuas
cruas em mim, vozes frias no mar.

É uma tristeza que me engole sem
licença, sem permissão; é choro de
olhos secos, exaustos, frios no mar.

A simpatia no olhar ou a ternura
perdida no mar
Não o de todos, mas o meu e o seu
o que é só nosso e de mais ninguém
Esse amor me faz querer, querer.

Sobram os mares, os de todos, os
de outros lares
não o meu ou o seu, nem o nosso
E dentro do coração vive a chama
que sorri e chora sem vontade de sentir.

Glória ao amor e à esperança e
ao que ela canta ou sussurra por aí.

Glória a quem ama e aos que
não deixam de acreditar.

Pode cair o céu, as nuvens e até
o mar em areia se transformar
que nada irá apagar o amor que
nasce e nasce e nasce todos os
dias.

O mal nunca será maior que o
bem que floresce no seu e no
meu coração e nem as pétalas
das flores mais escuras serão
incapazes de recordar a luz do
amor.

Lutem os deuses, as chamas ou
as ondas que no rio viraram
secura em perdas encharcadas
mas nada será mais poderoso
do que o fogo que nos mantém
junto.

E nada, mas mesmo nada irá
arrumar um jeito de nos separar
até porque somos unidade, fortaleza
e união e para sempre seremos o
amor.

Um véu que se despe, uma nuvem que se veste
uma serena dor que se carrega como se nem
se carregasse e um odor a mel que um dia já
conheceu fel e do mal virou bem e do nada tudo.

Uma lágrima que corre no coração de quem já
o perdeu só perdida é a mulher que dele só ela
se encontrou e cabelos de poeira passaram a flor
de amendoeira como se de amor se tratasse a vida.

Só quem é mulher sabe o que é perder e do que
foi se tornou maior e mais bela e mais sábia e
mais forte. Mais forte.

Só quem conhece o suor como qualquer mulher
conhece é que se encontra no nevoeiro ou no vento
mais forte. Sempre mais forte.

É sempre a mulher, é sempre ela
é sempre esse ser que vê a vida
pela janela e a pinta em aguarela
com tons violeta, amor ou magenta.

É sempre a mulher que bate o pé e
se levanta entre a multidão e só não
encanta quem é cativo da desunião.

É sempre ela, a mulher toda ela, tão
bela de coração ardente de antepassado
vivo de ocidente a oriente, toda ela.

É sempre ela, essa mulher tão singela
que vence forças maiores do que ela
que combate poderes e que se revela
na inflorescência de uma planta qualquer.

O amor machuca e faz sorrir quem
para amar está disposto, disponível
e preparado ou não.
O amor machuca e faz sorrir sem
razão ou não.

O amor não é mais do que amar
demais e surge de repente, no
luar ou no sol radiante ou na lua
constante ou na sombra de um
coração despedaçado ou não.

O amor não respira nem de se
respirar se permite o louco, no
encanto mais perdido ou na luz
de uma negridão total ele deve
e paga qualquer dor ou não.

O amor machuca e faz feliz quem
para amar está disposto, disponível
e preparado ou não.
O amor não machuca e alegra
sempre ou sim.

Mas o que é a morte
Senão o próximo passo.
Aquele que tememos,
Mas que um dia todos damos,
Ainda que contra a vontade.

Com medo de ver o fim,
Paralizados pela consciencia
De um dia não existir,
Vivemos andando na sobra,
Do amanhã que pode não vir.

Eu que sei pouco,
Mas ciente de que tenho fim,
Caminho atento e sempre a ver,
Maravilhado com a dádivas
E milagres que é viver.

Uma saudade que dói, uma
dor que carrega a nostalgia
de dias de chuva, de sol, de
mar aberto, de terra nunca
firme. Uma saudade que
mata mais do que fere!

Um amor que a tudo resiste
e que a nada negro assiste e
um abraço. Onde?
E um beijo? Onde?

Uma saudade do tamanho do
amor que sinto por você, uma
saudade maior que a distância
que nos separa, e machuca
tanto que torna cegos os olhos
mais visionários, e é amor!

Então este o fim?
O adeus eterno?
A última página do livro,
O cessar da música,
Um último suspiro.

Não quero deixar para trás
Palavras engasgadas,
Sentimentos não vividos,
Por medo do rídiculo
Feito de olhares vazios

De um coração que ainda bate
Para outro que esvai
Segure a minha mão,
Pois não houve viagem ou perigo,
Que não enfrentei contigo

Ainda que aqui em corpo,
Não mais presente.
“É permitido sofrer”
Em meios de abraços,
Que preferia dar, mas não receber.

Coloco minha máscara de força,
Postura, serenidade,
Frente ao que se espera,
A vida continua e na sua sabedoria,
Sua certeza chama saudade.

A maior verdade do mundo
tem morada no coração de
uma mulher; de uma mulher
qualquer; de todas as belas
mulheres que mesmo sem
serem belas são mulheres e
só por isso carregam no peito
a maior verdade do mundo.

A verdade do amor que move
montanhas e irradia luzes e
sons; sons e luzes de qualquer
gênero; luzes e sons de uma
qualquer mulher.

A angústia do mundo não é
pecado de qualquer ser mas
de um ser chamado mulher
igual a qualquer outro, igual a
qualquer mulher.

A maior verdade que existe
é aquela que cantada não se
escuta mais mas que escrita
perdura se for marcada no
legado de tantas e tantas
mulheres que ao longo da
Humanidade nos tornaram
mais capazes, mais felizes.

O amor que existe entre nós
Dispensa qualquer explicação;
Acontece quando estamos sós
Ou por entre a multidão.

Confiança é a base de tudo,
Amizade é o que nos sustém,
Há paixão, mas tem conteúdo,
Afeto, apego, lealdade também.

Olhamos para nosso futuro
Sem temer o que depois virá,
Seu abraço é meu porto seguro,
Seu carinho é meu amanhã.

E dizemos que é amor de um jeito,
Do único que nos faz sentido.
É um fogo que nos arde no peito,
No olhar onde ele está refletido.

Ainda não me conformo,
Saio e olho por todos lados,
Cansado de perseguir
E chorar pelo que não foi passado.

Inalcançável,
Porém sempre presente,
Ansiando por uma história,
Que só acontece na mente,
A imaginação continua a pregar peças,
Brincando com que se sente.

Como é possível?
Lamentar um ontem imaginário?
Lembrar do que não aconteceu,
Fingindo que era verdade,
Que o amor era correspondido,
E que mesmo de um sonho longínquo,
Também posso ser sentir
Saudade.

Não é adeus,
É um até logo
Inevitável.
Antes tarde do que nunca,
Mas que não seja tão tarde
Já que sei que não vai ser nunca.

Por enquanto ainda aqui,
Fazendo o melhor,
Vivendo dia após dia,
Sabendo que o pior
Pode ainda estar por vir.

Devo confessar,
Parece tentadora
Essa ideia do descanso
Reencontro, amor, paraíso,
Mas essa escolha,
A hora de ir,
Não cabe a mim.
Faço o que posso,
Da minha maneira
E sem pressa de sair.

Não entenda mal,
Eu gosto daqui,
Mas a morte não parece ruim,
Triste é ver os outros nos deixar,
Sem nos chamar,
E nos largando aqui.

Se puder, peço só uma coisa.
Que quando for a minha hora,
Que a partida seja tranquila,
Sem estardalhaços,
Dor ou mesmo abraços,
Pois companhia traz choro,
E quando for minha vez,
Quero um sorriso no rosto.

Coração com asa é sentimento
que pode voar, bater forte no
corpo e conhecer outras
paisagens.

E nosso amor é coração que
pode mas não pretende levantar
voo, que conhece o amor e nada
mais precisa para ser feliz.

E nosso amor é uma ilha com
vista para outras terras, mas sem
desejo de as visitar; completo
com a brisa do seu oceano.

Coração com asa é harmonia
sem igual, é guerra sem que
lutas existam, só e sem mais
paisagens.

O amor não bate forte, bate
leve quando o amor bate
forte no nosso coração.

Eu sei que vou amar e
amar você até ao final da
minha vida que será de você.

Amor, eu sei que é vento que
leva quem ama e quem de
tudo se perde no amor.

Só eu sei, meu bem ou
meu tudo que no final serei
de você e você sempre de mim.

Sou rei em terra suja e pobre
em lar de realeza; posso ter
pouco em muito e tudo em
nada se seu amor por mim
for minha estrada.

É fogo e é gelo e é primavera
e outono é; e não importa o
tempo ou o vento ou o rio ou
o mar se juntos a solidão
mandarmos calar.

Pode chover – não importa.
Ou nevar – não interessa.
Só amar é meu país enquanto
seu mundo for meu planeta.


Só me interessa o seu amor
Nem de perto o seu calor ou
Mais perto seu cabelo, olhar
ou mão, eu quero sua emoção.

Feliz vivo ao seu lado, seja
Em hora de folia ou solidão,
Seja de prato cheio ou vazio
Eu sempre quero seu coração.

Seja no inverno ou no verão,
Na chuva à noite perdida ou
Escondida a lua por aí, amar
Você é minha bela missão.

De mãos dadas ou à distância,
Longe um do outro, separados
Por mares e terra e outras
Coisas; unidos neste amor.

Eu não sei se é do olhar
Se é dos olhos
Se é da voz
Se é da boca
Eu não sei se é das pernas
Ou do caminhar
Só sei que vivo
Para te amar

Eu não me lembro de ser
Mais ser do que sou
Desde que sou ao teu lado
Não sei se é do teu ser
Se é de ser apaixonado

Eu não me recordo de
Sorrir, de sorrir como sorrio
Desde a hora que nasceu
No peito meu este amor
Este sentido de ser teu

Não importa de são flores
se são dores ou amores
É quando o coração chora
quando grita, quando rouba
uma rosa ou margarida ou
um espinho delicado

Não importa se são flores
ou abraços ou odores
É quando a mente pouco
sente, quando o mar vira
areia e todo mundo não
basta para amparar o
apaixonado

Não importa se são flores
de todas as cores ou de
amargas sensações ou de
glórias sem perdão e eu
sou seu e você não é de
alguém, é só sua e de mais
ninguém

Não importa se são flores
doces rebentos ou outros
odores e alegra-se o vento
com magnólias de cal ou
com pétalas sem sal, viverei
sempre com você.

No desespero de provar,
Que no mundo não estou só,
Passo o dia a sonhar,
Imaginar que estou a lembrar,
Um amor que não virou pó.

Te olhava de longe,
De trás de uma cortina de medo,
De boca calada,
Na mente o mundo girava,
Em função de uma farsa.

Paralizado pela insegurança,
Nunca fui ao teu encontro,
E hoje, não mais te vejo,
Sem saber para onde se foi,
O amor que no fundo desejo.

Fico parado esperando em vão,
Percorro as ruas,
Procuro por todos os lados,
A esperança de um dia de novo,
Poder olhar mais uma vez o teu rosto.

É uma mistura de saudade,
Decepção e tristeza,
Saber que para ti não existo,
E no fundo ter a certeza,
Que do que sinto falta era da fantasia.

Como uma pena que voa e
cai sem deixar rasto, como
quem sofre sem chorar ou
sem sentir um amor vasto.

Na tertúlia dos sentidos a
paixão os dados lança, e
chovem flores ou cantam
amores no corpo que dança.

E gritam aos mares os mais
destruídos ares, os nunca
destituídos e glória ao amor
é terra que serra a glória da
dor sem que se doa mais do
que se dói, pois que doa a
quem nada dói e se celebre
o amor entre nós dois.

É de tristeza que escrevo
aquela mágoa que morde
e sempre acaba sorrindo
na nossa cara, maldita!

Basta de dor, de sentir o
feroz sentimento sempre
pronto a ensanguentar a
vida que tão bela poderia
ser.

Basta de sofrimento, nem
que seja por um momento
só, porque a vida de cada
um de nós feliz deveria
ser.

É de tristeza que escrevo
com a esperança clara de
que o amanhã pode e tem
de ser mais nobre e feliz.