Mensagens de Morte

Mesmo depois do último adeus, aqueles que partem continuam fazendo parte da vida dos que ficam através da saudade.

Dessa forma quem morre nunca desaparece por completo. Lembrar e falar com carinho e a vida toda carregar a sua imagem no coração, é a melhor forma de prestar homenagem a quem se foi.

Acreditando que a morte não é uma separação definitiva, mas apenas temporária, oro para que todos os que já partiram encontrem a paz no reino de Deus!

Nada me mataria mais,
se apenas ela me amasse.
Nada seria mais eficaz,
se por misericórdia inda me rejeitasse.
Não morreria mais essa minha fé,
se ao menos me apunhalasse;
mas ainda cai desgraça de pé
e morro sem que ela me falasse.
Inda viveria mais,
se a paixão não me desse jugo tão duro.
Inda assim acharia meu cais,
se soubesse que moro em seu novo futuro.
Mas ainda assim me mata,
me deixando viver sem seus olhos...
Viver sem ti de morte não passa;
flores para mim, assim, não passam de tristes abrolhos...

Eu quero PAZ!

Quero meu neto brincando na praça.
Quero sorrir para a moça que passa.
Quero sentar ao lado sem cuidado
da mulher...
do menino...
do desempregado...
sem medo do revólver guardado.
Quero...

sair na tarde fria
caminhar na noite vazia
olhar o mundo com alegria
sem temor...
sem agonia...
sem vigília...
Quero...
a criança dormindo
seu caminho seguindo
o velho se despedindo
partindo... velhinho!
O homem ganhando na vida a corrida.
E a gente morrendo de morte morrida.
QUERO...
um Brasil com vergonha na cara
de gente que AMA!
de gente que VIVE!
de gente que FAZ!
BASTA!

(Ana Merij)

"O mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão.

- Senhores Jurados, o cão permanece com o seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o Sol na sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os seus amigos sigam seu caminho: lá, ao lado de sua sepultura se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes, mas em atenta observação, fé e confiança mesmo à morte."

Este tributo foi apresentado ao júri pelo ex-senador George G. Vest (então advogado), que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositalmente, pelo vizinho. O fato ocorreu há um século na cidade de Warrensburg, Missouri, nos Estados Unidos. O senador ganhou o caso e hoje existe uma estátua do cão na cidade e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça da cidade.

Durante toda a história a morte sempre foi um dos assuntos mais questionados e até hoje certamente o mais especulado. São tantas perguntas sem respostas e tantas respostas duvidosas que no fim das contas, ainda permanece como algo que tem muito que ser explorado.

Há os que acreditam que simplesmente é o início de outra vida, ou ainda apenas uma breve partida. Tem aqueles que creem na morte como uma passagem para a eternidade.

Independentemente de religião, a morte deveria ser interpretada inversamente ao nascimento. Afinal, se há um começo, porque não haveria um fim? Mas o que virá após esse fim, eis o principal questionamento. A morte é mesmo só o começo do desconhecido, daquilo que ainda está de certa forma escondido.

A verdade mesmo é que podemos contar diversas histórias que supostamente simbolizam esse desfecho, mas o fato é que nunca realmente saberemos até o acontecimento do evento.

O mundo poderia ser diferente
Se todos soubessem o que é realmente ser feliz.
Poderia ser mais alegre
Mais valorizado.
Enquanto há pessoas lutando contra o tempo
Para continuar vivendo
Outras fazem da vida um jogo
Onde ver a morte de perto
É o maior prazer...
Esperanças se tornam mais fortes
Do que doenças malignas.
Ignorância faz da dor a felicidade.
Poderia ser diferente
Se todos soubessem o que é viver em paz.
A paz é a vida recheada de felicidade.
A paz está extinta pela ignorância de muitos.
Esses "ignorantes" da vida
Nos fazem render-se ao mundo
Destruindo as poucas esperanças que restam...
Como pode filhos do mesmo PAI
Ser tão diferentes?
A falta de amor de muitos
Deprimem aqueles que ainda vivem
Em busca da paz...
É uma luta,
Da ignorância contra a paz.
Renda-se a paz
Ignore a ignorância pela vida,
Porque se todos ficarem
Na arquibancada da vida
Torcendo pela paz,
O mundo pode
Ser Diferente...

Nem todas as eras do mundo seriam suficientes para descrever tudo que sinto por você. Assim como nem todo o comprimento do universo se compara com o tamanho do meu amor por você. Pois, eu amo, amo de verdade, com sinceridade, incondicionalmente e para sempre. Sei que é amor eterno porque você faz parte de mim.

Você é minha outra metade, o pedaço que completa meu coração, minha alma, meu corpo. E aconteça o que acontecer, meu amor por você jamais vai morrer, nem nesta vida, nem em nenhuma das próximas. Te amo!

Nunca é tarde demais para mudar o que está mal na sua vida. Enquanto você puder sonhar, existirá sempre uma chance para alterar o rumo dos acontecimentos.

Se há algo que faz você infeliz, largue isso agora. Se existem obstáculos no seu caminho, siga noutra direção. O importante é não deixar morrer a esperança de que tudo pode ser diferente.

Quase todos os relacionamentos já atravessaram, ou vão atravessar, uma crise. E, infelizmente, chegou a vez do nosso namoro enfrentar uma.

Mas esta crise não tem que significar a morte antecipada do nosso amor, pois apesar de uma estrutura ser abalada, ela não tem que desabar.

Eu ainda amo você, e acredito que somos capazes de superar este momento menos bom, pois quando há amor, tudo é possível!

A experiência é uma coisa muito interessante. É nos servindo dela que aprendemos grande parte daquilo que sabemos; por ela orientamos, muitas vezes, os nossos passos; com ela evitamos a repetição de dissabores e procuramos aquilo que já sabemos ser bom. A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cômoda e segura, livre de problemas. Uma chatice, enfim... Felizmente, a natureza possui aspetos desconcertantes que têm o condão de permitir que, apesar de existir a experiência, a nossa vida seja em cada um dos seus momentos uma aventura louca e sem destino previsível. Um deles é que a experiência que adquirimos numa fase da nossa vida não nos serve de nada quando chegamos à fase seguinte. Apesar da experiência que vamos adquirindo, chegamos, a cada uma das nossas épocas, inexperientes e inseguros como da primeira vez. A vida, na sua magnífica diversidade, vai nos oferecendo constantemente novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados. Algumas são duras: um fracasso grande, uma doença que veio para ficar, a morte de alguém que nos faz falta... Estas limitações da experiência nos forçam a crescer continuamente; nos mantêm tensos, esforçados. Permitem que tenhamos constantemente objetivos diferentes. Dão colorido à nossa vida. É assim que nos podemos manter de algum modo jovens em qualquer idade. Quem programou este jogo da vida o fez de forma a que ele tivesse sempre interesse.
Subimos de nível, saltamos do material para o espiritual, varia o grau de dificuldade, mudam os adversários e o ambiente - como nos jogos electrônicos... Não somos poupados a sofrimentos, mas nos é dada a possibilidade de reagir e continuar a avançar. Se temos saudade do que ficou atrás, também nos é permitido sonhar com o que está adiante. Se conservamos o sabor de derrotas que tivemos, também planeamos a vitória que se segue. No jogo da vida, as derrotas deixam marcas, as feridas fazem mesmo doer, muitas vezes não recuperamos aquilo que perdemos. Estamos ancorados à realidade e, por isso, para nos divertirmos, para nos sentirmos como aventureiros no meio de tudo isto, temos necessidade de coragem. E de não calarmos aquilo que dentro de nós nos chama a um sonho, clama por aventura, pede para fazermos com a vida qualquer coisa que seja grande. Poderíamos dar ouvidos ao medíocre que quer se instalar em nós. E evitar, por medo e preguiça, as dificuldades, as complicações, o sonho. Mas "evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada".

(Helen Keller)
(Shvoong)

Não tenho pais, faço do céu e da terra os meus pais;
Não tenho lar, faço do meu corpo o meu lar;
Não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder;
Não tenho meios, faço da docilidade meus meios;
Não tenho poder mágico, faço da personalidade minha magia;
Não tenho vida nem morte, faço do tempo a minha vida e minha morte;
Não tenho corpo, faço da fortaleça meu corpo;
Não tenho olhos, faço do relâmpago meus olhos;
Não tenho ouvidos, faço da sensibilidade meus ouvidos;
Não tenho membros, faço da prontidão meus membros;
Não tenho leis, faço da autoproteção minha lei;
Não tenho estratégias, faço da liberdade de matar e ressuscitar minha estratégia;
Não tenho forma, faço da astúcia minha forma;
Não tenho milagres, faço da justiça meus milagres;
Não tenho princípios, faço da adaptabilidade meus princípios;
Não tenho táticas, faço da rapidez a minha tática;
Não tenho amigos, faço da minha mente meu amigo;
Não tenho inimigos, faço da imprudência meu inimigo;
Não tenho armadura, faço da benevolência e da retidão minha armadura;
Não tenho castelo, faço da mente indomável meu castelo;
Não tenho espada, faço do sonho da minha mente minha espada.

Teólogos eminentes, tentando harmonizar interesses temporais e espirituais, obscureceram o problema da morte, impondo sombrias perspectivas à simples solução que lhe é própria.
Muitos deles situaram as almas em determinadas zonas de punição ou de expurgo, como se fossem absolutos senhores dos elementos indispensáveis à análise definitiva. Declararam outros que, no instante da grande transição, submerge-se o homem num sono indefinível até o dia derradeiro consagrado ao Juízo Final.

Hoje, no entanto, reconhece a inteligência humana que a lógica evolveu com todas as possibilidades de observação e raciocínio.

Ressurreição é vida infinita. Vida é trabalho, júbilo e criação na eternidade.

Como qualificar a pretensão daqueles que designam vizinhos e conhecidos para o inferno ilimitado no tempo? como acreditar permaneçam adormecidos milhões de criaturas, aguardando o minuto decisivo de julgamento, quando o próprio Jesus se afirma em atividade incessante?

Os argumentos teológicos são respeitáveis; no entanto, não deveremos desprezar a simplicidade da lógica humana.

Comentando o assunto, portas a dentro do esforço cristão, somos compelidos a reconhecer que os negadores do processo evolutivo do homem espiritual, depois do sepulcro, definem-se contra o próprio Evangelho. O Mestre dos Mestres ressuscitou em trabalho edificante. Quem, desse modo, atravessará o portal da morte para cair em ociosidade incompreensível? Somos almas, em função de aperfeiçoamento, e, além do túmulo, encontramos a continuação do esforço e da vida.

"E, se não há ressurreição de
mortos, também o Cristo não
ressuscitou."
Paulo. (1 CORINTIOS, 15:13.)

Um homem tinha tudo o que sempre quis e imaginou ter na vida. Seus sonhos eram realizados, sua família muito grande e bonita e os seus bens não paravam de crescer. Ele possuía tudo e sua saúde também era inabalável.

Um dia, porém, como uma desgraça repentina, este homem perdeu absolutamente tudo. Ficou na miséria e ainda teve a saúde afetada por uma doença terrível. Ele ficou praticamente só, caído, desanimado e desejando até mesmo a própria morte.

Apesar da atualidade do fato, este caso ocorreu há milhares de anos com um homem chamado Jó. Esse personagem está descrito na Bíblia como uma pessoa justa e reta diante de Deus e que procurava se desviar do que manchava a sua fé (Leia Jó 1:8). No entanto, isso não foi suficiente para mantê-lo longe da tristeza que lhe abateu nem da falta de esperança que se aproximava cada vez mais forte.

Houve situações em que ele lamentava e chorava, em outras amaldiçoava o dia em que nasceu, lembrava-se do período em que era rico e feliz ao lado da família e afligiu-se tanto até que finalmente perdeu a esperança na vida, mas escolheu mantê-la.

Se ocorresse de Jó se matar, o caso dele seria mais um (como acontece em nossos dias) de pessoas que, por perderem tudo, ou por causa de traição e decepção, ou mesmo por uma falta de sentido à vida, não conseguem mais manter a fé, nem em Deus nem em si mesmas, e que por isso escolhem acabar com ela.

Jó, porém, não perdeu a fé. E, apesar de tanto sofrimento, a proclamou quando disse: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19:25-26)

Qual é a situação em que você se encontra no momento? A falta de esperança tem lhe tirado o sono e lhe trazido peso? Como voltar a ter fé, mesmo em um momento de desespero e angústia?

Faça como Jó: declare a sua fé e clame ao mesmo Deus que o tirou do pó e lhe restituiu tudo o que havia perdido, principalmente, a paz.

(Jaqueline Corrêa)
(Arca Universal)

Meu amor por você é o mais sincero,
o mais verdadeiro que
alguma vez senti. Na verdade,
sinto que nunca amei antes,
de tanto e tão verdadeiramente
que amo agora você.
Espero que nunca duvide,
mas se um dia duvidar,
olhe nos meus olhos
e preste atenção.
Repare como eles se iluminam
quando vejo você,
veja como todo meu rosto
se transforma simplesmente
porque você está presente.
Eu amo você,
tanto e tão sinceramente,
que viver longe de você seria
pior que tortura,
seria morrer em vida lentamente!

Não há vida se não se sentir amor pelo menos uma vez, mas dificilmente haverá amor sem que exista decepção. Minha história, meu viver, pode se resumir muito por alto assim.

Descobri o amor e me entreguei de corpo e alma a ele. Mas com o amor conheci a dor e a decepção também. O sofrimento que ele me causou me levou até a amargura.

Aí encontrei de novo a luz, pois conheci o perdão. Perdoei quem me provocou tamanha dor e me senti leve como há muito tempo não sentia. Mas apesar dessa nobreza de coração não fui capaz de esquecer.

Talvez nunca consiga, pois quem pode dizer que é capaz de amar, chorar, quase morrer de amor, perdoar e depois esquecer? Eu não! Minha vida segue seu caminho, mas esquecer nunca conseguirei.

Como posso ser herói
Se em um minuto o mundo me vence?
Como posso vencer
Se me rendo sempre às garras da solidão?
Como posso querer felicidade
Se vivo de tristeza?
Como posso querer forças
Se a fraqueza me toma em seus braços?
Magias não existem,
Como posso então viver de truques de fantasias?
Gênios não existem para concederem desejos,
Mas existem desejos a serem concedidos
Para aqueles que vencem todos os obstáculos da ilusão.
Como querer subir ao pódio
Se não tenho uma vitória a homenagear?
Como posso querer parar de chorar
Se não tento sorrir?
Como posso desejar a vitória
Se de uma guerra eu fugir?
Como posso querer respostas
Se não pesquisar as origens de cada
Pergunta que a vida me faz?
Como posso viver, se vivo a espera da morte?
“A vida é assim, cheia de encontros e desencontros,
Mas são nossos passos que nos conduzem a cada momento!
Por isso, não se dê por vencido,
Antes de saber quem está nas mãos a vitória,
Pois ela pode estar desde o início em suas mãos.

Não há mais desculpas
Você vai ter que me entender
Quando olhar pra trás
Procurando e não me ver
Chegou a hora de recomeçar
Ter cada coisa em seu lugar
Tentar viver sem recordar jamais
E se a saudade me deixar falhar
Deixar o tempo tentar te apagar

Te ligar de madrugada sem saber o que dizer
Esperando ouvir sua voz e você nem me atender
Nem ao menos pra dizer:

Que não vai voltar
Não vai tentar me entender
Que eu não fui nada pra você
Que eu deveria te deixar em paz
Eu já não sei mais
Não sei viver sem ter você
Hoje eu queria te esquecer
Mas quanto mais eu tento, mais eu lembro
Não sei viver sem ter você

Não sei viver sem ter você

É difícil de aceitar
Recomeçar do zero
Levantar e caminhar
Perceber que quem se ama
Já não se importa com você
E acordar sozinho ouvindo o som da sua TV
Chegou a hora de recomeçar

Acreditar que pode ser melhor assim tentar crescer
Fingir feliz e te deixar para depois
E a cada dia que eu morrer
Espero que você morra pois

Se eu ligar de madrugada sem saber o que dizer
Esperando ouvir sua voz e você nem me atender
Nem ao menos pra dizer...

Que não vai voltar
Não vai tentar me entender
Que eu não fui nada pra você
Que eu deveria te deixar em paz
Eu já não sei mais
Não sei viver sem ter você
Hoje eu queria te esquecer
Mas quanto mais eu tento, mais eu lembro
Não sei viver sem ter você
Não sei viver sem ter você

Preciso reaprender
A viver
Pra esquecer
Pra te esquecer

Pra te esquecer!

(CPM 22)

O amor verdadeiro é eterno e resistente a tudo, pois não há tempo ou temporal que o consiga derrubar. Não há distância que o desgaste ou problemas que ele não supere.

O amor verdadeiro não faz sofrer, pois é generoso e compreensivo. E quando o amor verdadeiro une dois corações nada consegue separar. Pois ele é mais forte que todas as forças da natureza, mais poderoso que a vida e a morte!

Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: “Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?”. Os abutres bradaram: “Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!”. Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram muito a declarar: “Maluca! Está querendo se heroína!”. Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: “Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem”.

(Augusto Cury)
(trecho do livro "O Vendedor de Sonhos")

Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos!

(Clarice Lispector)

A vida é curta. A vida está sempre por um fio. Para morrer basta estar vivo, qualquer dia pode ser o nosso último dia de vida. Acordar depois de uma noite de sono é sempre uma dádiva, o milagre da vida se renova todos os dias em nós. Ter essa percepção sempre tão acesa dentro de nós pode ser danoso, mas também não podemos nos esquecer de quão frágil é a vida.

Quanto mais os anos passam, quanto mais tempo vivido temos, e menos tempo por viver nos esperam, mais os dias e os momentos devem se tornar valiosos para nós. É preciso saber que não há tempo a perder com vaidades, com obsessões, com tentações pela perfeição.

O tempo de vida é aquilo que de mais precioso temos. Viva com sinceridade e honestidade todos os instantes da sua vida, fique perto de quem ama, dedique o seu tempo a quem você admira e gosta, e não a quem precisa impressionar. Seja corajoso para fazer aquilo que deseja, seja sedento pela vida.

Viva com todo o seu coração de modo a sentir-se sempre pleno, viva sentindo-se sempre pronto para partir, mesmo que ache cedo demais. Carregue sempre no seu coração a certeza de viver de verdade.

Em determinada época vivia um médico, excelente no preparo de receitas de remédios. Ele tinha cerca de 100 filhos. Enquanto esteve fora de casa, numa viagem a um distante país, todos os seus filhos beberam veneno por engano, debatendo-se de dor e caindo ao chão à medida que o veneno penetrava em seus corpos.

Ao retornar para casa, o médico encontrou seus amados filhos em agonia por toda a casa e ficou muito chocado e triste. Alguns dos que tomaram o veneno perderam completamente a razão, enquanto outros, ainda, estavam conscientes.

Todas aquelas crianças, ao verem seu pai, ficaram contentes e correram ao seu encontro, lhe implorando: "Pai! Estamos muito felizes de encontrá-lo em boa saúde. Nós tomamos veneno por engano, por causa de nossa ignorância. Por favor, nos salve e nos dê forças."

Imediatamente, o médico juntou muitas ervas medicinais de bom sabor, bom cheiro e linda cor receitando-as de várias maneiras como um maravilhoso remédio a suas crianças enfermas. Aqueles que ainda não haviam perdido a razão tomaram imediatamente o remédio e escaparam das dores agudas e sofrimentos. Os que não mais faziam uso da razão não tomaram o remédio apesar das recomendações do bom médico.

O pai ficou muito triste e decidiu usar um último recurso para convencer seus filhos a se curarem. Ele disse: "Eu vou morrer de velhice. Antes de começar a minha jornada, deixarei este remédio bom com vocês. Se vocês tiverem problemas, tomem-no." E saiu de casa dirigindo-se a outro país. Lá chegando, enviou um mensageiro à sua casa, que disse a seus filhos: "Infelizmente seu pai faleceu."

"Agora ninguém cuidará de nós com misericórdia e bondade", exclamaram os filhos diante da notícia, finalmente decidindo tomar o remédio. Logo se recuperaram completamente e o pai ciente de que isso aconteceria retornou para casa encontrando seus filhos felizes.

Nesta famosa parábola, o remédio maravilhoso com bom sabor, linda cor e bom cheiro simboliza a oração Nam myoho rengue Kyo ensinada pelo bom médico, que é o Buda, e o veneno indica as religiões desencaminhadoras (que deixam as pessoas iludidas e desorientadas).

(As Mais Belas Histórias Budistas)

Conquistar não é conquistar-se.
Muitos conquistam o ouro da Terra
e adquirem a miséria espiritual.
Muitos conquistam a beleza corpórea
e acabam no envilecimento da alma.
Muitos conquistam o poder humano
e perdem a paz de si mesmos.
Necessário que o espírito se acrisole na
experiência e na luta, valendo-se delas
para modelar o caráter,
senhoreando a própria vida.
Para possuirmos algo com acerto e
segurança, é indispensável não sejamos
possuídos pelas forças deprimentes que
nos inclinam sentimento e raciocínio
aos desequilíbrios da sombra.
Indubitavelmente, todos podemos
usufruir os patrimônios terrestres,
nesse ou naquele setor do cotidiano,
mas é preciso caminhar com
sabedoria para que o abuso não nos
infelicite a existência.
É por isso que sofrimento e dificuldade,
obstáculo e provação constituem para
nós preciosos recursos de superação
e engrandecimento.
Todos os valores externos concedidos à
personalidade, em trânsito no mundo,
são posses precárias que a enfermidade
e a morte arrancam de improviso,
mas todos os valores que entesouramos
no próprio ser representam posses
eternas que brilharão conosco,
aqui e além, hoje e amanhã...
Na esfera espiritual, cada criatura é
aproveitada na posição em que se
coloca e somente aqueles que
conquistaram a si mesmos,
nos reiterados labores da educação,
através do suor ou da lágrima,
do trabalho ou da renúncia, são capazes
de cooperar na extensão do amor e da luz,
cujo crescimento na Terra exige,
invariavelmente, o coração e o cérebro,
as ações e as atitudes daqueles que
aprenderam na lei do próprio sacrifício
a conquista da vida imperecível.
Reflete naquilo que te falam,
antes de te entregares
psicologicamente ao que se te diga...

(Chico Xavier)

Nenhum amor
se perde no vento
se esgota no tempo.

Nenhum amor
desvanece sem receio
desaparece sem medo.

Nenhum amor
é menor que a morte
ou maior que a sorte
de viver.

Nenhum amor
é chama ou fogo
ou água sem sede
de beber.

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre que o amor, eis que permite que o objetivo dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todo os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Às vezes mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os!

Sinto muito pela sua perda, meu bom amigo!
A vida é bastante injusta, ela faz com que a gente se sinta do tamanho de um grão de areia. Eu sei que é isso que você está sentindo neste momento de profunda tristeza, porque perder alguém assim tão especial é como perder o chão. É como fazer uma visita às profundezas da angústia. Mas eu tenho uma coisa boa para dizer para você: você vai ultrapassar esta situação.

Você tem seu período de luto, que respeito e que merece seu próprio respeito. Entendo isso. Acontece que seu ente querido está desejoso de ver você tocar a vida para a frente. Pode ter certeza que ele não está preocupado com seu luto, aliás, ele quer que você entenda o inevitável da vida, que é a morte. É hora de tomar consciência que tudo vai passar. Claro que ficará sempre a marca, porque você não é um robô, um androide. Você é, além de um grande amigo e um exemplo de homem, um ser muito forte que vai dar a volta aos seus sentimentos. Se levanta e vive!
Toda a força do mundo para você.
Abraço Sentido!

A separação de talento e habilidade é um dos conceitos mais incompreendidos por pessoas que têm sonhos e querem alcançar alguma coisa na vida. Talento você tem naturalmente, habilidade só é desenvolvida através de horas e horas e horas de trabalho no seu ofício. (...) Não há nenhuma maneira fácil de contornar isso. Não importa o quão talentoso você é, seu talento vai falhar se você não está qualificado, se não tiver habilidade, se você não estudar, se você não trabalhar duro e dedicar-se a ser melhor a cada dia, você não vai ser capaz de comunicar com o seu talento da forma que você quiser. (...) A única coisa que eu vejo que é distintamente diferente sobre mim é que eu não tenho medo de morrer na esteira. Você pode ter mais talento do que eu, você pode ser mais esperto do que eu, mas se estivermos na esteira juntos, acontece uma de duas coisas: você vai sair primeiro ou eu vou morrer. É realmente muito simples.

(Will Smith)

Você será sempre o homem que marcou minha vida, que fez meu coração sorrir e que deu um sentido para minha vida. E eu te amo!

E agora que você se foi a saudade já está machucando, sabe? Desejo que você parta em paz e que não falte harmonia nesse mundo que está prestes a conhecer!

Eu estarei aguardando o momento do nosso reencontro, porque uma história como a nossa não termina com a eterna despedida da morte! Vou honrar seu nome todos os dias e em todos os instantes, meu bem! Te amo.

Depois de meses de um amor que agonizava, hoje o enterro. Ele morreu, acabou. Muito já sofri, é verdade, mas sei que o pior ainda está por vir. Agora é o luto e a ausência. Não é fácil ver um amor morrer. Mas posso dizer que lutei, lutei até o último minuto para que ele sobrevivesse, fiz tudo o que podia fazer, fiz tudo o que tinha para fazer.

Se há uma culpa que não carrego é de ter sido fraca. Mas há uma hora na vida em que é preciso assumir, por mais dolorosa que seja, que uma hora as coisas chegam ao fim.

Há muito tempo que já carregava um cadáver nas costas, o cadáver de um relacionamento. Ele já começava a pesar demais e cheirar mal. Era hora de enterrá-lo de vez, colocar um punhado de terra por cima e virar as costas para seguir com a vida.

Outros amores virão, partirão, mas espero que o amor de verdade chegue e que venha para ficar, se for para me fazer feliz. Mas agora, enterro um amor que morreu, um amor que acabou. Deixo rosas sobre o túmulo, mas levo comigo os espinhos. Espero em breve deles me livrar.

Como uma sentença, todos vivemos nossas vidas na sombra do inevitável e terrível desfecho que é a morte. Uma certeza que mesmo assim, sempre nos consegue pegar de surpresa quando nos atinge através dos que mais amamos.

Foi assim que me senti quando você se foi, minha querida mãe. Quando abro os olhos a cada nova manhã, ainda penso estar vivendo um pesadelo, pois ainda passou pouco tempo e custa a acreditar que tudo isto é real.

Desde então minha alma vive em um luto carregado, em uma melancolia incurável, em uma saudade insustentável. Talvez a sabedoria popular prove ter razão e o tempo tudo melhore, talvez. Mas por enquanto saber que está para sempre longe, para sempre inalcançável, é a mais insuportável das ideias.

Minha querida mãe, não importa onde esteja agora, não importa quanto tempo tenho de esperar para a poder reencontrar além da vida. Esta saudade vai ser eterna, pois para sempre eu vou amar você!