Mensagens de Reflexão


"O ódio nunca desaparece enquanto pensamentos de mágoa forem alimentados na mente. Ele desaparecerá tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.
Se o telhado for mal construído ou estiver em mau estado, a chuva entrará na casa; assim, a cobiça facilmente entra na mente, se ela é mal treinada ou está
fora de controle.
Um fabricante de flechas tenta fazê-las retas; assim, um sábio tenta manter correta a sua mente.
Uma mente perturbada está sempre ativa, saltitando daqui para lá, sendo de difícil controle; mas a mente disciplinada é tranqüila; portanto é bom ter sempre a mente sob controle.
Aquele que protege sua mente da cobiça, ira e da estultícia desfruta da verdadeira e duradoura paz.
Proferir palavras agradáveis, sem a prática das boas ações, é como uma linda flor sem a fragrância.
A fragrância de uma flor não flutua contra o vento; mas a honra de um homem transparece mesmo nas adversidades do mundo.
Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igualou superior à sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo.
Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo mas o mau amigo lhe ferirá a mente.
Ser tolo e reconhecer que o é vale mais que ser tolo e imaginar que é um sábio.
O leite fresco demora em coalhar; assim, os maus atos nem sempre trazem resultados imediatos. Estes atos são como brasas ocultas nas cinzas e que, latentes, continuam a arder até causar grandes labaredas."

Uma nota ressoa, ouve-se um meio-tom...
O eco projeta-se pelo espaço e agora volta,
sempre marcado no tempo.

Duas vidas desabrocham, dois botões em flor se tocam.
Uma corrente dupla de puro amor eleva-se e funde-se com a chama brilhante que vem do alto.

Pontos gêmeos se amalgamam e brilham em maior resplendor, uma luz branca e clara lampeja para iluminar o caminho que se bifurca.

Uma trilha dourada se funde... misteriosamente, transforma-se em nós.
Dois seres se dissolvem para se descobrirem duplamente inteiros.

Singulares, embora unidos em outro plano, mais elevado, mais revelador.

Quem nunca passou por um momento difícil? Achar que a felicidade é plena ou que pode existir alegria em 100% da vida, é tentar viver uma mentira. Por mais feliz que uma pessoa seja, alguma dificuldade sempre aparecerá, o que muda na verdade é apenas a forma de olhar para tentar solucionar o problema.

Tentar enxergar os momentos mais difíceis como algo passageiro pode ajudar bastante, pois achar alguma solução para algo impossível, certamente é bem mais difícil. O velho conselho de parar e pensar, nessas horas pode ser muito apropriado, se questionar sobre as diversas possibilidades para ultrapassar as dificuldades é um bom começo para mais na frente conseguir superá-los.

É preciso viver o momento, conhecer os motivos que o levaram até ele, entender profundamente o que pode ser feito. Fingir que nada está acontecendo não fará o problema desaparecer, muito menos se for transformado em um grande tormento. Nessas ocasiões, ter calma e paciência são os melhores sentimentos, unidos à coragem e confiança que tudo passará, com certeza são os melhores conselhos.

O hoje é o que temos de mais importante e todos os dias eu agradeço a Deus por esse presente que Ele me deu.

Uma das características principais do ser humano está na união de particularidades, ainda que no final sejamos todos diferentes, sempre é possível encontrar pequenas similaridades. Há aqueles que são felizes em doar o que quer que seja sem nenhum proveito e também os que só fazem algum coisa a favor dos próprios interesses. Ter a certeza do que é realmente certo ou errado é muito relativo, pois dependerá sempre daquilo que cada um acredita. Pessoas egoístas geralmente são muito mal vistas pela sociedade, apontadas muitas vezes como gananciosas e ambiciosas, no entanto não percebemos que o empenho dessas pessoas está principalmente em lutar pelos próprios interesses, e se não houver desrespeito e sofrimento com outro individuo não deveria existir nenhum mal nisso. Do mesmo jeito que há felicidade naquele que faz tudo pelos outros sem nunca ter lucrado, também pode haver no que pense em si sempre em primeiro lugar. Mas independente da sua particularidade antes de tudo deve existir felicidade em todas as partes.

Daqueles que comandaram batalhões e esquadrões só resta o nome. O gênero humano nada tem para mostrar de uma centena de batalhas travadas. Mas os grandes homens de que falo prepararam puros e perenes prazeres para os homens que ainda vão nascer. Uma eclusa ligando dois mares, um quadro de Poussin, uma bela tragédia, uma nova verdade - são coisas mil vezes mais preciosas do que todos os anais da corte ou todos os relatos de campanhas militares. Sabem que, comigo, os grandes homens são os primeiros e os heróis os últimos.
Chamo «grandes homens» a todos aqueles que se distinguiram na criação daquilo que é útil ou agradável. Os saqueadores de províncias são meros heróis.

(Voltaire)

Adoro mulheres irritadas
Bravas
Explodindo de raiva

Poucas coisas deixam uma mulher tão sexy,
Tão charmosa,
E tão convidativa ao prazer
Quanto aquele olhar possesso,
Aquele ar de que vai quebrar tudo
E mandar o mundo pelos ares
Pelo simples fato de que algo não saiu ao seu gosto
Ou a contento seu

Mulheres assim são mais donas de si
Mais donas do mundo
E dos homens também
Tanto mais quando se sabe que por trás de tanta raiva, de tanta fúria,
Há sempre um encanto de mulher
Que apenas espera receber exatamente o que ela quer
E merece:

Todo o carinho,
Toda a atenção,
E todo o amor que existe!

(Augusto Branco)

Senhor!
Dura é a pedra, entretanto,
com a Tua sabedoria,
temo-la empregada em
obras de segurança.

Violento é o fogo, todavia,
sob a tua inspiração
foi ele posto em disciplina,
em auxílio da inteligência

Agressiva é a lâmina ,
no entanto ao influxo
de Teu amparo vemo-la piedosa,
na caridade da cirurgia

Enfermiço é o pântano, contudo
sob tua benevolência
encontramo-lo convertido
em celeiro de flores

Eu trago comigo
a dureza da pedra
a violência do fogo
a agressividade da lâmina
e a enfermidade do charco
mas com a Tua benção de amor
posso desfrutar o privilégio de cooperar
na construção do Teu reino...
para isso Senhor, porém,
Senhor concede-me por acréscimo de misericórdia
a felicidade de trabalhar
e ensina-me a receber
o dom de servir.

(Chico Xavier)

Chega um momento em que nos damos conta de que, às vezes, para sermos verdadeiros com nós mesmos, precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas sem êxito, agradecer pelo que cada uma nos ensinou e seguir.

De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida.

Não nos damos conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro. Essencialmente amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas.

De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, uma vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.

Você não pode desistir perante as dificuldades que está sentindo, querida amiga. O seu namoro já teve melhores dias e vocês têm brigado muito nos últimos tempos, mas há sempre uma forma de contornar essa situação.

Tudo vai ficar bem se vocês se esforçarem em fazer os sentimentos positivos prevalecer. Conversem calmamente e tentem encontrar o que não está funcionando bem. O amor é o maior dos nossos sentimentos e vale sempre a pena lutar por ele.

Conquistar não é conquistar-se.
Muitos conquistam o ouro da Terra
e adquirem a miséria espiritual.
Muitos conquistam a beleza corpórea
e acabam no envilecimento da alma.
Muitos conquistam o poder humano
e perdem a paz de si mesmos.
Necessário que o espírito se acrisole na
experiência e na luta, valendo-se delas
para modelar o caráter,
senhoreando a própria vida.
Para possuirmos algo com acerto e
segurança, é indispensável não sejamos
possuídos pelas forças deprimentes que
nos inclinam sentimento e raciocínio
aos desequilíbrios da sombra.
Indubitavelmente, todos podemos
usufruir os patrimônios terrestres,
nesse ou naquele setor do cotidiano,
mas é preciso caminhar com
sabedoria para que o abuso não nos
infelicite a existência.
É por isso que sofrimento e dificuldade,
obstáculo e provação constituem para
nós preciosos recursos de superação
e engrandecimento.
Todos os valores externos concedidos à
personalidade, em trânsito no mundo,
são posses precárias que a enfermidade
e a morte arrancam de improviso,
mas todos os valores que entesouramos
no próprio ser representam posses
eternas que brilharão conosco,
aqui e além, hoje e amanhã...
Na esfera espiritual, cada criatura é
aproveitada na posição em que se
coloca e somente aqueles que
conquistaram a si mesmos,
nos reiterados labores da educação,
através do suor ou da lágrima,
do trabalho ou da renúncia, são capazes
de cooperar na extensão do amor e da luz,
cujo crescimento na Terra exige,
invariavelmente, o coração e o cérebro,
as ações e as atitudes daqueles que
aprenderam na lei do próprio sacrifício
a conquista da vida imperecível.
Reflete naquilo que te falam,
antes de te entregares
psicologicamente ao que se te diga...

(Chico Xavier)

Aproxime-se mais!
Tente sentir mais do
que um abraço é capaz.
Quando bem apertado,
ele ampara tristezas,
sustenta lágrimas,
combate incertezas,
põe a nostalgia de lado.
É até capaz de amenizar o medo.

Se for cheio de ternura,
ele guarda segredos
e jura cumplicidade.
Um abraço de verdade
divide alegrias e agrada
em comemorações.
Abraços são pequenas
orações de fé e de energia.

Olhe para o lado.
Há sempre alguém que
precisa de um abraço
e não coragem pra dizer!
Enlace-o!
O que vai receber de volta
é um sorriso de carinho e
uma palavra sincera.
Você vai perceber que
ninguém está sozinho e
que a vida pode ser um
eterno céu de primavera.

Amar é...
sorrir por nada e ficar triste sem motivos
é sentir-se só no meio da multidão,
é o ciúme sem sentido,
o desejo de um carinho;
é abraçar com certeza e beijar com vontade,
é passear com a felicidade,
é ser feliz de verdade!

(Albert Camus)

A vida, às vezes, parece uma corda bamba. Mas é preciso ter leveza e persistência para não se deixar cair. Quando a vida parecer ameaçadora, quando os caminhos parecerem sombrios e perigosos, dê um passo de cada vez. Olhe bem por onde pisa, e só erga o pé quando sentir-se firme.

Por mais que a vida lhe traga ventanias, mantenha-se forte, deixe-se envergar, mas não se deixe quebrar. O equilíbrio, muitas vezes, vem da flexibilidade. É preciso ter muita serenidade e sabedoria para manter-se em permanente equilíbrio, pois muitas vezes todas as forças do universo parecem conspirar para nos fazer cair.

E se por um acaso, em algum momento da vida você perder o equilíbrio, respire fundo, recupere o fôlego e a energia e erga-se. É justamente com os tombos que aprendemos a cair, a nos levantar mais rápido e a nos reequilibrar. O importante, é buscar sempre o equilíbrio.

Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que pensa que tenho sentimento, memória, ideias? Muito bem, eu me calo. Você me vê entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Você entende que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.

(Voltaire)

Enquanto pequenos, tudo roda em volta da nossa família mais próxima. Tudo é mãe, pai, irmãos quando existem. Todo o nosso mundo se resume a esse grupo pequeno e confortável.

Aos poucos nos vamos revoltando contra esse núcleo, e o vamos culpando por tudo que de mal começa a acontecer em nossas vidas. Os hormônios da juventude tomam conta de nós.

Mais tarde estamos mais calmos, mas a vida atira todo o tipo de obstáculos, desafios e distrações no nosso caminho, e vamos nos afastando, e esquecendo desse pequeno grupo que em tempos foi todo nosso mundo. Esquecemos de visitar, esquecemos de cuidar, esquecemos de dizer ‘te amo’!

E quando lembramos do esquecimento, quantas vezes não é já tarde de mais, e aqueles que verdadeiramente nos amaram, e que nunca deixamos de amar, apenas esquecemos de o dizer, foram chamados para junto de Deus.
Então resta apenas a saudade.

Ficam as memórias. Fica o amor que será eterno. Fica o desejo impossível de um retorno. Fica o insustentável peso da saudade, a única que nunca morrerá.

Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.

Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.

Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.

Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.

Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.

Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.

(Chico Xavier)

A vida é curta. A vida está sempre por um fio. Para morrer basta estar vivo, qualquer dia pode ser o nosso último dia de vida. Acordar depois de uma noite de sono é sempre uma dádiva, o milagre da vida se renova todos os dias em nós. Ter essa percepção sempre tão acesa dentro de nós pode ser danoso, mas também não podemos nos esquecer de quão frágil é a vida.

Quanto mais os anos passam, quanto mais tempo vivido temos, e menos tempo por viver nos esperam, mais os dias e os momentos devem se tornar valiosos para nós. É preciso saber que não há tempo a perder com vaidades, com obsessões, com tentações pela perfeição.

O tempo de vida é aquilo que de mais precioso temos. Viva com sinceridade e honestidade todos os instantes da sua vida, fique perto de quem ama, dedique o seu tempo a quem você admira e gosta, e não a quem precisa impressionar. Seja corajoso para fazer aquilo que deseja, seja sedento pela vida.

Viva com todo o seu coração de modo a sentir-se sempre pleno, viva sentindo-se sempre pronto para partir, mesmo que ache cedo demais. Carregue sempre no seu coração a certeza de viver de verdade.

Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho... Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo. Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma. Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia.

Paramahansa Yogananda

De qualquer forma eu tento encontrar a resposta
Para todas as questões que perguntarem
Apesar de saber que é impossível
Para viver o passado
Não conte nenhuma mentira
Há uma magia natural
Soprando através do ar
Não é possível mantê-la
Se você escutar cuidadosamente agora você vai ouvir
Como uma magia natural
Soprando através do ar.

(Bob Marley)

Há sempre uma nova chance para uma amizade verdadeira. Quando se ama de coração um amigo, por mais brigas que possam haver, sempre se encontra forma de conseguir uma reconciliação.

O orgulho é posto de lado quando as saudades falam mais alto. E não interessa quem tem razão quando o desejo é que tudo volte a ser o que era. Amizade também é saber perdoar e sentir a felicidade de um abraço de paz.

Em determinada época vivia um médico, excelente no preparo de receitas de remédios. Ele tinha cerca de 100 filhos. Enquanto esteve fora de casa, numa viagem a um distante país, todos os seus filhos beberam veneno por engano, debatendo-se de dor e caindo ao chão à medida que o veneno penetrava em seus corpos.

Ao retornar para casa, o médico encontrou seus amados filhos em agonia por toda a casa e ficou muito chocado e triste. Alguns dos que tomaram o veneno perderam completamente a razão, enquanto outros, ainda, estavam conscientes.

Todas aquelas crianças, ao verem seu pai, ficaram contentes e correram ao seu encontro, lhe implorando: "Pai! Estamos muito felizes de encontrá-lo em boa saúde. Nós tomamos veneno por engano, por causa de nossa ignorância. Por favor, nos salve e nos dê forças."

Imediatamente, o médico juntou muitas ervas medicinais de bom sabor, bom cheiro e linda cor receitando-as de várias maneiras como um maravilhoso remédio a suas crianças enfermas. Aqueles que ainda não haviam perdido a razão tomaram imediatamente o remédio e escaparam das dores agudas e sofrimentos. Os que não mais faziam uso da razão não tomaram o remédio apesar das recomendações do bom médico.

O pai ficou muito triste e decidiu usar um último recurso para convencer seus filhos a se curarem. Ele disse: "Eu vou morrer de velhice. Antes de começar a minha jornada, deixarei este remédio bom com vocês. Se vocês tiverem problemas, tomem-no." E saiu de casa dirigindo-se a outro país. Lá chegando, enviou um mensageiro à sua casa, que disse a seus filhos: "Infelizmente seu pai faleceu."

"Agora ninguém cuidará de nós com misericórdia e bondade", exclamaram os filhos diante da notícia, finalmente decidindo tomar o remédio. Logo se recuperaram completamente e o pai ciente de que isso aconteceria retornou para casa encontrando seus filhos felizes.

Nesta famosa parábola, o remédio maravilhoso com bom sabor, linda cor e bom cheiro simboliza a oração Nam myoho rengue Kyo ensinada pelo bom médico, que é o Buda, e o veneno indica as religiões desencaminhadoras (que deixam as pessoas iludidas e desorientadas).

(As Mais Belas Histórias Budistas)

É aquele momento em que a Vida passa da sonolência para a alvorada. É a primeira chama que ilumina o íntimo mais profundo do coração. É a primeira nota mágica arrancada das cordas de prata do sentimento. É aquele momento instantâneo em que se abrem diante da alma as crônicas do Tempo, e se revelam aos olhos as proezas da noite, e as vozes da consciência. Ele é que abre os segredos da Eternidade para o futuro. É a semente lançada por Ishtar, deusa do Amor, e espargida pelos olhos do ser amado na paisagem do Amor, depois regada e cuidada pela afeição, e finalmente colhida pela alma.

O primeiro olhar vindo dos olhos do ser amado é como o espírito que se movia sobre a face das águas e deu origem ao céu e à terra, quando o Senhor sentenciou: "E agora, vivei!"


(Khalil Gibran)

Amir e Farid eram dois mercadores árabes muito amigos. Sempre viajavam juntos, cada qual com seus camelos, mercadorias, escravos e empregados.

Numa das viagens em que o calor se apresentava abrasador, pararam às margens de um grande rio. Farid resolveu tomar um banho e para isso mergulhou nas águas caudalosas. Fosse porque se distraísse ou porque não se apercebesse, acabou sendo arrastado pela correnteza do rio. Amir, pressentindo o risco que corria o amigo, atirou-se no rio e o salvou, embora com esforço.

Muito agradecido, Farid chamou um dos seus escravos e lhe ordenou que escrevesse numa pedra próxima, em letras grandes e profundas: "aqui, com risco de perder sua própria vida, Amir salvou o seu amigo Farid."

A viagem prosseguiu. Os negócios se realizaram e no retorno, pararam no mesmo local para um descanso rápido. Começando a conversar, iniciaram uma discussão por divergência de opiniões. Com os ânimos acirrados, Amir esbofeteou Farid.

Então Farid se aproximou da margem do rio, escolheu uma pequena vara e escreveu na areia: "aqui, por motivos tolos, Amir esbofeteou Farid."

O escravo que escrevera na rocha a frase anterior, ficou intrigado e perguntou: "senhor, quando foi salvo, mandou gravar o feito numa pedra. Agora escreveis na areia a ofensa recebida. Por que agis assim?"

Farid largou a vara, olhou o escravo e respondeu: "os atos de bondade, de amor e de abnegação devem ser gravados na rocha para que todos os que tiverem oportunidade de tomar conhecimento deles, procurem imitá-los. Porém, quando recebermos uma ofensa, devemos escrevê-la na areia, bem perto das águas, para que seja por elas levada. Assim procedendo, ninguém tomará conhecimento dela. E, acima de tudo, para que qualquer mágoa desapareça de pronto do nosso coração."

Sábia ponderação de Farid. Agíssemos todos desta forma e menos ódio e malquerenças haveria sobre a terra. A gratidão seria a nota constante nos relacionamentos humanos e ninguém esqueceria o bem recebido. Igualmente, os gestos de bondade se espalhariam, pois seriam causa de imitação por muitos.

Em contrapartida, menos doenças e indisposições seriam geradas pelos homens, pois não alimentando mágoa, nem rancores, viveriam mais serenamente, o que equivale a menos propensão a enfermidades. A mágoa é sempre geratriz de infortúnios para si e de infelicidade para os outros.

A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...

Augusto Cury

“O pecado da luxúria é ser dominado pelo desejo desmedido de sensualidade e exuberância dos sentidos. É o melhor lugar nesse estudo para entendermos o que Santo Agostinho nos diz: “O pecado é o excesso do bom.”
De difícil compreensão, a luxúria, que é a orgia dos sentidos, é facilmente confundida com a primária gula sexual. A civilização romana e, infelizmente a civilização atual, têm inúmeros exemplos da voraz gula sexual e de seus rodízios carnais.
O pecado da luxúria está relacionado com o 5° Chakra (chakra da garganta, localiza-se no plexo laríngeo ou cervical). Corresponde à glândula tireóide responsável pela expressão, emitindo os impulsos de comunicação, expressão pessoal nos níveis lógicos, sensoriais e de criação artística, o centro da expressão criativa. 0 5° Chakra seleciona e purifica os impulsos originados na região lateral do quadril - centro da criação; ativa e filtra os movimentos de crescimento físico e emocional, conecta os centros básicos aos centros mais sutis e ativa as sensações de vibrações e abundância.
A sofisticada luxúria deseja a qualidade, a expressão criativa, a liberdade e a sexualidade obtidas por meio do esplendor dos sentidos. É necessário evocar na memória a civilização Grega e sua decadência para captar o sentido da luxúria e sua embriaguez do corpo, da alma e das sensações.
Como ensina a cozinha francesa, clássico exemplo de luxúria do paladar, é preciso se entregar às nuanças criativas, às sutilezas da qualidades para atingir as altas voltagens do prazer com todos os seus sentidos, instalando-se então o deleite e o prazer oferecido pela volúpia.
O desejo intemperante de volúpia torna a liberdade libertinagem e a sensualidade impõe o desfrutar ilimitado. Sem a virtude da temperança, que pertence à arte do sentir, a sensualidade é prisioneira fácil da paixão, torna-se escrava de seus vícios. O pecado da luxúria, então corre o risco de com suas exigências desmedidas se ver rebaixado à condição de gula empanturrada ou de buscar os efeitos dos narcóticos e drogas que só a sua irmã indolência conhece. "

Quem nunca cometeu um erro? Tomou uma atitude que acarretou consequências não desejadas ou se arrependeu de uma escolha errada? Tudo muito normal para quem tem uma vida acelerada, e certamente faz parte do dia-a-dia de muita gente.

Pois é, todo mundo erra, e se nunca errou, pode esperar que seu dia irá chegar, mas o que difere os bem-sucedidos dos fracassados, é a forma como esse erro é analisado. Pode ser tratado de uma forma negativa, sem haver nenhuma perspectiva de recomeço, ou pode ser visto como uma vantagem, como algo que no futuro será intensamente evitado.

Tire proveito dos seus erros, não deixe que fiquem esquecidos no passado, entenda porque tudo aconteceu e não permita ser levado pela vaidade de achar que é uma pessoa fraca pelo simples fato de ter errado. Fraco é aquele que permanece no mesmo erro continuamente e não toma nenhuma atitude para ultrapassa-lo.

Não seja conivente com as lamentações, utilize a situação a seu favor e não admita que o mesmo erro ocorra novamente!

Passamos por tantas fases durante a vida que seria muito desperdício não ser nada além que um simples sobrevivente. Certamente não é fácil se destacar com tantas pessoas almejando o mesmo objetivo, mas para isso é preciso começar devagar, fazendo a diferença primeiramente com aqueles que vemos diariamente.

O primeiro passo para fazer diferença é perceber de que forma pode alterar o que acha não deve permanecer mais o mesmo. Se no trabalho as pessoas estão desanimadas e desinteressadas, acrescente divertimento e seja aquele que provoca bons momentos.

Nem todo mundo tem a coragem de usar a ousadia para buscar melhores sentimentos, seja o primeiro, contagie os que rodeiam você de alegria e melhore o ambiente. Não seja mais um contaminado pelo mau humor adquirido pela vida corrida e competitiva que levamos atualmente.

Tenha mais medo de continuar como está do que ter a ousadia de mudar, faça a diferença na sua vida e transmita esse pensamento adiante, aumentando o nível de felicidade das pessoas que habitam este mundo.

Ao romper do dia, sentei-me na campina, travando conversa com a Natureza, enquanto o Homem ainda descansava sossegadamente nas dobras da sonolência. Deitei-me na relva verde e comecei a meditar sobre estas perguntas:

Será a Beleza Verdade? Será Verdade a Beleza?

E em meus pensamentos vi-me levado para longe da humanidade. Minha imaginação descerrou o véu de matéria que escondia meu íntimo. Minha alma expandiu-se e senti-me ligado à Natureza e a seus segredos. Meus ouvidos puseram-se atentos à linguagem de suas maravilhas.

Assim que me sentei e me entreguei profundamente à meditação, senti uma brisa perpassando através dos galhos das árvores e percebi um suspiro como o de um órfão perdido.

“Por que te lamentas, brisa amorosa?” perguntei.

E a brisa respondeu: “Porque vim da cidade que se escalda sob o calor do sol, e os germes das pragas e contaminações agregaram-se às minhas vestes puras. Podes culpar-me por lamentar-me?”

Mirei depois as faces de lágrimas coloridas das flores e ouvi seu terno lamento... E indaguei: “Por que chorais, minhas flores maravilhosas?”

Uma delas ergueu a cabeça graciosa e murmurou: “Choramos porque o Homem virá e nos arrancará, e nos porá à venda nos mercados da cidade.”

E outra flor acrescentou: “À noite, quando estivermos murchas, ele nos atirará no monte de lixo. Choramos porque a mão cruel do Homem nos arranca de nossas moradas nativas.”

Ouvi também um riacho lamentando-se como uma viúva que chorasse o filho morto, e o interroguei: “Por que choras meu límpido riacho?”

E o riacho retrucou: “Porque sou compelido a ir à cidade, onde o Homem me despreza e me rejeita pelas bebidas fortes, e faz de mim carregador de seu lixo, polui minha pureza e transforma minha serventia em imundície.”

Escutei, ainda, os pássaros soluçando e os interpelei: “Por que chorais meus belos pássaros?”

E um deles voou para perto, pousou na ponta de um ramo e justificou: “Daqui a pouco, os filhos de Adão virão a este campo com suas armas destruidoras e desencadearão uma guerra contra nós, como se fôssemos seus inimigos mortais. Agora estamos nos despedindo uns dos outros, pois não sabemos quais de nós escaparão à fúria do Homem. A morte nos segue, aonde quer que vamos.”

Então o sol já se levantava por trás dos picos da montanha e coloria os topos das árvores com auréolas douradas. Contemplei tão grande beleza e me perguntei:

“Por que o homem deve destruir o que a Natureza construiu?”


(Khalil Gibran)

Em tempos pensei que tinha sido ferido como homem algum jamais o fora. Por sentir isso, jurei escrever este livro. Mas muito antes de começar a escrevê-lo a ferida cicatrizou. Como jurara cumprir a minha tarefa, reabri a horrível ferida. Deixem-me explicar por outras palavras. Talvez ao abrir a ferida, a minha própria ferida, tenha fechado outras feridas, feridas de outras pessoas. Morre qualquer coisa, floresce qualquer coisa. Sofrer na ignorância é horrível. Sofrer deliberadamente, para compreender a natureza do sofrimento e aboli-lo para sempre, é muito diferente. O Buda, como sabemos, teve toda a vida um pensamento fixo no espírito: eliminar o sofrimento humano. Sofrer é desnecessário. Mas temos de sofrer para compreender que é assim.

Além disso, é só então que o verdadeiro significado do sofrimento humano se torna claro. No derradeiro momento desesperado - quando não podemos sofrer mais! - acontece qualquer coisa que tem a natureza de um milagre. A grande ferida aberta pela qual se escoava o sangue da vida fecha-se, o organismo desabrocha como uma rosa. Somos «livres», finalmente (...). Não são as lágrimas que mantêm viva a árvore da vida, mas sim o conhecimento de que a liberdade é real e eterna.

(Henry Miller)
(Citador)